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#2703 - Uma carta para a Francisca

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.11.17

 

Olá Francisca.

 

Dezembro é o último mês do ano. E no céu azul,  pequenas nuvens de algodão doce luzentes parecem árvores de natal.

 

As nuvens são habitadas por sonhos que espreitam e vigiam o teu sono através da janela do teu quarto,  e têm a forma de borboletas e pirilampos. E as vozes que tu ouves nos teus sonhos são de anjos que guardam e protegem a tua boca, os teus olhos, o teu coração, enfim, todo o teu corpo e te contam as histórias fantásticas do Lucas, da Mia e da Nina.

 

Todos nós temos uma nuvem que nos acompanha para todo o lado. É dentro dela que guardamos os nossos desejos, as nossas angústias, os nossos medos, as nossas lágrimas. E quando chove,  é a nuvem a limpar o nosso espírito, a nossa mente, a nossa alma, o nosso coração para ficarmos mais leves, mais serenos, mais inteligentes e com um enorme sorriso nos olhos.

 

Dezembro é o décimo segundo mês do ano. E o último. E no dia 25 celebra-se no mundo cristão o nascimento de Jesus Cristo. É Natal, que significa nascimento. E é o  tempo da generosidade, da solidariedade, das dávidas, da partilha, da comunhão, da reunião e do encontro. É o tempo das luzes festivas, que são as borboletas e os pirilampos que a tua nuvem, companheira de viagem, carrega durante o percurso que já começaste a fazer neste planeta que se chama Terra. E  enquanto durar a tua viagem que sejas  solidária, generosa, honesta com os outros mas principalmente contigo.

 

Um bom Natal. Que sejas muito feliz.

O Avô

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publicado às 19:30

Olhas o branco do papel como se fosse um espelho. E desenhas a primeira letra, esperas pacientemente pela segunda, pela terceira até surgir a palavra.  E finalmente, algo pode acontecer... E novas palavras aparecerão e farão uma fila em cima duma linha imaginária. Pensas logo em comboios; onde tu és a locomotiva e as palavras vagões. Páras na primeira estação. A plataforma está cheia de palavras: umas subirão e outras ficarão. Novas palavras acrescentadas encherão um novo vagão.

O comboio pára num apeadeiro. No apeadeiro só há vírgulas, pontos e vírgulas, dois pontos, e outros sinais gráficos. É a hora das despedidas e das boas vindas. A viagem está quase a terminar. Só falta uma estação. A estação do espanto, da admiração, da magia onde não falta um baloiço onde  estás sentada empurrado pela vovó, num extraordinário jardim que desenhaste com as palavras que já conheces , e que para ti já têm cor, cheiro, forma, significado.

 

Para a minha neta Francisca e a avó

 

 

 

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publicado às 16:58


#2479 - Para a Francisca

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.06.17

 

Olá Francisca!

Aquele monte esconde um covil de leões. Não tenhas medo; eles guardam o sacrário dos teus sonhos, defendem a tua liberdade. A seguir ao monte, muito mais além, fora do alcance das tuas pequeninas mãos, poderás ver,  quando o teu tempo chegar,  o imenso mar que tem a cor dos teus desejos e pensamentos.

Espero ter vida para te acompanhar...

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publicado às 18:13


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