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O AMOR

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.10.08

CRUA E FABULOSA

 

(Mário Cesariny)

Amor é quando a gente pensa que pode engolir a vida toda. Amor é quando a gente espreita pelo buraco da fechadura para ver outra nudez. Amor é quando a gente explica às amigas que respira mais fundo.
Amor é quando a gente abraça um filho e entende que o mundo é muito mais bonito do que julgávamos. Amor é quando a gente desmancha a cama inteira de cheiro e pensa que os próximos lençóis vão também cheirar assim. Amor é quando a gente sabe que o silêncio pode ser mais gordo que as palavras.
Amor é quando a gente calça os sapatos pretos e se transforma em mulher rainha. Amor é quando a gente se despe devagar e pede ao céu uma luz que grite o desejo. Amor é quando a gente chega a casa com o fôlego preparado para entregar tudo. Amor é quando a gente ensina a nossa filha a ser mulher, sem pressa de a tornar adulta. Amor é quando a gente telefona porque sim. Amor é quando a gente pensa, todos os dias, coisas surpreendentes. Amor é quando a gente abre um livro de histórias e julga que as letras são nossas. Amor é quando a gente explica aos alunos que existe paixão.
Amor é quando a gente fica com dor nas costas porque descuidou um só dia de respiração. Amor é quando a gente mata o ego e percebemos que ele existia só para dificultar. Amor é quando a gente principia fins que julgávamos terem ido embora. Amor é quando a gente estica os braços até ao que o outro não disse. Amor é quando a gente faz tudo com a carne de quem agarra a vida, crua e fabulosa.
 
Post retirado do blog "A Dobra do Grito" e escrito pela Paula Capaz

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publicado às 12:48


João Tunes [ÁGUA LISA]

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.05.08

A propósito de Yoani Sánchez, João Tunes escreveu no seu blog o seguinte post:

O QUE SERÁ, SERÁ

 

O mundo é largo, Yoani. Nós aqui, em Portugal, quando de uma opressão gémea da vossa, dizíamos, repetindo um poeta nosso e do mundo, “não há machado que corte a raiz ao pensamento”. Mas nem sempre a hora do fim dos machados sobre os pensamentos parecia próxima e, no entanto, ela chegou, tinha de chegar. Assim como caíram muros de vergonha, arames farpados, cortinas de ferrugem e o Gulag, chegará a hora de se desfazer em pó a ditadura que ensombra o teu país e, então, poderás circular pelo mundo. A liberdade chegará a Cuba para que os cubanos integrem a cidadania do mundo. Então terás, tu e o teu povo, o poder de pensarem, escreverem e falarem. Nós, aqueles que não conhecem melhor riqueza que a da liberdade, estaremos, em presença ou em pensamento, contigo, na festa que tem de haver ao receberes o teu merecido Prémio Ortega y Gasset de Jornalismo. Não é agora mas será.

Post "roubado" ao João Tunes no seu blog "ÁGUA LISA"

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publicado às 19:27


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