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#3206 - PRÉMIO LITERÁRIO VERGÍLIO FERREIRA

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.12.21

HELENA BUESCU, professora universitária da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde leciona Literatura Comparada, foi galardoada com o Prémio Literário Vergílio Ferreira atribuído pela Universidade de Évora.

Considerada uma autoridade incontestável dos estudos comparatistas, publicou 12 livros de ensaio, tendo a sua última obra "O Poeta na Cidade: A Literatura Portuguesa na História" vencido o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, da Associação Portuguesa de Escritores.

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Prémio Vergílio Ferreira

A Universidade de Évora atribui desde 1997 o Prémio Vergílio Ferreira ao conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa destacado no âmbito da narrativo e/ou do ensaio. 

Foi em 1959 que Vergílio Ferreira (1916-1996) publicou o livro que lhe rendeu o Prémio Camilo Castelo Branco da Sociedade Portuguesa e também aquele que o ligará para sempre a Évora. A obra “Aparição” retrata a cidade, na qual o autor ainda viveu, durante a época do salazarismo, fazendo referência a algumas marcas ainda presentes nos dias de hoje e levando o leitor a conhecer alguns dos locais mais emblemáticos de Évora, como é o caso do próprio Colégio do Espírito Santo. A cerimónia de entrega do Prémio Vergílio Ferreira realiza-se anualmente a 1 de março, o dia em que se assinala também o aniversário da morte do seu patrono. 

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publicado às 06:35

"O Século dos Prodígios",  ensaio de Onésimo Teotónio Almeida, trata o pioneirismo da ciência portuguesa no período dos Descobrimentos. Com este ensaio, Teotónio Almeida venceu o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian, História da presença de Portugal no mundo.

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publicado às 17:06

 

 Helder Macedo acaba de lançar o volume de ensaios Camões e Outros Contemporâneos, um olhar sobre oito séculos de literatura portuguesa com paragens em D. Dinis, Bernardim ou Camões, mas também em alguns apeadeiros menos óbvios, de Manuel Teixeira Gomes a Manuel de Castro.

 

LER MAIS

 

TRABALHO DO JORNALISTA Luís Miguel Queirós  LUÍS MIGUEL QUEIRÓS in PÚBLICO ON-LINE

 

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publicado às 18:46


#1804 - Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.12.12

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publicado às 21:24


#1418 - Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 19.06.11

 

"...Ao longo do século XX, o vanguardismo conservador português, assumindo diferentes nomes, de messianismo a providencialismo, de nacionalismo a patriotismo, acolheu-se em três instituições poderosas e dominantes que, historicamente, não podem deixar de arcar com as culpas da decadência recente de Portugal, mantendo-o num estado de miséria económica, ignorância cultural, passividade científica, credulidade supersticiosa e acriticismo social: o Estado, através do regime do Estado Novo, promovendo uma política de exclusão do cidadão, de cerceamento das liberdades constitucionais, de sistemático afunilamento das elites culturais e de disseminação de uma cultura da ignorância, substituindo a promoção da aptidão para o conhecimento pela divulgação heroificante do futebol; a Igreja, que, apóps ter sofrido a humilhante e implacável perseguição das suas estruturas pelos sectários jacobinos do republicanismo e do positivismo, se aliou despudoradamente ao Estado, colhendo deste benefícios próprios, auxiliando sem vergonha e sem remorso uma política de controle e de imbecilização de massas, criando artificialmente barreiras preconceituosas entre os sexos e estimulando uma anacrónica guerra no ultramar; e a Universidade, casa do saber transformado pelos positivistas da I República e os professores acéfalos do Estado Novo em casa de uma elite decepada de inteligência, formadora de burocratas do regime - onde se presumia encontrar dúvida, interrogação, procura, investigação, encontrava-se conformismo, submissão e acatamento de ordens superiores, ou seja, uma cultura de passividade, retardando assim, por decénios, a criação de um espaço público crítico. "

 

 

Excerto retirado do livro "O pensamento português contemporâneo 1890-2010" de Miguel Real, editado pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, edição n.º 1018032, Março de 2011

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publicado às 18:59


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