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#1630 - Nevoeiro

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.02.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NEVOEIRO

 

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,

Define com pefil e ser

Este fulgor baço da terra

Que é Portugal a entristecer -

Brilho sem luz e sem arder,

Como o que o fogo-fátuo encerra.

 

Ninguém sabe que coisa quer.

Ninguém conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.

(Que ânsia diatante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

 

É a Hora!

 

 

Poema de Fernando Pessoa [Ortónimo] in Mensagem, 1934

 

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publicado às 18:19


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