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Henri Régnier

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.11.08

E passáveis a sorrir

E dizíeis ele é hábil...

E passáveis a sorrir.

Mas naquele momento nenhum de vós viu

Que as minhas mãos tremiam de ternura

Que todo o grande sonho terrestre

Vivia em mim para viver neles

Que eu gravava em metais piedosos os meus deuses.

Que eles eram o rosto vivo do que nós sentimos do mundo

Do vento, da floresta e do mar

De todas as coisas na nossa carne

E que eles são nós, divinamente.

 

Poema de Henri Régnier

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publicado às 13:54


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