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#1255 - Designer português vence concurso das Nações Unidas

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.04.10

O designer português João Borges ganhou o concurso para criar o novo logótipo da World Urban Campaign, uma campanha das Nações Unidas que tem como objectivo a promoção de políticas e práticas para uma urbanização sustentável a nível mundial.

 

In "Público"

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publicado às 22:08


#1163 - Pomo da discórdia - O artigo de opinião de Mário Crespo

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.02.10


Mário Crespo cessa colaboração no JN

O jornalista Mário Crespo foi até ontem colaborador de opinião do Jornal de Notícias. Essa colaboração cessou por sua vontade. Acontece que, no domingo à noite, o director do JN o contactou dando-lhe conta das dúvidas que lhe causava o texto que Mário Crespo enviara para publicação no dia seguinte. Basicamente, no entender do director do JN o texto de Mário Crespo não era um simples texto de Opinião mas fazia referências a factos que suscitavam duas ordens de problemas: por um lado necessitavam de confirmação, de que fosse exercido o direito ao contraditório relativamente às pessoas ali citadas; por outro lado, a informação chegara a Mário Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante.

Da conversa entre o director e o colaborador do jornal resultou que este decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal, o que a Direcção do JN respeita.

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Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.

 

O Artigo de opinião de Mário Crespo in "público"

Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.


Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.

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Mário Crespo acusa o governo de o tratar como "um problema" In "i"

"Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil ('um louco') a necessitar de ('ir para o manicómio'). Fui descrito como ‘um profissional impreparado’". […] Definiram-me como "um problema" que teria que ter 'solução'". As frases são de um artigo publicado hoje na página da internet do Instituto Francisco Sá Carneiro e foram escritas pelo jornalista Mário Crespo. De acordo com uma nota de rodapé no artigo em questão, a crónica deveria ter sido hoje publicada na imprensa - Mário Crespo escreve todas as segundas-feiras no Jornal de Notícias -, mas da edição do jornal consta apenas o texto do outro cronista do dia: Honório Novo, deputado do PCP.

No texto, Mário Crespo descreve uma alegada conversa a 26 de janeiro, durante um almoço que reuniu o primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um "executivo de televisão", na qual terá sido "o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor", afirma, acrescentando que a conversa lhe foi relatada, tendo sido depois confirmada pelo próprio.

"Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): '(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)'", escreve o jornalista, e acrescenta ainda ser considerado pelo governo "um problema que tem que ser solucionado", tal como os casos já testemunhados da jornalista Manuela Moura Guedes, do ex-director da TVI, José Eduardo Moniz, do ex-director do jornal Público, José Manuel Fernandes, e do comentador político da RTP, Marcelo Rebelo de Sousa, todos eles dados como exemplo.

"O 'problema' Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi 'solucionado'. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser 'um problema'. Foi-se o 'problema' que era o diretor do Público. Agora, que o 'problema' Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, […] abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada", sublinha.

Mário Crespo disse entretanto ter suspendido a colaboração com o Jornal de Notícias devido à recusa de publicação do seu artigo, que deveria constar da edição de hoje do jornal diário.
Contactado pelo i, José Leite Pereira, director do JN, recusou fazer qualquer comentário sobre o assunto.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico” ***

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publicado às 23:01


O filme "Singularidades de uma rapariga loura", do realizador português Manoel de Oliveira, foi eleito um dos melhores de 2009 pela revista de cinema francesa "Cahiers du Cinema". [In Público on-line]

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publicado às 20:27


#910 - Coetzee na lista de candidatos ao prémio Booker

por Carlos Pereira \foleirices, em 29.07.09

 O  escritor JM Coetzee ("Summertime"), que já recebeu o prémio literário britânico Booker duas vezes, é outra vez candidato este ano. A escritora AS Byatt ("The Children's Book"), que desde 1990 tem um prémio destes, também está na lista.

A "lista longa" dos finalistas ao Man Booker para uma obra de ficção incluem ainda Colm Tóibín (Brooklyn), Sarah Waters ("The Little Stranger"), William Trevor ("Love and Summer"), Adam Foulds ("The Quickening Maze"), Sarah Hall ("How to paint a dead man"), Samantha Harvey ("The Wilderness"), Hilary Mantel ("Wolf Hall"), Simon Mawer ("The Glass Room"), Ed O'Loughlin ("Not Untrue & Not Unkind"), James Scudamore (Heliopolis) e James Lever ("Me Cheeta").

Este último foi um dos livros mais badalados na Feira do Livro de Frankfurt, em 2007, escrito por um ghostwriter (o seu nome só aparece na edição de bolso) e apresentado como "a história da Idade de Ouro de Hollywood vista através dos olhos da macaca Cheeta".
 

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publicado às 12:34


As inquietações de António Barreto

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.03.09

 

O artigo de António Barreto no Público de hoje deve ser lido por todos os cépticos e, de igual modo, por todos os bem-intencionados:

 

«Umas vezes, o Estado evitou e adiou falências ou amparou falidos. Outras vezes, deu garantias aos bancos. Em poucas palavras, o Estado instalou-se. Pretende estimular o crédito. Sem êxito aparente, pois não há dinheiro, há risco a mais e os spreads são altíssimos. Algumas esquerdas estão felizes: acham que isto é uma espécie de socialismo. Outras esquerdas criticam, mas não escondem a satisfação de ver o Estado na economia: pode ser que venha para ficar. As direitas políticas não sabem muito bem o que dizer, limitam-se a discutir pormenores. Quanto aos empresários, apesar de sentimentos oscilantes, o alívio parece ser a regra. O Estado ajuda a empresa privada e a banca tem alguns recursos. Em resumo, o Estado ajuda os capitalistas, algo com que sempre sonharam muitos dos os nossos empresários.»

 

«O entusiasmo e o alívio, relativo, que muitos revelam, não chegam para esbater uma outra inquietação: e a seguir? Quem e quando se vai pagar isto? Desde quando deitar dinheiro para cima dos problemas os resolve? Este ano, o endividamento vai ultrapassar os 160 mil milhões, mais de 100 por cento do produto. E o serviço dessa dívida continua a galopar, até porque o dinheiro internacional está cada vez mais caro. É mesmo possível que Portugal, em breve, por este andar, não arranje mais financiamentos.
Por outro lado, o modo como esses dinheiros estão a ser usados levanta cada dia mais questões. Para que servem? Quem servem? Como serão pagos e reembolsados? Por quem? Estas perguntas não têm resposta.»

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publicado às 17:16


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