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Até ao dia 6 de Julho, Carlos Mendonça revela, através da sua pintura, as suas inquietações e o seu mundo onírico que pode ver na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.

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publicado às 16:10


#2994 - IMAGINARIUS | Festival Internacional de Teatro de Rua

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.05.19

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ver programação aqui

 

Nas ruas da cidade de Santa Maria da Feira, nos dias 23, 24 e 25 deste mês.

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publicado às 20:09


#2985 - FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE PAÇOS DE BRANDÃO

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.04.19

Começou, ontem, a 42ª edição do Festival Internacional de Música de Paços de Brandão, uma organização do CiRAC-Círculo de Recreio, Arte e Cultura, com sede na Avenida da Sobreira, n.º 328, Paços de Brandão, Santa Maria da Feira.

 

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publicado às 19:53

VICTOR COSTA

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publicado às 10:32


#2952 - FESTA DAS FOGACEIRAS | SANTA MARIA DA FEIRA | 20 DE JANEIRO

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.19

FESTA DAS FOGACEIRAS EM HONRA DO MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO, 20 DE JANEIRO, SANTA MARIA DA FEIRA

 

 
 
 
 

AS FOGAÇAS E OS CALADINHOS - PERCURSOS

 

Com percursos históricos diferentes e motivações sociais, culturais, políticas, religiosas e psicológicas bem diversas, as fogaças e caladinhos que conhecemos e adoptamos como um dos ex-libris do concelho de Santa Mara da Feira, são, hoje, extremamente importantes para a economia de algumas unidades industriais e comerciais da cidade.

 

As fogaças e caladinhos encerram dentro de si uma parte importante da nossa história enquanto testemunhos da nossa memória colectiva. Mas, mais importante do que as formas, os sabores e os gestos que ensinam as receitas, é permitir que cada porção de farinha, de açucar, de ovos e manteiga seja a descoberta da alma, das emoções, dos conflitos, da dor, morte, esperança e vida do  povo anónimo das Terras de Santa Maria.

 

Houve, nos séculos XV e XVI, uma grande epidemia. E o povo foi dizimado. E aqueles que restaram levantaram os braços e os olhos em direcção ao Céu e dirigiram as suas súplicas carregadas de fé ao mártir S. Sebastião. E fizeram promessas e empenharam as suas vidas.

 

O mártir sorriu. E o sorriso limpou-lhes a alma e as lágrimas. E as lágrimas transfiguraram-se  e tomaram a forma de fogaças.

 

E, todos os anos, no dia 20 do mês de Janeiro, somos cúmplices e testemunhos vivos de uma promessa que nos pediram para cumprir. E cumprimos. Por isso descemos à cidade e enfeitamos as velhas ruas do burgo e damos-lhe vida, cor e emoções. E vivemos a História, e aprendemos que a Fogaça não é apenas um símbolo, mas toda a alma do povo das Terras de Santa Maria.

 

E, ao enterceder, quando a penumbra do dia confunde os rostos e transforma as sombras em silhuetas, o povo junta-se em pequenos grupos e regressa a casa transportando consigo as fogaças e caladinhos. Durante a viagem relembram momentos já passados e contam histórias que fazem parte da História da cidade. E recordam, a propósito de caladinhos, os anos 30, a polícia política, as tertúlias na Farmácia Araújo, e a perspicácia do Augusto Padeiro. E contam como simples biscoitos passaram do anonimato para a ribalta da glória.

 

"...Um dia, à noite, aqui em Santa Maria da Feira, o Augusto Padeiro e seus empregados estavam a fazer biscoito sortido com forma arredondada e achatada. De repente, entraram elementos da polícia política e o Augusto Padeiro, com medo, disse aos empregados: Shiu! Calados!.

Um dos elementos da Polícia perguntou: - Porque disse calados?

O Augusto Padeiro, respondeu: Porque estamos a fazer Calados. Estes biscoitos são os Caladinhos"...

 

E de memórias em memórias, sob a égide do castelo altaneiro, num ritual marcado pelo tempo, o povo cumpre o voto e, de uma forma cúmplice e intimista, ergue o olhar ao Céu e o Santo sorri.

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publicado às 21:06


#2933 - "MENSAGENS TROCADAS" DE ALEXANDRA DE PINHO

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.12.18

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Alexandra de Pinho, pintora, expõe na Sala de Exposições da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira o seu mais recente trabalho denominado "Mensagens Trocadas".

A exposição está patente ao público de 15 de Dezembro de 2018 a 26 de Janeiro de 2019.

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publicado às 18:44


#2794 - Azulejos (Santa Maria da Feira) - Pormenores

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.03.18

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Pormenor da fachada da antiga estalagem de Santa Maria da Feira

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publicado às 19:23


#2738 - SANTA MARIA DA FEIRA, 20 DE JANEIRO, FESTA DAS FOGACEIRAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.18

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 

AS FOGAÇAS E OS CALADINHOS - PERCURSOS

 

Com percursos históricos diferentes e motivações sociais, culturais, políticas, religiosas e psicológicas bem diversas, as fogaças e caladinhos que conhecemos e adoptamos como um dos ex-libris do concelho de Santa Mara da Feira, são, hoje, extremamente importantes para a economia de algumas unidades industriais e comerciais da cidade.

 

As fogaças e caladinhos encerram dentro de si uma parte importante da nossa história enquanto testemunhos da nossa memória colectiva. Mas, mais importante do que as formas, os sabores e os gestos que ensinam as receitas, é permitir que cada porção de farinha, de açucar, de ovos e manteiga seja a descoberta da alma, das emoções, dos conflitos, da dor, morte, esperança e vida do  povo anónimo das Terras de Santa Maria.

 

Houve, nos séculos XV e XVI, uma grande epidemia. E o povo foi dizimado. E aqueles que restaram levantaram os braços e os olhos em direcção ao Céu e dirigiram as suas súplicas carregadas de fé ao mártir S. Sebastião. E fizeram promessas e empenharam as suas vidas.

 

O mártir sorriu. E o sorriso limpou-lhes a alma e as lágrimas. E as lágrimas transfiguraram-se  e tomaram a forma de fogaças.

 

E, todos os anos, no dia 20 do mês de Janeiro, somos cúmplices e testemunhos vivos de uma promessa que nos pediram para cumprir. E cumprimos. Por isso descemos à cidade e enfeitamos as velhas ruas do burgo e damos-lhe vida, cor e emoções. E vivemos a História, e aprendemos que a Fogaça não é apenas um símbolo, mas toda a alma do povo das Terras de Santa Maria.

 

E, ao enterceder, quando a penumbra do dia confunde os rostos e transforma as sombras em silhuetas, o povo junta-se em pequenos grupos e regressa a casa transportando consigo as fogaças e caladinhos. Durante a viagem relembram momentos já passados e contam histórias que fazem parte da História da cidade. E recordam, a propósito de caladinhos, os anos 30, a polícia política, as tertúlias na Farmácia Araújo, e a perspicácia do Augusto Padeiro. E contam como simples biscoitos passaram do anonimato para a ribalta da glória.

 

"...Um dia, à noite, aqui em Santa Maria da Feira, o Augusto Padeiro e seus empregados estavam a fazer biscoito sortido com forma arredondada e achatada. De repente, entraram elementos da polícia política e o Augusto Padeiro, com medo, disse aos empregados: Shiu! Calados!.

Um dos elementos da Polícia perguntou: - Porque disse calados?

O Augusto Padeiro, respondeu: Porque estamos a fazer Calados. Estes biscoitos são os Caladinhos"...

 

E de memórias em memórias, sob a égide do castelo altaneiro, num ritual marcado pelo tempo, o povo cumpre o voto e, de uma forma cúmplice e intimista, ergue o olhar ao Céu e o Santo sorri.

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publicado às 20:01

 

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publicado às 22:37

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De 23 de Setembro a 11 de Novembro de 2017, na Sala de Exposições da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira.

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publicado às 19:55

No âmbito da programação de artes plásticas, a biblioteca municipal apresenta a exposição de desenho e escultura "Figuras de estilo" de Eduarda Coimbra e Telmo Mota.


“Simbiose entre desenho e escultura, gravitando em redor de referências literárias, esta exposição propõe uma viagem às fronteiras da representação onde as técnicas académicas se fundem com uma estética maneirista, conceptual e contemporânea." Eduarda Coimbra e Telmo Mota.


patente de 23.set.2017 a 11.nov.2017

horário: 
seg. a sex. 10h00 » 19h00 
sáb. 10h00 » 17h00


Informação retirada da página do Facebook da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

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publicado às 22:25


#2582 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.09.17

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publicado às 09:25


#2578 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.09.17

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publicado às 10:24


#2575 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.09.17

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publicado às 11:09


#2573 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.09.17

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publicado às 19:04


#2572 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.09.17

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publicado às 14:29


#2571 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.09.17

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publicado às 17:20


#2570 - Memórias

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.09.17

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publicado às 22:15


#2548 - "VIAGEM MEDIEVAL" - SANTA MARIA DA FEIRA

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.08.17

 «Gosto muito» da «Viagem Medieval» que se realiza todos os anos em Santa Maria da Feira.

Aprecio, de maneira particular, o «perfume» que envolve o corpo do seu velho burgo.

 

Mas há um dia muito especial do qual gosto ainda mais: o dia a seguir ao seu encerramento...

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publicado às 16:53

 

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publicado às 12:53


#2467 - Poema de Pedro Homem de Melo

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.06.17

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Guimbras - adjacente ao lago - Santa Maria da Feira

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publicado às 22:41


#2439 - Castelo - Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.06.17

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publicado às 22:36

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 Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua

25, 26, 27 de Maio de 2017

Santa Maria da Feira

 

Ver programação aqui

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publicado às 17:17

 

 

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publicado às 18:54

 Notícia retirada do Jornal on-line DIÁRIO DE NOTÍCIAS

 

 

Este tipo de intervenção "tem ainda a vantagem de diminuir a exposição do doente ao ambiente hospitalar e de reduzir os inerentes custos do SNS com essa estadia", de acordo com Miguel Paiva

O Centro Hospitalar  de Entre Douro e Vouga (CHEDV) revelou esta sexta-feira ter realizado com sucesso as primeiras cirurgias endoscópicas a hérnias discais pelo Serviço Nacional de Saúde, num procedimento menos invasivo, com agressão mínima e mais fácil recuperação.

Em causa estão quatro discectomias (excisão parcial ou total de um disco intervertebral herniado) lombares totalmente endoscópicas, realizadas em Santa Maria da Feira pelo Serviço de Ortopedia e Unidade de Coluna do Hospital São Sebastião, que é um dos três sob administração do CHEDV.

"O Hospital São Sebastião é o primeiro hospital público do país a realizar esta cirurgia inovadora que, sendo muito menos invasiva do que uma intervenção convencional aberta, representa maior conforto para o doente e menos tempo de internamento pós-cirúrgico", declarou à Lusa Miguel Paiva, presidente do conselho de administração do CHEDV.

 

 

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publicado às 19:27


#2213 - Responda se souber; se não souber especule, invente

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.03.17

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As imagens dizem respeito a um espaço situado no coração da cidade de Santa Maria da Feira, junto das piscinas municipais.

 

Proponho que responda ao seguinte questionário:

 

(Responda se souber... Se não souber faça como alguns políticos, alguns comentadores, alguns jornalistas: especule, invente.)

 

1 - É um «sítio» arqueológico

2 - Espaço onde se experimenta e ensaia novos conceitos de arquitectura e "design"

3 - Uma aldeia abandonada depois de ser atacada por melgas

4 - Cenário de um "western"

5 - Desleixo, desmazelo, incúria

6 - Novas perspectivas de integração de construções na paisagem

7 - Novos conceitos de promoção turística

8 - Novas formas de "ver" e "ocupar" o espaço público e o território

9 - ........................................................................................................

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publicado às 18:24


#2135 - FESTA DAS FOGACEIRAS - 20 DE JANEIRO

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.01.17

AS FOGAÇAS E OS CALADINHOS - PERCURSOS

 

Com percursos históricos diferentes e motivações sociais, culturais, políticas, religiosas e psicológicas bem diversas, as fogaças e caladinhos que conhecemos e adoptamos como um dos ex-libris do concelho de Santa Mara da Feira, são, hoje, extremamente importantes para a economia de algumas unidades industriais e comerciais da cidade.

 

As fogaças e caladinhos encerram dentro de si uma parte importante da nossa história enquanto testemunhos da nossa memória colectiva. Mas, mais importante do que as formas, os sabores e os gestos que ensinam as receitas, é permitir que cada porção de farinha, de açucar, de ovos e manteiga seja a descoberta da alma, das emoções, dos conflitos, da dor, morte, esperança e vida do  povo anónimo das Terras de Santa Maria.

 

Houve, nos séculos XV e XVI, uma grande epidemia. E o povo foi dizimado. E aqueles que restaram levantaram os braços e os olhos em direcção ao Céu e dirigiram as suas súplicas carregadas de fé ao mártir S. Sebastião. E fizeram promessas e empenharam as suas vidas.

 

O mártir sorriu. E o sorriso limpou-lhes a alma e as lágrimas. E as lágrimas transfiguraram-se  e tomaram a forma de fogaças.

 

E, todos os anos, no dia 20 do mês de Janeiro, somos cúmplices e testemunhos vivos de uma promessa que nos pediram para cumprir. E cumprimos. Por isso descemos à cidade e enfeitamos as velhas ruas do burgo e damos-lhe vida, cor e emoções. E vivemos a História, e aprendemos que a Fogaça não é apenas um símbolo, mas toda a alma do povo das Terras de Santa Maria.

 

E, ao enterceder, quando a penumbra do dia confunde os rostos e transforma as sombras em silhuetas, o povo junta-se em pequenos grupos e regressa a casa transportando consigo as fogaças e caladinhos. Durante a viagem relembram momentos já passados e contam histórias que fazem parte da História da cidade. E recordam, a propósito de caladinhos, os anos 30, a polícia política, as tertúlias na Farmácia Araújo, e a perspicácia do Augusto Padeiro. E contam como simples biscoitos passaram do anonimato para a ribalta da glória.

 

"...Um dia, à noite, aqui em Santa Maria da Feira, o Augusto Padeiro e seus empregados estavam a fazer biscoito sortido com forma arredondada e achatada. De repente, entraram elementos da polícia política e o Augusto Padeiro, com medo, disse aos empregados: Shiu! Calados!.

Um dos elementos da Polícia perguntou: - Porque disse calados?

O Augusto Padeiro, respondeu: Porque estamos a fazer Calados. Estes biscoitos são os Caladinhos"...

 

E de memórias em memórias, sob a égide do castelo altaneiro, num ritual marcado pelo tempo, o povo cumpre o voto e, de uma forma cúmplice e intimista, ergue o olhar ao Céu e o Santo sorri.

 

 

 

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publicado às 12:05

FESTA DAS FOGACEIRAS

 

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publicado às 23:04


#2133 - A Europa na Geografia da História

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.01.17

VASCO GRAÇA MOURA

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"Antes de mais eu queria agradecer este convite para vir a Santa Maria da Feira e ainda agradecer, pela sua presença aqui, ao José Saramago com quem, desde há muitos anos, tenho uma excelente relação de amizade e de grande admiração pela sua obra. Acontece que no meu curriculum isso está exarado, uma vez que fui Presidente do Júri que,em '86, atribuiu o Prémio D. Dinis a O Ano da Morte de Ricardo Reis, antes, portanto, do Prémio Nobel. E, singularmente, tanto O Ano da Morte de Ricardo Reis como um outro livro que José Saramago publicou mais tarde, e de que eu, devo dizer incidentalmente, gosto menos,Jangada de Pedra, consistem de algum modo em meditações sobre a Europa. A Europa dos anos trinta, no caso de "Ricardo Reis", portanto a Europa das inquiteções que se desenhavam e acumulavam no horizonte europeu a partir de '36; a Europa da adesão de Portugal e Espanha à CEE, no caso da "Jangada". Esta Europa foi objecto de uma meditação sob forma, digamos, de parábola literária por parte de José Saramago. Por sinal na Jangada de Pedra, trata-se de uma parábola extremamente clara da concepção que o José Saramago fazia, e faz ainda hoje, de um papel histórico para Portugal e para Espanha como ponte priveligiada situada no Atlântico, algures entre o Brasil e África; concepção que eu respeito, não correspode à minha, mas que é, sem dúvida, importante e tanto mais 

importante o é quando se trata de obras excelentemente bem escritas e coroadas, no seu conjunto, por um prémio da envergadura do Prémio Nobel.

 

Devo também dizer que comungo de algumas perplexidades, provavelmente não com o mesmo fundamento ideológico, que foram expressas por José Saramago. Sou profundamente céptico, por exemplo, quanto à veleidade federadora da Europa, tal como parece estar a desenhar-se no quadro da Convenção. Sou profundamente céptico quanto à maneira como certas ópticas de Bruxelas encaram uma série de problemas sectoriais e gerais da Europa. E penso, sobretudo, que a Europa existe, que é um continente com um conteúdo e que tem uma série de traços específicos, muitos dos quais, de resto, exportou para fora das suas fronteiras, mas penso também que há uma coisa que falta para que possamos falar de uma verdadeira cidadania europeia. Não é apenas uma maior transparência, uma mais cuidada e completa informação dos cidadãos sobre o que se passa nos centros de decisão das instituições europeias; a questão é que não temos uma relação afectiva com a Europa. Podemos ter uma excelente relação intelectual, podemos problematizar, construir, desenvolver, tecer todas as considerações que quisermos sobre a Europa, a História da Europa, a Geografia da Europa, o papel da Europa no mundo, mas falta-nos aquilo que nos une à nossa terra, que une aos que são daqui a Santa Maria da Feira, aos que são do Porto à cidade do Porto, aos que são portugueses a Portugal, aos que são espanhóis a Espanha, aos que são italianos a Itália, falta essa componente afectiva que faz com que, por exemplo, um americano quando fala em the nation, a nação, ponha a mão no peito e se sinta norteamericano. Nós, nesse sentido, ainda não nos sentimos europeus, e vai certamente faltar bastante tempo para que consigamos (o que não quer dizer que vamos desistir). Posto isto, queria abordar o tema que me foi proposto: "Dante ou Shakespeare, qual o poeta desta hora absurda?". E, de algum modo, temos de considerar que há uma matriz europeia que permite pegar em dois autores tão diferentes como Dante ou Shakespeare e tentar, a partir deles, encontrar uma resposta a esta questão. Eu devo dizer que prefiro transformar este díptico, Dante ou Shakespeare, num tríptico, e acrescentar um terceiro nome que é o de Balzac, porque penso que ele abre algumas pistas importantes para a questão. E, por isso, vou utilizar partes de um ensaio que tenho andado a escrever, de que farei uma síntese, que é mais ambicioso, digamos assim, mas que nalguns aspectos é mais do que um título, prenuncia, de algum modo, quanto a esses autores aquilo que no século XX já veio a chamar-se o teatro do absurdo, ou seja, uma certa consciência do absurdo, na sua forma de espectáculo, ou, pelo menos, de encenação.

 

Penso que Dante, Shakespeare e Balzac são os três maiores autores da literatura ocidental, depois de Homero. O José Saramago ainda não chegou à canonização post mortem, portanto não tem que figurar nesse panteão, e digo isto com muito boas razões: um dos maiores críticos americanos - agora permitam-me um parêntesis - Harold Bloom que, de resto, fez há tempos uma conferência sobre José Saramago, em Lisboa, acaba de publicar um livro chamado Genius (génio), em que procura percorrer a obra de uma série de génios, para ele praticamente todos europeus, e ligados àquilo que ele considera ser o cânone ocidental; ora bem, na introdução ele diz: "Só falo dos mortos e não falo de Saramago porque ele ainda não morreu", o que é, portanto, um bom álibi para mim, por referir Dante, Shakespeare e Balzac como os três maiores autores da literatura ocidental, depois de Homero, e que são, também em minha opinião, os que mais profundamente compreenderam e organizaram na sua obra o espectáculo da condição humana no confronto violento dos seus comportamentos, dos sentimentos e dos conflitos com as normas supostamente aplicáveis e os chamados códigos de comportamento corrente.

 

Cada um à sua maneira, não apenas pela via do teatro, porque só Shakespeare é que no fundo cultivou o teatro, eles dramatizaram, no caso de Dante, o percurso do ser humano pela via da regeneração estra-terrena, o chamado status animarum post mortem, o estado das almas depois da  morte; no caso de Shakespeare, a paixão amorosa e a paixão política e o seu terrível efeito nos protagonistas, no caso de Balzac, o papel do dinheiro, do interesse económico e do individualismo egoísta como mola real das sociedades modernas. São três vias do espectáculo no sentido globalizador. Provavelmente são, para a nossa civilização europeia, no plano da criação literária, as três matrizes principais dela, para além das múltiplas metáforas que o termo espectáculo proporciona.

 

São três vias do espectáculo, mas que também podemos considerar aproximadas de uma noção de absurdo, embora sejam diferentes os termos em que essa noção se põe em cada um dos casos considerados, como também será diferente a nossa própria procura de sentido a empreender na leitura de cada um deles. No caso de Dante, por exemplo, o absurdo, para ele, só poderia estar correlacionado com a transgressão dos códigos de Deus. Não há absurdo gratuito nem as suas descrições do inferno se pretendem absurdas, o inferno dele é uma consequência absolutamente lógica daquela transgressão dos códigos de Deus e, por sua vez, é uma consequência simbolicamente ilustrada em cada um dos horrores e abjecções que nos descreve como correlativos dos vícios e das degradações da vida terrena.

 

Para a mentalidade religiosa medieval, o inferno, enquanto ausência de Deus, tinha de ser uma presença, era um vazio que tinha de ser um "cheio" (cheio de casos exemplares de expiação e lamento). Talvez por isso pudéssemos dizer que, nesse sentido, o absurdo não tem lugar na catedral minuciosamente agenciada que é a Divina Comédia, uma vez que nela o horror, sendo uma forma de castigo, é ainda uma forma de sentido. Mas é claro que hoje, numa sociedade laica que há muito perdeu a força no senti´do escatológico, tal como ele era vivido no tempo de Dante, a maior parte dos casos do labirinto dantesco surge-nos como outras tantas figurações do absurdo que tendemos a aproximar, por exemplo, do impacto visual da pintura de um Jeronimus Bosch, produzida dois séculos mais tarde, em relação à qual perdemos uma chave de leitura coerente, talvez por ser uma chave iniciática que nunca chegou a ser bem explicitada. Há quem sustente que aqueles horrores, aquelas figuras monstruosas do Bosch, eram pintados com vista à contemplação por parte dos iniciados de uma seiat existente nos Países Baixos a que ele pertenceria e, portanto, seria uma meditação que no fundo faria sentido a partir da contemplação do absurdo.

 

Mas para lermos Dante correctamente, não podemos esquecer que nele o verdadeiro espectáculo está ligado ao cenário cósmico supremo e a um Deus feito de luz, espectáculo total e totalizante, em que todo o universo se subsume e que não exclui a inúmera série de espectáculos menores que nos é dado presenciar, muito em especial no Inferno e no Purgatório, e que nesse pulular concreto, nesse fervilhar vivencial, tornam o texto repassado de humanidade e realismo, do vício à regeneração e do castigo à recompensa. À sua maneira, Dante cria a obra de arte total, a que os alemães do fim do século XIX chamavam Gesamtkunstwerk, e convoca todos os saberes, todas as instâncias da criação cultural, todas as tradições cultas, todos os mitos, todos os seres, todas as paisagens, todas as invenções linguísticas e todas as experiências. Parte do labirinto das abjecções para a rarefação etérea da pureza, parte do espectáculo aviltante do pecado para a cena sublime e inatingível de Deus. Mas ele assume tudo isso na sua própria personalidade. Escreve o guião, faz a encenação, faz o ensaio, faz as marcações, puxa a cortina, apupa, aplude, pune, salva, o que torna o espectáculo ainda mais intrinsecamente complicado e, talvez, mais absurdo. Um homem arroga-se o lugar de Deus, de uma espécie de lugar-tenente e de intérprete autorizado de Deus, e fala em nome dele. A sua comédia polariza-se entre o absurdo de Deus e a prerrogativa de quem, assim como quem dele usurpa o lugar, contra todas as ortoxodias, fabrica uma diva, a Beatriz, para, na luz de Deus, só contemplar uma bem-aventurança e, como nas grandes feéries dos espectáculos humanos, conclui sobre os focos das girândolas da luz da metafísica e das gambiarras divinas. E também duplica os jogos dos actores. De algum modo, Dante está para Deus como Beatriz está para a vergine madre, a virgem mãe, filha do seu filho, e como Adão e Eva evocam ser o primeiro homem e a primeira mulher, emblemáticos progenitores de todos os espectáculos e de todos os absurdos, que hão-de reconduzir sempre à vertigem do logos divino e do seu sentido, pelo menos no que deles nos é dado entrever como ultimo fim do ser humano.

 

Muito diferente é Sakespeare. Ele problematiza de outra maneira os conflitos, os vícios e as paixões do mundo. Conhece, imagina e encena a disputa do poder e a violência amorosa, o desastre e a guerra, a verdade e a mentira, a intriga e o crime. Mostra a História e as histórias como espectáculo permanentemente nosso contemporâneo, entrecruza o destino com as molas reais do comportamento dos homens e disso se faz o trágico inevitável e irreversível do seu e do nosso teatro. Diz Harold Bloom, de quem já falei, que Shakespeare é quem conhece melhor a nossa natureza porque foi ele quem os inventou. Será de acrescentar que nos inventou como bodes expiatórios e sem outra saída, ou seja, cada um só lhe interessa como bode expiatório verídico da tragédia. Nele o ser humano só existe à luz insidiosa da traição ou para ser traído. Pode haver fontes conhecidas de muitas das suas peças, nomeadamente das históricas,mas não há precedentes consistentes nem do Hamlet, nem do Rei Lear, nem de Macbeth, nem de Otelo, antes dessas peças serem escritas. E Shakespeare não conhece Deus. Ele cria as suas criaturas, cria a sua medida e desmedida do humano, do humano sacrificado ao altar da fatalidade irreversível, não por uma evolução de razões de predestinação, não por um destino fixado nos astros, uma rejeição do livre arbítrio que, para o mundo religioso da época, era conferido ao homem por Deus, mas porque o crer das suas personagens acaba por ser um crer confinado a si mesmo, à luz de um mal sem alternativa. Todos os homens são maus e reinam na sua maldade, diz-se num dos sonetos, de um mal que é tão natural, como é natural a humana desumanidade nos conflitos a que conduz. Mesmo através das hesitações de Hamlet, em que afinal é meramente ilusório o esboçar das possibilidades de escolha.

 

Só o maneirismo shakespeareano poderia tornar possíveis todas as violências, todas as dilacerações, todas as interrogações e todas as ferocidades à escala de um palco de instabilidade e de almas estruturadas. Em Shakespeare todo o mundo é um palco, all the world is a stage, não um curso alu.cinado de sombras e de sonhos como em Calderón,  mas sim um entrechocar pungente de seres vivos a culminar na tragédia e na solidão de que os restantes humanos, os que sobreviveram, apanham os restos e os cacos, para deles formarem uma imagem do mundo e de si mesmos. Por isso, o absurdo do Shakespeare nos toca pelo seu teor de crua deumanidade. Por isso, também, surge numa altura em que o individualismo renascentista da confiança do homem já está em decadência, já está em crise. É uma confiança que já está a ser triturada por um feroz mecanicismo do Estado absoluto que se vai impondo cada vez mais. Na obra de Shakespeare, Deus como sentir supremo do universo jã não se encontra aos comandos. O absurdo shakespeareano  tem a ver com a trágica falta de sentido da sociedade humana, prolongando mais violenta e radicalmente os tópicos renascentistas da "nave dos loucos", do "mundo às avessas", dos disparates e do "desconserto do mundo", que também foram tema para o nosso Camões. O homem deixa de compreeder o seu destino e tende a ser apresentado como joguete de forças e de catástrofes que não controla. O nosso poeta nacional também o intuiu e apresentou uma saída que para ele acabaria por corresponder à formulação de uma hipótese de sentido metafisicamente alicerçada. Há um soneto em que o Camões descreve uma série de problemas para os quais não encontra solução e termina dizendo: "Mas  o melhor de tudo é crer em Cristo".

 

Quanto a Balzac, ele escreve numa sociedade aparentemente mais demesticada no tocante à violência física e sangrenta nua e crua, mas compreende todos os mecanismos da paixão, do poder e do funcionamento do dinheiro, da estruturação social em função dele, da sujeição dos comportementos e dos sentimentos à sua força, da violência social e moral que ele pode acrretar.

 

O seu espectáculo, a "comédie humaine", já não "a comédia divina", vive dessa encenação de aristocratas e plebeus, de banqueiros e de políticos, de magistrados e de comerciantes, de aventureiros e de arrivistas, de rurais e citadinos, de herdeiras e de cortesãs, cujos nós seriam urdidos pelo seu conterrâneo Joseph Fouché, o chefe da polícia, a orientar-se friamente por um Nasdaq avant la lettre, tudo reconduzido a uma ordem cujas leis implacáveis relevam o poder económico e os ditames da burguesia instalada. O espectáculo está mais próximo de nós e poe em cena toda a sociedade. Marx valorizava-o nas suas análises, porque Balzac tinha compreendido essa específica actuação entre a ficção e a realidade.

 

À sua maneira, Balzac é ainda shakespeareano, descontados o sangue derramado e a brutalidade dos meios de liquidação das personagens. E domestica o romantismo dos impulsos, a dominar o século XIX, que por alguma razão fez leituras próprias de Dante e Shakespeare, várias vezes no tablado da ópera e no teclado das escalas, no ritmo e na orquestração das emções. A tudo isso, Balzac substitui, no seu universo, as noções de processo judicial, de mecanismos de crédito, de especulação, de ganho e de falência, de crimes de colarinhos brancos e de crime tout court, as ambições e as frustrações, as regras sombrias de uma entidade difusa - o Estado -  e de um demónio omnipresente - o dinheiro - , as manhas e expedientes de  cada um, que funcionam em vez das vias do pecado, da perdição e da expiação de que fala Dante, e em vez dos punhais sub-reptícios e dos venenos isabelinos apresentados em Stratford-on-Avon.

 

Se quisermos referi-lo a Dante, em Balzac o inferno chama-se falência, o purgatório chama-se carreira, o paraíso chama-se sucesso. O espectáculo, com ele, transfere-se definitivamente para a ordem do imanente. Com Dante, somos uma nostalgia do divino; com Shkespeare, somos um arrepio catártico ante a ferocidade do mundo; com Balzac tornamo-nos todos participantes do grande espectáculo da sociedade moderna. Correspondentemente, a noção de sentido foi mudando e a de absurdo também. O século XIX português fez nele uma primeira incursão com o Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, embora orientada para o absurdo da decadência nacional. Mas também o nosso século XIX revisita rapidamente o mundo às avessas, dando-nos a faceta de um Faustino Xavier de Novais; os defuntos a tremer, / com desejo de aquecer, / buscam serviços activos: / vão à caça, pescam, dançam, / e quando lassos descansan, / rezam por alma dos vivos.

 

Para a hora de hoje, para esta hora absurda, e já que não falamos em Kafka, qual dos autores referidos poderá ilustrá-la melhor? Se formos por essa via, tenho para mim que qualquer um deles nos oferece textos que podemos ler como parábolas a tal respeito. Só que provavelmente elas ficam todas aquém da realidade. Assim como George Steiner observa que os horrores de Dante não são nada comparados com os dos  campos de concentração nazis, também podemos dizer que os de Shakespeare, no esbracejar impotente de cada personagem condenada na sua individualidade única, não são nada ao pé das purgas, torturas e genocídios provocados por totalitarismos e fundamentalismos de vária ordem ao longo do século XX, e ainda que os de Balzac não ultrapassam a infância da arte, no confronto com a selva que é hoje a vida financeira internacional e a desmultiplicada hipocrisia do poder.

 

Poderes absurdos, portanto, que não estão quantitativamente à medida dos que conhecemos em tempos muito mais próximos de nós, mas que dão bem a medida da aspiração da alma humana a um sentido da harmonia e da felicidade, nas expressões mais genialmente artísticas que lhe couberam e que, por isso mesmo, comportam, de algum modo, uma hipótese de redenção se neles procurarmos um sentido".

 

Intervenção de Vasco Graça Moura no Simpósio sete sóis sete luas realizado no ano de 2002 em Santa Maria da Feira no Auditório da Biblioteca Municipal e subordinado ao tema "A Europa na Geografia da História". Participaram, além de Vasco Graça Moura, José Saramago,  Antonio di pietro e Carlos Magno como moderador.

 

 

 

 

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publicado às 17:47


#2131 - A Europa na Geografia da História

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.17

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 JOSÉ SARAMAGO

 

"A minha função aqui é muito simples. Sou o porteiro, sou o homem que abre a porta, e portanto, como um daqueles educados porteiros de outras épocas, abrirei a porta, afastar-me-ei para o lado e deixarei passar, com a vénia devida, os convidados que neste encontro têm efectivamente importância, isto é, o juiz Antonio di Pietro e Vasco Graça Moura, meu velho conhecido.

 

Não pareceria mal que porteiro tão atento como me prezo de ser perguntasse às pessoas a quem abriu a porta se fizeram boa viagem, se estão bem de saúde, se gostam de estar em Feira, etc.. Se não faço tais perguntas é apenas para encurtar razões, mas quero deixar claro que me sinto muito feliz por ter sido o porteiro deste  acontecimento e que pela porta que abri tenham entrado as duas pessoas a quem estou acompanhando nesta mesa. Propõem-se Antonio di Pietro e Vasco Graça Moura desenvolver um assunto à primeira vista algo intrigante, nada mais nada menos que Europa na Geografia da História. Que Europa, como qualquer outra região do mundo, seja Geografia e seja História, é uma obviedade demonstrável num sem-fim de mapas e livros, mas que possa ser observada e analisada de uma perspectiva que toma a História como coisa "geografável" (com perdão do neologismo), eis uma proposta capaz de excitar a mais renitente falta de curiosidade. Esperemos, portanto, que Antonio di Pietro e Vasco Graça Moura, eurodeputados ambos, bons conhecedores das malhas que Europa tece, nos iluminem os caminhos para um saber cuja falta se vai sentindo cada vez mais: um real conhecimento da Europa. Para esta Europa que nos puseram nas mãos ninguém nos pediu antes que contribuíssemos com a nossa razão e a nossa inteligência de cidadãos. Salvo alguma raríssima excepção, não se realizaram debates públicos nem referendos, não se ponderaram certezas, não se esclareceram dúvidas, Europa saiu da cabeça dos seus criadores com Atena da cabeça de Zeus: armada e equipada. Ou, talvez com maior rigor, como um fato pronto-a-vestir onde se esperava que se sentissem igualmente cómodos tanto os  altos como os baixos, tanto os gordos como os magros, tanto os pernaltas como os de perna curta. Pensava-se que era tudo uma questão de capacidade de aguante nosso e que, com o tempo e a rotina, nos acabaríamos por acostumar. Ora, sucede que são eles precisamente quem se está a aguentar mal. Algumas das ideias e dos projectos que fervem nos meios dirigentes da Europa dão francamente que pensar, como dariam que pensar acções de um aprendiz de feiticeiro incapaz de disciplinar e manter no bom caminho as forças que imprudentemente acaba de pôr em movimento. Não vou discutir o alargamento da Europa, não vou discutir a constituição em projecto, em parte porque me falta a necessária competência, em parte porque não devo esquecer que neste acto sou apenas o porteiro. O  que não me impede de pensar que Europa simplesmente não existe, ou não existe ainda. Há um lugar geográfico que recebeu o nome Europa, há  uma história a que chamamos europeia, e esse lugar e essa história foram, no passado, desgraçadamente, palco de ambições nacionais destrutivas e cenário de conflitos terríveis. O século XX propôs-se unir a Europa, mas o século XXI não veio encontrar unidos os europeus. Estou disposto a acreditar que a União Europeia não é uma mera associação de interesses preocupados em manter e prolongar um determinado sistema económico, mas preocupa-me a escassa atenção que se vem dando aos factores sociais, culturais e políticos, que, a persistir, poderá levar a que um dia vejamos países com regimes pré-fascistas, se não fascistas mesmo, numa União que faz gala em reger-se por princípios e valores democráticos. Visão pessimista, sem dúvida, mas não inteiramente destituída de razão de ser. Fico-me por aqui, eu sou apenas aquele que abriu a porta e agora vai apresentar os oradores do colóqui.

 

O juiz Antonio Di Pietro é conhecido por haver metido ombros ao décimo terceiro trabalho de Hércules, esse que teve o feliz nome de mani pulite, e digo feliz porque entre todas as coisas que necessitamos deveriam ocupar lugar principal as mãos limpas, um detergente ético que as lave, uma honradez que as mantenham imaculadas. Antonio Di Pietro, que é agora um político, não esqueceu, não pode ter esquecido o que foi essa admirável odisseia nem por que acabou por sair dela vencido. O sistema, aparentemente derrotado, contra-atacou e expulsou-o do campo de batalha. A Itália de hoje não é um espelho em que um italiano honesto tenha prazer em contemplar-se. Será preciso voltar outra vez à luta pela igualdade, pela justiça, pela limpeza moral, essa santíssima trindade que guiou Antonio di Pietro quando juiz.

 

Quanto a Vasco Graça Moura, embora seja legítimo considerar que esta minha observação vem fora de propósito, não resisito a dizer que existem entre nós conflitos resultantes de diferenças e oposições, e mesmo uma certa impaciência mútua, que é quando cada um pergunta como e porquê o outro continua a pensar o que pensa. Fechado este parêntesis, creio que a Vasco Graça e Moura assenta bem o qualificativo de homem dos sete ofícios, expressão que certamente não se usava em Itália na época do Renascimento, mas que, pensando bem, se podia aplicar a artistas que eram, muitas vezes, ao memo tempo, arquitectos, escultores, pintores e poetas. Digamos então que a Vasco Graça Moura, pela diversidade e qualidade de ofícios que pratica, o  anima o espírito renascentista. É poeta, ensaísta, romancista, tradutor, e se até este momento só estou contando quatro ofícios, não duvido que ele poderá, se quiser, acrescentar os três ofícios que faltam e talvez  alguns mais.

 

Foi para mim uma grande satisfação ter-me sido proporcionada a ocasião de apresentar os nossos convidados, mas não é menor a satisfação de me encontrar em Feira, no coração do que no passado se chamou Terra de Santa Maria, nesta cidade de dez mil habitantes onde há uma orquestra sinfónica juvenil com 120 músicos que actuam com regularidade, onde há uma biblioteca que tem treze mil inscritos, o que faria pensar que o autor do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não foi quem julgávamos, ou então que nesta cidade de Feira as pessoas são inscritas como leitores mesmo antes de terem nascido... A verdadeira explicação é outra, claro está, são pessoas da região que, vivendo fora da cidade, utilizam os serviços da biblioteca. Tudo isto nos dá uma impressão de refrescante vitalidade cultural que, infelizmente, não é regra no nosso país.

 

E agora termino. Durante muitos anos andaram a querer convencer-nos de que a palavra é de prata e o silêncio é de ouro, o que, se repararmos bem, era uma maneira de nos dizer que estivéssemos calados. Pois eu dir-vos-eis que a palavra é que é de ouro,e que o silêncio, muitas vezes, nem a prata chega. Portanto, quando chegar a hora de falar, e estou a dirigir-me particularmente aos jovens, façam-nos o favor de perguntar, de duvidar, de interpelar. Perguntem o que é isso da História e para que serve, se é apenas um conto que nos contam para que o vamos repetindo, ou se é algo vivo

que devemos questionar? E a Geografia? Nos últimos anos as fronteiras da Europa levaram um sopro que varreu tudo. Talvez seja preciso repor algumas coisas nos seus lugares, enfrentando o problema de que perdemos o sentido do lugar das coisas. Essa é a grande questão europeia, não saber onde estão os lugares das coisas.

 

Muito obrigado. Passo a palavra a Antonio Di Pietro e a Vasco Graça Moura.

 

Eles que falem."

 

INTERVENÇÃO DE JOSÉ SARAMAGO NO SIMPÓSIO SETE SÓIS SETE LUAS SOB O TEMA "A EUROPA NA GEOGRAFIA DA HISTÓRIA" QUE TEVE LUGAR NO ANO DE 2002 NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA E COMO CONFERENCISTAS JOSÉ SARAMAGO, ANTONIO DI PIETRO E VASCO GRAÇA MOURA E COMO MODERADOR CARLOS MAGNO.

 

 

 

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publicado às 18:58


#2110 - XX Festival de cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.12.16

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VER PROGRAMAÇÃO AQUI

 

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publicado às 15:55

 20 e 21 de Maio de 2016

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publicado às 21:48

 

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publicado às 15:55

 
“Falar do processo que levou à concretização desta exposição, é falar do desenho; isto se pensarmos que na atualidade deixou de se considerar relevante aquilo que se representa ou se reconhece no desenho, para se realçar a importância do como é desenhado, do processo. No seguimento deste raciocínio, as obras a selecionar estariam à partida marcadas quanto à sua especificidade conceptual. Abrangendo grande variedade de suportes, do papel ao cartão, da tela à madeira; e de técnicas ou meios, do simples lápis riscador, ao marcador, à lata de aerossol, do uso da luz néon, ao vídeo e à forma tridimensional o desenho em manifesta pulsão”. - Paulo Moreira

Local:
Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira
horário:
segunda a sexta: 09h30 às 19h00
sábado: 10h00 às 17h00.

patente até 07 de maio de 2015

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publicado às 17:48

 

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publicado às 18:29

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21 de Março, 22 horas, Auditório do Cineteatro António Lamoso, Santa Maria da Feira

 

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publicado às 19:57


#1914 - Exposição colectiva de desenho

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.02.15

 Esta exposição pode ser vista na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira a partir do dia 7 de Fevereiro e até 12 de Março.

 

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publicado às 18:12

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publicado às 20:30


#1898 - 17.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.11.13

 

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publicado às 17:17


#1852 - I Concurso Nacional de Música Gilberta Paiva

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.05.13

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publicado às 23:07

 

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publicado às 19:51


#1778 - Metamorfoses

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.11.12

Guimbras - Santa Maria da Feira

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publicado às 19:40


#1777 - Poetas

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.11.12

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publicado às 19:36


#1737 - Luis Goes canta a minha terra

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.09.12

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publicado às 20:08


#1647 - Festival para gente sentada em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.03.12
Festival Para Gente Sentada a 24 e 25 de março em Santa Maria da Feira      

 

Ponto alto da cena independente de música confirma “Tindersticks” em cartaz

 

 

Como tem sido habitual, de há vários anos a esta parte, o Festival Para Gente Sentada, que em 2012 conta a sua 8ª edição, marca o roteiro nacional de festivais, sendo único no seu género.

 

Ocupando o intimismo do Cine Teatro António Lamoso em Santa Maria da Feira, o “Gente Sentada” confirma datas para 2012 a 24 e 25 de março, com os cabeças de cartaz a dar mote prometedor – Low, para a noite de 24 e Tindersticks a prometer casa cheia no dia 25.

  

Sendo uma das bandas de referência da música independente no seu característico estilo indie rock, os Low, originários do estado do Minnesota (EUA), apresentam, na sua formação original, Alan Sparhawk na voz e na guitarra e Mimi Parker na percussão e na voz, desde 2010 a banda contam com a incontornável presença de Steve Garrington na guitarra baixo. Como marcas de referência no seu caráter singular distinguem-se a combinação da delicadeza com a distorção, como nenhuma outra.

 

 

Com várias presenças e passagens marcantes por Portugal, de norte a sul do país, do Coliseu dos Recreios à Casa da Música, a banda inglesa de Nottingham promete o que de melhor este festival tem para oferecer aos seus seguidores mais fiéis – intimismo, harmonia e a autenticidade de song writers distintos. Os britânicos apresentarão no Festival Para Gente Sentada o seu mais recente álbum – “The Something Rain” – que só chegará às lojas em Portugal no final do mês de fevereiro, sendo este o 9º álbum de originais da banda, a reafirmar o caráter imperativo e incontornável da banda está o single de apresentação do álbum “Medicine”.

 

 


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publicado às 18:02


#1529 - Festival de Cinema Luso-Brasileiro em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.11.11

SESSÃO DE ABERTURA [ DOM | 04 DEZ | 21H30 ]

A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIM – Nelson Pereira dos Santos [BR]

O extraordinário universo da música de Antonio Carlos Jobim não cabe em palavras. Foi com essa idéia em mente e a sensibilidade aguçada que o diretor Nelson Pereira dos Santos, ao lado de Dora Jobim, se dispôs a encarar o desafio de desvendar em filme a trajetória musical do grande compositor brasileiro, autor de uma obra eterna,
de alcance internacional.

SESSÃO DE ENCERRAMENTO [ DOM | 11 DEZ | 21H30 ]

AS CANÇÕES – Eduardo Coutinho [BR]

Coutinho dá vida a um mosaico de homens e mulheres que contam e cantam músicas que marcaram suas vidas. Com habilidade, o enredo liga por canções a vida de desconhecidos.

 

 

 

REALIZADOR EM FOCO – GUSTAVO SPOLIDORO

Gustavo Spolidoro é um realizador brasileiro que no início da sua carreira nutria um gosto muito particular pela construção de ficções em plano sequência (inclusive realizou uma longa metragem em plano sequência, o extraordinário “Ainda Orangotangos”) e que migrou para o documentário.

  • DOM | 11 DEZ | 19H00
    errante
    ERRANTE
    BR | 2012 | FIC | HD | DOC | 70’
    RESUMO DO PROJETO ERRANTE - UM FILME DE ENCONTROS é um longa-metragem documental, com financiamento do FUMPROARTE/RS, feito em conjunção com o projeto de Mestrado que Gustavo S...
  • SAB | 10 DEZ | 00H15
    AINDA ORANGOTANGOS
    BR | 2007 | FIC | 35mm | COR | 81’ Durante 14 horas de um dia quente de verão, quinze personagens transitam pelas ruas e prédios de Porto Alegre. Japoneses vão ao limite no metrô. Garotas se beijam em um ônibus enquanto discutem futebol ...
  • SEX | 09 DEZ | 18H00
    MORRO DO CÉU
    BR | 2007 | DOC | HD | COR | 71’ Morro do Céu é uma pequena comunidade de descendentes de italianos, localizada no alto de uma montanha no sul do Brasil. Lá, o jovem Bruno Storti e seus amigos preenchem os dias de verão entre túneis de tr...
  • SEX | 09 DEZ 16H30
    DE VOLTA AO QUARTO 666
    BR | 2008 | DOC | VIDEO | COR | 15’ Qual o futuro do cinema? Em 1982, em Cannes, Wim Wenders convidou diversos cineastas a responderem esta pergunta. 26 anos depois, a pergunta continua a mesma, mas Wenders está do outro lado da câmera. <...
  • SEX | 09 DEZ | 18H00
    PEQUENOS TORMENTOS DA VIDA
    BR | 2006 | DOC | VIDEO | COR | 20’ Em uma escola, crianças da terceira série descobrem o universo do Poeta Mario Quintana. REALIZAÇÃO: Gustavo Spolidoro ARGUMENTO: Gustavo Splidoro PRODUTORES:  Jaquelin...

 

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publicado às 18:47


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publicado às 11:51

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publicado às 16:04


#1338 - ALL ABOUT DANCE, Os espectáculos em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.03.11

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publicado às 17:11


#1337 - Festival para gente sentada em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.03.11

 

 

Festival para Gente Sentada


18 Março
- The Legendary Tigerman
- B Fachada
- Nuno Prata

 

19 Março
- Piano Magic
- Laetitia Sadier
- Spokes

 

 

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publicado às 14:16

 

Shirin Ebadi, Prémio Nobel da Paz em 2003, iraniana, advogada e activista dos Direitos Humanos, e Kurt Westergaard, cartoonista dinamarquês que criou o controverso cartoon do profeta muçulmano Maomé, são duas presenças confirmadas no X Simpósio, organizado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, sobre o tema “Identidade, Liberdade e Violência”, a realizar a 2 de Outubro, pelas 15h00, no auditório da Biblioteca Municipal.


O X Simpósio reúne, à semelhança das edições anteriores, personalidades com experiências de vida diversas, o que determina que este encontro constitua um momento único de reflexão e discussão sobre um tema candente.

Shirin Ebadi, primeira mulher iraniana nomeada juíza e presidente de um tribunal legislativo, foi, por imperativo dos clérigos conservadores, impedida de exercer estes cargos, o que a motivou para a militância da defesa dos Direitos Humanos, reconhecida pela atribuição do Nobel da Paz.

A primeira cidadã iraniana e a primeira mulher muçulmana a receber um Nobel é, actualmente, professora da Universidade de Teerão e está envolvida numa campanha a favor do estatuto legal das mulheres e crianças, no Irão.

Kurt Westergaard, caricaturista profissional durante mais de 20 anos, alcançou a notoriedade ao criar um desenho do profeta muçulmano Maomé, com uma bomba no turbante, o que determinou uma violenta e expressiva reacção de muçulmanos no mundo inteiro. Sujeito a uma tentativa de assassinato, na sua casa em Aarhus, em 2010, Westergaard vive sob fortes medidas de segurança.

 

Dez edições do Simpósio

Desde 2000, a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira organiza este Simpósio, coordenado por Renzo Barsotti. No ano passado, Roberto Saviano, jornalista, condenado à morte pela máfia napolitana, autor do livro Gomorra, foi um dos conferencistas do IX Simpósio, dedicado às “Máfias e mercado global”. Depois de Salman Rushdie, que esteve em Santa Maria da Feira em 2006, Saviano foi o segundo escritor perseguido a marcar presença neste encontro.

Refira-se que já participaram no Simpósio inúmeras personalidades de relevo, como Eduardo Lourenço, Francesco Alberoni, António Di Pietro, Vasco Graça Moura, José Saramago, Oliviero Toscani, Gianni Vattimo, Giuliana Sgrena, Bernard Henri-Lévy, Paul Rusesabagina e Fernando Savater, entre outros.

A realização deste Simpósio contextualiza-se na actividade cultural da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, considerada um equipamento cultural de referência a nível nacional e internacional, não só por ser a primeira biblioteca pública do País a obter certificação de qualidade, em 2006, mas também pelos relevantes serviços que tem prestado à comunidade e pelos projectos culturais que tem desenvolvido, onde pontuam nomes como Fernanda Fragateiro, Spencer Tunick, Luca Allinari, Manoel Oliveira, Walter Salles, Raul Solnado, António Chainho e tantos outros.

 

Data: 2 de Outubro de 2010

Hora: 15h00

Local: Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

Inscrições: até 30 de Setembro [gratuitas e limitadas]

Contactos: tel. 256 377 030 | fax. 256 377 031 | e-mail biblioteca@cm-feira.pt

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publicado às 20:09

Seminário debate valor da Biodiversidade

O projecto do Parque das Ribeiras do Uíma, que se encontra em fase de arranque, após a aprovação de uma candidatura a fundos comunitários, vai ser apresentado no seminário “Biodiversidade. Qual o seu Valor?”, que o Município de Santa Maria da Feira promove no dia 18 de Junho, das 09h30 às 17h00, no auditório da Biblioteca Municipal.

Seminário debate valor da Biodiversidade

Este seminário pretende ser um espaço de reflexão sobre a complexidade dos efeitos que temos sobre os ecossistemas e os desafios e pressões que temos de enfrentar para valorizar e preservar a biodiversidade. A iniciativa assinala o Ano Internacional da Biodiversidade.

O seminário divide-se em três sessões: “Valor Ecológico da Biodiversidade”, “Valor Social da Biodiversidade” e “Valor Económico da Biodiversidade”. Em cada uma delas serão apresentadas três comunicações. As intervenções estarão a cargo de técnicos do Instituto Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, Parque Ornitológico de Lourosa, Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH Norte), Município de Santa Maria da Feira, Faculdades de Engenharia e Economia da Universidade do Porto, Cantinho das Aromáticas, e Quercus/Condomínio da Terra.

A sessão de abertura, marcada para as 09h30, será presidida por Emídio Sousa, vice-presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, e conta ainda com a intervenção de representantes do Centro Regional de Excelência do Porto (CRE – Porto) e da Comissão Nacional da UNESCO.

Enquadramento

No ano em que se comemora o Ano Internacional da Biodiversidade, uma avaliação realizada pela Agência Europeia do Ambiente (AEA) mostra que, de facto, estamos a perder biodiversidade a um ritmo sem precedentes. Apesar dos inúmeros “serviços ecossistémicos” prestados pela biodiversidade, sem os quais não seria possível a vida na Terra, raramente lhes é atribuído o devido valor, pois constituem predominantemente bens públicos, sem mercado, nem preço.

‘Fotografia da Natureza’ e ‘Observação de Aves’

No âmbito deste seminário, o município promove ainda duas actividades complementares: um curso de Iniciação à Observação e Identificação de Aves, a realizar nos dias 19 e 20 de Junho, das 09h00 às 18h30, no Parque Ornitológico de Lourosa e no Parque das Ribeiras do Uíma, em Santa Maria da Feira. Paulo Travassos, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves orienta esta actividade, limitada a 20 participantes.

No dia 26 de Junho, das 08h30 às 18h30, realiza-se o curso de Fotografia da Natureza, também no Parque Ornitológico e no Parque das Ribeiras do Uíma, local de grande beleza paisagística e ambiental. João Luís Teixeira, do Parque Biológico de Gaia, é o formador. A actividade é limitada a 15 participantes.

O programa e as fichas de inscrição encontram-se disponíveis neste portal (Ambiente e Obras Municipais). Para mais informações, os interessados devem contactar o Gabinete de Ambienta da Câmara Municipal, através do telefone 256 370 800 ou e-mail gabinete.ambiente@cm-feira.pt.

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publicado às 23:52


#1316 - Exposição de Fotografia

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.06.10

 

Exposição de fotografia de Eugénio/Helena Homem de Melo para ver até ao dia 21 de Maio na Ao Quadrado - Galeria de Arte Contemporânea, em Santa Maria da Feira

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publicado às 23:45


#1314 - Os 10 anos da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.06.10

 

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publicado às 23:31


#1300 - Viagens na minha terra

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.06.10

 

 

 

 

 

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publicado às 00:07

 

Começa amanhã

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publicado às 23:53

 

Programa disponível em

http://www.imaginarius.pt/

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publicado às 23:40


#1201 - Festival para gente sentada

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.02.10

www.feiraviva.com/index.php

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publicado às 20:26


#1088 - Realizador brasileiro roda em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.12.09

O realizador brasileiro André Francioli está a rodar, até depois de amanhã, na Mata das Guimbras, junto ao castelo de Santa Maria da Feira, a curta-metragem "Hai Kai Diamante", que conta "a história algo assombrada de um rockabilly perseguido no bosque".

 

O calendário de filmagens enquadra-se na 13.ª edição do Festival de Cinema Luso-Brasileiro, a decorrer na cidade até amanhã. Baseando-se numa "tirinha de banda desenhada que apresentava um jogo de signos gráficos muito interessantes", o filme aplica à imagem real não só os símbolos da micropoesia japonesa conhecida como "hai kai" mas também a estética própria da manga, conduzindo a "um final surpreendente com desdobramento de sentidos", explicou o cineasta.

 

André Francioli reconhece que essa diversidade de estilos não será habitual no Brasil, onde "a maior parte do cinema tem hoje pouco interesse para o público e para a crítica porque há uma estandardização da forma determinada pela linguagem das telenovelas".

"Isso leva a que filmes mais interessantes do ponto de vista da linguagem fiquem muito marginalizados e não encontrem espaço no circuito comercial", explica o realizador.

"O grosso da produção média acaba, portanto, por não aprofundar a pesquisa de novas linguagens nem atingir as massas, ficando num limbo sem qualquer interesse", considera.

O cinema português também não se consegue afirmar no Brasil, porque, como refere André Francioli, "não chega ao circuito comercial e passa apenas em festivais".

In JN

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publicado às 23:15


#1072 - 13.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.12.09

Começa, hoje, no Auditório da Biblioteca Municipal, o 13.º Festival de Cinema Luso-Brasileiro.

 

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publicado às 00:43


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