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Il Soneto para Cesário (escrito aí há 40 anos)

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.11.08

Se te encontrasse, agora, na paisagem

nocturna dos fantasmas da cidade,

contava-te dos nossos pobres versos

no teu rasto de sombra e claridade

 

Contava-te do frio que há em medir

a distância entre as mãos e as estrelas,

com lágrimas de pedra nos sapatos

e um cansaço impossível de escondê-las

 

Contava-te - sei lá! - desta rotina

de embalarmos a morte nas paredes,

de tecermos o destino nas valetas

 

De uma história de luas e esquinas,

com retratos e flores da madrugada

a boiarem na água das sarjetas.

 

Diniz Machado,

13 de Fevereiro de 1994

 

Soneto oferecido a José do Carmo Francisco por ocasião do seu 47º aniversário

 

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publicado às 13:26


Diniz Machado (1930-2008)

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.10.08

Diniz Machado morreu hoje em Lisboa aos 78 anos.

Nasceu a 21 de Março de 1930, em Lisboa.

Foi jornalista desportivo no Record, Norte Desportivo, Diário Ilustrado e Diário de Lisboa.

Foi crítico de cinema e editor da revista de banda desenhada Tintin

 

O QUE DIZ MOLERO, publicado em 1977, foi um grande sucesso, e foi traduzido em espanhol, búlgaro, romeno e alemão.

Sob o pseudónimo Dennis McShade, escreveu alguns policiais na colecção Rififi, que estão agora a ser reeditados pela Assírio & Alvim.

Nas décadas seguintes escreveu "Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel Garcia Marques" (1984), "Reduto Quase Final" (1989) e "Gráfico de Vendas com Orquídea" (1999), livros que considerou, no entanto, esquecidos pelo público e ignorados pela crítica.

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publicado às 22:54


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