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#1621 - Novo romance de Roberto Bolaño

por Carlos Pereira \foleirices, em 17.02.12
Novo romance de Roberto Bolaño

Chama-se Pista de Gelo. É a mais recente tradução portuguesa de um livro do escritor chileno Roberto Bolaño e chega às livrarias no dia 6 de Março, pela mão da editora Quetzal.

 

O romance, escrito em 1993, narra a história da morte da bela patinadora Nuria Marti. É contado pela voz de três narradores, três homens e constrói-se sobre as linhas características do projeto narrativo de Roberto Bolaño: um espaço de reflexão sobre a corruptibilidade dos políticos, sobre a ação perturbadora do amor, sobre o desenraizamento, amizade e a dissolução dos sonhos.

 

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publicado às 12:07


#1217 - O Terceiro Reich', de Bolaño, lançado na Póvoa de Varzim

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.02.10

'O Terceiro Reich', de Bolaño, lançado na Póvoa de Varzim

Música para dançar pela noite fora, selecionada por um DJ livreiro e leitor, a partir do livro de Roberto Bolaño: vai ser assim a apresentação de O Terceiro Reich, quinta feira, no festival literário Correntes d' Escritas.

O Bar da Praia, na Póvoa de Varzim, será o palco deste lançamento nacional da primeira tradução mundial do livro de Bolaño, marcado para as 23.30, no âmbito do encontro literário de escritores de expressão ibérica.

O diretor editorial da Quetzal, Francisco José Viegas, fará uma breve apresentação do livro e, depois, a noite será conduzida pela música do dj irmãolúcia, numa sessão intitulada "Rock afinado pela literatura de Roberto Bolaño", disse à Lusa fonte da editora.

A iniciativa não é inédita - já tinha feito o mesmo no lançamento do romance 2666, considerado a obra-prima do escritor falecido em 2003, aos 50 anos. Agora, a ideia repete-se na Póvoa (e voltará a Lisboa, ao Musicbox, na noite de 5 para 6 de Março, após a 01.30).

In "DN"

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publicado às 17:40


#1114 - Estrela Distante - Roberto Bolaño

por Carlos Pereira \foleirices, em 28.12.09

Em "Estrela Distante", Roberto Bolaño aplica o antigo tema do duplo ao período da ditadura militar chilena e expõe as origens da ruína moral de uma geração.

A concepção dualista da natureza humana é tão ancestral quanto as histórias de duplos. Surgida quase ao mesmo tempo em diferentes culturas (na Grécia, no Egito e na Pérsia), a oposição entre o bem e o mal teve sua primeira ocorrência literária no Gilgamesh sumério (2.600 a.C.) e foi explorada por românticos alemães e craques da narrativa de múltiplas línguas: Nathaniel Hawthorne, Edgar Allan Poe, Ambrose Bierce, Guy de Maupassant, Marcel Schwob etc. - a lista é imensa.

Ideal para refletir a crise de identidade do indivíduo na modernidade, a narrativa de sósias arrasta atrás de si a velha maldição romântica ligada à dissociação e ao mal: aquele que encontrar com seu Doppelgänger, o seu duplo, estará fadado à ruína. Aplicada ao período das ditaduras do século 20 no continente, a hipótese rendeu ao chileno Roberto Bolaño (1953-2003) o seu livro mais cristalino, Estrela Distante, novela tão curta quanto precisa que difere da fragmentação típica de seus romances mais extensos.

 

Publicado originalmente em 1996, o livro sucedeu a empreitada de viés enciclopédico e borgiano de La Literatura Nazi en América (que ainda não foi publicado no Brasil), a qual trazia epílogo que descrevia o fictício Ramírez Hoffmann. "Essa história me foi contada pelo meu companheiro Arturo B., veterano das guerras floridas e candidato a suicida na África", explica o prefácio de Bolaño para Estrela Distante, dando início ao jogo de reflexos que se estenderia por toda a sua obra posterior. "Arturo B" é Arturo Belano, alter ego de Bolaño e o anti-herói de muitos de seus textos, entre eles de Os Detetives Selvagens.

 

O protagonista de Estrela Distante, o poeta Alberto Ruiz-Tagle, é inspirado no tenente Hoffmann de La Literatura Nazi en América. Infiltrado em oficinas literárias no Chile de Salvador Allende (a história começa em 1971 ou 1972), Ruiz-Tagle seduz e assassina duas poetas gêmeas. Mais tarde, já durante a ditadura de Augusto Pinochet, o mesmo personagem ressurge com outro nome, Carlos Wieder, que, além de poeta, é torturador. Ele não é guiado por ideias morais, apenas ideias estéticas. Suas peripécias nos céus de Santiago - onde escreve versículos bíblicos com fumaça  dão-lhe status de herói no novo regime. Ele almeja a obra de arte total, um feito que não exclui a morte como ingrediente.

 

Mais pura encarnação do mal, Wieder representa a busca da outra face da geração de Roberto Bolaño (aqueles nascidos na fatídica América Latina dos anos 50). O jogo de duplos expõe as origens ocultas da ruína política e moral de toda uma geração.

 

Joca Reiners Terron é escritor, autor de Sonho Interrompido por Guilhotina, entre outros

(In "Bravo"

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publicado às 18:49


#960 - Desabafos

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.09.09

Pequeno desabafo, dez segundos após a conclusão de 2666 (os primeiros nove segundos foram de silencioso êxtase)

Bolaño, Bolaño, Bolaño: meu filho da puta, meu cabrão, meu génio

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publicado às 23:05


#881 - 2666 de Roberto Bolaño

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.07.09

Quetzal tem 2666 argumentos de peso para a rentrée

 

A obra-prima de Roberto Bolaño chega às livrarias portuguesas a 26 de Setembro. Pode ser o romance do ano. Pode ser o romance da década. O entusiasmo por 2666 é inegável. Veja aqui o booktrailer.

 

A Teorema ficou para trás: 2666, de Roberto Bolaño, um dos livros mais aguardados dos últimos anos vai ser publicado pela Quetzal. A notícia é avançada pelo blogue Senhor Palomar, que, citando fonte da editora, acrescenta a data de 26 de Setembro para a publicação da tradução portuguesa do volume.

 

2666, diz-se, é a obra-prima do chileno que, entre outros, escreveu Os Detectives Selvagens. Era precisamente este título, forte aposta da Teorema em 2008, já depois de publicar Estrela Distante (2006) — ainda este ano reeditado —, que fazia prever a continuidade de Bolaño no mesmo catálogo em Portugal. Embora, anos antes, tenha sido a Gótica a introduzir o escritor no mercado português, através de Nocturno Chileno (2003).

 

Roberto Bolaño faleceu em 2003, pouco depois de entregar o primeiro rascunho de 2666, de insuficiência hepática. A edição espanhola, com a chancela da Anagrama, tem mais de 1100 páginas, que resultam quase todas dos esforços dos seus cinco últimos anos de vida. Isto porque das cinco partes em que se divide o romance, apenas quatro e meia são da responsabilidade de Bolaño.

 

Publicado pela primeira vez em 2004, seria a tradução inglesa de Natasha Wimmer, levada ao prelo nos Estados Unidos em Novembro de 2008 pela Farrar, Straus and Giroux, a valer a Bolaño, postumamente, o National Book Critics Circle Award. A mesma versão foi publicada pela Picard, dois meses mais tarde, em Janeiro de 2009, no Reino Unido. Ainda não é conhecido o tradutor para a edição portuguesa.

 

A violência e a morte são panos de fundo em 2666, que liga várias estórias através dos assassinatos de 300 jovens e pobres raparigas da cidade ficcional de Santa Teresa (que terá correspondência na real Ciudad Juarez, no México). A crítica respondeu de forma entusiástica. Houve quem falasse num momento definidor da literatura sul-americana, comparando esta obra de fôlego a uma outra – Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.

 

Para já, os leitores portugueses podem ir descobrindo 2666 a partir do booktrailer, que pode ser visto abaixo.

 

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publicado às 12:59


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