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#1179 - Fernando Echevarría

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.02.10



Quando a altura da idade já vai sendo

só quase que retina,

tudo nela se dói. E o pensamento

é o lugar onde essa dor é vista.

Músculos jovens movem-se de dentro

do espírito. Que incita

o vigor ao seu dispêndio

e este ao brio de uma luz fatídica.


E tudo isto entra pela idade.

Alargando-lhe, acaso, mais a altura

de ver. E o aperto súbito da análise

decompõe-se nos membros. Ou acusa

no movimento a base

do nascimento aquático da curva.

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publicado às 22:41


#844 - Fernando Echevarría

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.07.09



Pastores de horas. Ou, nem isso. Apenas

vamos levando ao que fica

um augusto vagar de inteligência

que só a velhice elucida.

E, mais ainda, reajusta a tenda

para que o tempio lhe eternize a mítica

brancura de refúgio. Onde se pensa,

e de onde a idade, abstracta, se retira.

Só o pastoreio sobrevive. Entra

por uma luz cada vez mais antiga

que, a certa altura, ganha  a secura eterna

de quem, por trás, fica a reter a vida.


Poema de Fernando Echevarría, do livro Geórgicas, edições afrontamento. Edição n.º 665, Novembro de 1998

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publicado às 11:36


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