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#2943 - ECLESIASTES

por Carlos Pereira \foleirices, em 31.12.18

1.

 

Palavras de Eclesiastes, filho de David, rei de Israel em, Jerusalém.

 

Vacuidade de vacuidades - disse o  Eclesiastes -,

Vacuidade de vacuidades: todas as coisas <são> vacuidade.

Que vantagem existe  para o ser humano

Em todo o seu esforço com que se esforça debaixo do Sol?

Uma geração passa; e uma geração chega;

E a terra fica de pé para sempre.

O sol nasce e o sol põe-se;

E transita para o seu lugar.

Nascendo lá, vai para sul

E vai em círculo para norte.

Circula circulando; o vento sopra.

E, nos ciclos dele, o vento regressa.

Todas as torrentes fluem para o mar;

E o mar não ficará repleto.

Para o lugar, para onde vão as torrentes,

Aí elas voltarão a ir.

Todas as palavras <estão> gastas.

Um homem não conseguirá falar;

E um olho não ficará satisfeito por ver;

E um ouvido não ficará satisfeito por causa da audição.

Aquilo que aconteceu, isso mesmo irá acontecer.

E aquilo que foi feito, isso mesmo será feito.

Nada existe de novo debaixo do Sol.

Quem dirá e afirmará: «Eis que isto é novo»?

<Isso> já aconteceu nas idades

Que existiram antes de nós.

Não existe memória de <pessoas> anteriores,

Nem dos que nasceram depois.

Não haverá memória deles

Junto dos que forem os últimos a nascer.

Eu, Eclesiastes, fui

Rei sobre Israel em Jerusalém

E ofereci o meu coração à procura

E à indagação, na sabedoria, acerca de todas as coisas

Que existem debaixo do céu.

Pois uma preocupação negativa

Deus ofereceu aos filhos do ser humano:

Preocuparem-se com essa <preocupação>.

Observei todos os feitos

Que foram feitos debaixo do Sol:

E eis que todas as coisas são vacuidade e demanda de vento.

Coisa torta não conseguirá ser endireitada;

E o que está em falta não conseguirá ser contado.

Eu falei no meu coração, dizendo:

«Eis que fiquei engrandecido

E proporcionei sabedoria a todos

Os que estavam diante de mim em Jerusalém;

E meu coração viu muitas coisas  - sabedoria e conhecimento.»

E ofereci meu coração a conhecer sabedoria e conhecimento:

Conheci dizeres e <conheci o > saber;

Pois também isto é demanda de vento.

Pois em abundância de sabedoria <está> abundância de conhecimento;

E quem aumenta conhecimento aumenta sofrimento.

 

Sinais utilizados no texto

< >  = entre parênteses angulares o tradutor coloca palavras subentendidas, mas não explícitas, no texto original

 

EXCERTO DO LIVRO DE ECLESIASTES, TRADUÇÃO DE FREDERICO LOURENÇO

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publicado às 18:29


#2235 - O II volume da Bíblia já disponível nas Livrarias

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.03.17

O segundo volume da Bíblia traduzida por Frederico Lourenço chega hoje às livrarias e conta com os textos Atos dos Apóstolos, Epístolas e Apocalipse, ficando assim finalizada a publicação do Novo Testamento.

 

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publicado às 15:56


#2116 - Prémio Pessoa 2016

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.12.16

 FERDERICO LOURENÇO

 

 

Professor universitário, Frederico Lourenço, conhecido como o tradutor da Bíblia e dos grandes clássicos gregos, foi escolha do júri

Reunido em Seteais, o Júri do Prémio Pessoa 2016, constituído por Francisco Pinto Balsemão (presidente), António Domingues (vice-presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, José Luís Porfírio, Maria Manuel Mota, Maria de Sousa, Pedro Norton, Rui Magalhães Baião e Viriato Soromenho-Marques, decidiu atribuir o Prémio Pessoa 2016 a Frederico Lourenço.

Frederico Lourenço nasceu em Lisboa, em 1963. Obteve a sua Licenciatura e o seu Doutoramento em Línguas e Literaturas Clássicas na Universidade de Lisboa, tendo lecionado também nessa Universidade, entre 1988 e 2009, antes de assumir o lugar de professor associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

O seu percurso profissional e criativo, assinalado pela significativa e abundante bibliografia, é caracterizado pela variedade de interesses e realizações que incluem, para além da centralidade dos estudos clássicos, a música, o romance, a poesia, o teatro, o ensaio, os estudos bizantinos, a germanística e a história da dança. O traço mais singular da sua atividade reside no modo como, ao longo de quase duas décadas, Frederico Lourenço tem vindo a oferecer à língua portuguesa as grandes obras da literatura clássica. Através de um trabalho metódico, revelador de uma ambição servida por rara erudição, Frederico Lourenço traduziu, com rigor, as obras fundamentais de Homero, a Ilíada e a Odisseia, bem como duas tragédias de Eurípedes, Hipólito e Íon. O desejo de disseminar a grande cultura clássica junto do público manifestou-se também na adaptação para jovens das referidas obras de Homero.

Em 2016, Frederico Lourenço publicou o primeiro volume, de um total de seis, do seu mais recente e ambicioso projeto, que se estenderá até 2020: a tradução integral da Bíblia para português a partir das fontes gregas, e respeitando elevados critérios de integração contextual, histórica e linguística, deste livro maior de ressonância universal em toda a história humana.

 

In "Diário de Notícias"

 

 

 

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publicado às 21:51


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