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#2403 - ÉRAMOS TRÊS, ÉRAMOS DOIS, ERA SÓ EU, ÉRAMOS NENHUM...

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.05.17

JOSEP VICENÇ FOIX (1894-1987)

 

ÉRAMOS TRÊS, ÉRAMOS DOIS, ERA SÓ EU, ÉRAMOS NENHUM...

 

Éramos três, esquivos, no escuro das vindimas,

com o mar nos olhos, vinho de mosto nas mãos,

quando no sal dos bosques o rego lança fumo

e um choro de criança rebrilha no cerrado.

 

Éramos dois, erguidos na rocha das estrelas,

o coração sangrando, sem uma funda e dados,

quando o ermo se queima e soluçam os breus

nos charcos latentes de canteiros de faróis.

 

Era eu só, umbroso entre sombras já velhas,

a figurar uma outra sombra no varadouro

onde marinha, entre redes estendidas,

o sono de todos em poentes febris.

 

Éramos nenhum, entre folhas de treva,

quando o medo chove nas pétalas das poças

e o outro, o Puro, livre de velas e de leme,

vidente, zarpa, rumo ao Instante claro.

 

Poema do poeta catalão Josep Vicenç Foix

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Josep Vicenç Foix

Poeta catalán cuya obra es emblemática de la vanguardia del siglo XX en su lengua. No concluyó los estudios de derecho y se dedicó al periodismo en La Revista (1918), Trossos (1918) y L´Amic de les Arts (1926-1928), y fue jefe de Cultura de La Publicidad (1922-1936). Sus principales textos teóricos los publicó en Quaderns de Poesia (1935-1936). Tras la Guerra Civil renunció a seguir en la profesión, ante la imposibilidad de ejercerla en catalán, y pasó a hacerse cargo de la empresa de pastelería familiar. Aun así colaboró con Ariel y Dau al Set.

Sus primeras prosas poéticas, Gertrudis (1927) y KRTU (1932) compiladas luego en Diari 1918 (1956) evidencian múltiples influencias, con predominio del surrealismo. Pronto, sin embargo, se aleja de las corrientes vanguardistas en pro de un camino propio en el que incorpora los más variados procedimientos y que se traduce en la alternancia de formas y estilos.

Entre los círculos minoritarios será reconocido como uno de los grandes poetas catalanes del siglo a raíz de Sol, i de dol (1947), recopilación de sonetos que sintetiza su particular síntesis de clasicismo y vanguardia, con un riquísimo léxico en el que se combinan arcaísmos y neologismos. La metafísica, la búsqueda de lo absoluto, constituye una de las constantes de su obra. Les irreals omegues (1949) es una muestra de su estilo más barroco. En On he deixat les claus (1953) ensaya el verso más corto y las formas populares. Importante es también Onze Nadals i un Cap d´Any (1960). Ciego ya, dictó L'estació (1985).

 

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publicado às 18:21


#1080 - Encontro com Joan Margarit

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.12.09

 

Joan Margarit, uma das grandes figuras da poesia catalã contemporânea, lança o seu primeiro livro em Portugal a 14 de Dezembro, pelas 18.30h, na Casa Fernan­do Pessoa. Na sessão participará também o escritor Fernando Pinto do Amaral. Casa da Misericórdia tem chancela da editora OVNI e tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas, e recebeu, entre outros, o Prémio Nacional de Poesia em 2008, galardão conferido anualmente pelo Ministério de Cultura de Espanha à obra de poesia que mais se destaca em qualquer uma das línguas oficiais do país.

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publicado às 14:55


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