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#2990 - LIVROS E LEITURAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 17.04.19

MÁRIO DE CARVALHO

O QUE EU OUVI NA BARRICA DAS MAÇÃS
ISBN:978-972-0-03169-3
Edição/reimpressão:03-2019
Editor:Porto Editora
Código:03169
Coleção:Obras de Mário de Carvalho
Idioma:Português
Dimensões:142 x 210 x 20 mm
Encadernação:Capa mole
Páginas:256
Tipo de Produto:Livro
 
 

SINOPSE

Reconhecido como um dos mais importantes escritores portugueses da actualidade, a sua faceta de cronista passou despercebida à maior parte dos leitores; daí esta selecção das suas melhores crónicas publicadas nas décadas de oitenta e noventa do século passado no Público e no Jornal de Letras. Delas emergem o ficcionista, o cidadão, o comunicador e o memorialista, em textos que alguns diriam proféticos e, nas palavras de Francisco Belard: «testemunhos de um largo campo de assuntos, abordagens, dimensões e estilos, através de eras e lugares, sinais de um escritor que declaradamente prefere viajar no discurso e decurso do tempo e do espaço doméstico a fazê-lo em itinerários geográficos, programados e turísticos. Por tudo isto […], os leitores dos romances o vão reencontrar em mudáveis cenários e perspectivas, de outros pontos de vista, na familiaridade e na estranheza diante do seu mundo, que faz nosso.»
 
 

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publicado às 23:52


#2879 - A PROPÓSITO DAS PRAXES ACADÉMICAS...

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.10.18

MÁRIO DE CARVALHO

 

Mário de Carvalho escreveu para o JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, edição n.º 1253, ano XXXVIII, Outubro de 2018, o seguinte texto a propósito das praxes académicas:

- "Se em 1960 ou 70 alguém em Lisboa se atrevesse a sugerir a qualquer jovem estudante de Engenharia, Direito, Letras, ou Medicina que andasse trajado de preto numa fardola de vestes eclesiais e se embrenhasse em rituais uivados mais ou menos coprófilos, seria tratado com altivo desdém.

 

Capa e batina eram coisa de Coimbra, reminiscência de longe, e de in illo tempore. Seria mesmo desprestigiante usá-la na capital. Não existia de todo praxe em Lisboa. Ninguém pensava vexar alguém. Os jovens que ingressavam nas universidades eram convidados para semanas de recepção, com espectáculos de cinema, teatro, colóquios, poesia e bailes. Os novos alunos (a própria designação de «caloiro» caíra em desuso) eram tratados com urbanidade e apreço, ao nível do que se considerava ser a instituição em que se encontravam e a associação de estudantes que os convocava.

 

Nesses tempos, a juventude estudantil ansiava por grandes transformações sociais, prezava os ideais de liberdade e batia-se por um País moderno, aberto, democrático. Mas a democracia é uma construção. Nunca está garantida de vez.

 

Nos refegos escondia-se o velho portugalório, agachadino  e mendigo, servil e reles, pingue de misérias morais, coio de fascismos. Temporariamente escorraçado, veio a encontrar numa mocidade diversa, mais alargada, sem hábitos de leitura e reflexão, campo estrumado para as suas desforras  e decorrências.

 

Impõe-se uma política de valorização da arte e da cultura, traçada com firmeza pelas instituições universitárias (no fundo, é o seu bom nome que é posto na lama e achincalhado). Urge a intervenção do Estado, encontrando formas democráticas de «desapimbalhar» a grande comunicação social, porque esta pardalada infantilóide, de penico na cabeça,, não é capaz de ler um jornal, sequer um tablóide."

 

 

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publicado às 17:55


#1733 - Novo livro de Mário de Carvalho

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.08.12

 

Mário de Carvalho afirmava há poucas semanas que o seu novo livro estava pronto e tinha como título O Varandim Seguido de Ocaso em Carvangel. Sabe-se agora que será lançado pela Porto Editora a 6 de setembro, que inicia assim a publicação da obra completa do escritor.

 

In "Bibliotecário de Babel"

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publicado às 18:59


#1653 - Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 26.03.12

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publicado às 12:20


#1257 - A Arte de Morrer Longe nas livrarias a 21 de Abril

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.04.10

«Descortina o leitor um tipo de português largo e inflado, ovante e intrusivo, propenso à calvície, com sobrancelhas de escovilhão, riso beiçudo, pelame encaracolado em todo o corpo, amador da piadola e da pirraça, grosseiro para os mais fracos, airoso para os superiores, em absoluto impenetrável a noções básicas de decência e decoro? Uma figura digna das Metamorfoses, em que se hibridam o entranhado lanzudo e o atávico malandrim? Não descortina? Então é porque este Quintão Malpique era uma raridade e convém, na passagem, examiná-lo mais de perto como espécime singular.
Se lhe perguntassem por que é que ele se tinha queixado à polícia, por carta anónima, duma velha dependurava os cobertores nas traseiras do prédio, sem que isso afectasse ninguém, e muito menos os empregados duma empresa que não moravam ali, ele responderia, rindo: «É só p`ra chatear.» Do mesmo modo, quando telefonava para a Câmara, disfarçando a voz , a denunciar um vizinho que fazia obras clandestinas numa casa de banho, era «só p`ra chatear». Também era «só p`ra chatear» o gesto de deixar o elevador encravado no nono andar para que um casal de idosos , com o seu velho cão, tivesse de se arrastar pelas escadas.
Comprazia-se, naturalmente, com a incomodidade dos outros. Uma acção que tivesse como motivação «chatear» parecia-lhe absolutamente justificada, desde que não fosse ele o chateado. Uma representação popular – aliás falsa e caluniosa – que atribui o incêndio de Roma a Tibério Nero Enobarbo, para depois celebrar a catástrofe, a toque de cítara, poderá não andar longe do feitio de Quintão Malpique, descontando o pendor artístico.
Desde que descobrira a Internet, aliás tardiamente, tinha sido um alvoroço. Aplicava boa parte das horas de serviço a escrever comentários anónimos nos blogues alheios e nas páginas que os admitissem. Apreciava especialmente os jornais e as suas colunas de posts.
Eis uma amostra de uma contribuição de Quintão Malpique para o debate nacional, que pode ser encontrada facilmente na imprensa electrónica, a propósito da questão, hoje esquecida, dos apoios ao cinema português:
Esses senhores o que querem é repimpar-se!!! É só mama!!! Banquetes de lagosta, em Nice e em Cannes, aproveitando os favores do Estado e o dinheiro dos contribuintes. Isto é tudo sempre no poleiro, a chuchar no orçamento, à custa do Zé Povinho, e a gastar os nossos ricos carcanhóis com filmalhadas que ninguém percebe nem ninguém vê. Topam? Deviam era mandá-los todos cavar batatas e elas coser meias, a ver se ganhavam calos nas mãos e eram úteis ao povo que é quem mais ordena. Tá? Ao menos o doutor Salazar tinha critério e dava ao povo aquilo que o povo queria.»

 

Leia as primeiras páginas dos novo romance de Mário de Carvalho na edição de Abril da LER, já nas bancas!

 

In Blog "LER"

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publicado às 22:34


#1238 - Novo livro de Mário de Carvalho

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.03.10



De acordo com a editora (Caminho),  A Arte de Morrer Longe — «história do jovem casal Arnaldo e Bárbara, lisboetas, empregados de escritório, moradores num pequeno apartamento no Lumiar e que se encontram em processo de divórcio — chegará às livrarias na segunda quinzena de Abril.

 

In Revista Ler

 

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publicado às 22:50


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