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#995 - Morreu Claude Lévi-Strauss (1909-2009)

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.11.09

O antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, considerado um dos intelectuais mais relevantes do século XX, destacado antropólogo e "pai" da corrente estruturalista das ciências sociais, morreu sábado aos 100 anos, informou hoje, terla-feira, a editora Plon.

Lévi-Strauss influenciou de forma decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.

Nascido em Bruxelas em 1908, Lévi-Strauss lançou as bases da antropologia moderna e influenciou gerações de investigadores, deixando também uma marca decisiva na filosofia, sociologia, história e teoria da literatura.

Filho de judeus franceses, mudou-se para França quando estudava no liceu e depois, na Sorbonne, em Paris, estudou Direito e Filosofia, disciplina que leccionou no ensino secundário.

Em 1935, rumou ao Brasil, aceitou um lugar de professor de Sociologia na Universidade de São Paulo e aí iniciou a sua carreira de etnólogo, dedicando os fins-de-semana ao estudo dos milhares de índios que habitavam nos subúrbios da cidade e partindo, depois, para o Mato Grosso e Amazónia, para contactar com tribos.

Na sua primeira obra de grande projecção, "As Estruturas Elementares do Parentesco", publicada em 1949, propôs um novo método de análise que foi adoptado por muitos antropólogos.

No livro, Lévi-Strauss sustenta que o "parentesco" está no centro da Antropologia, que estuda o homem na sua dimensão social, entendendo-se aqui parentesco como as regras de aliança, filiação, residência e perpetuação de populações.

A sua autobiografia intelectual, "Tristes Trópicos", publicada em 1955 (editada em Portugal pelas Edições 70), é considerada a sua obra mais marcante e um dos grandes livros do século XX.

Valeu-lhe o Prémio Goncourt e foi lida por um público bastante mais vasto do que a comunidade científica.

Professor no Collège de France - um prestigiado estabelecimento de ensino e de investigação em Paris - entre 1959 e 1982, foi o primeiro antropólogo eleito para a Academia Francesa, em Maio de 1973, e o primeiro membro centenário da instituição, a partir de 28 de Novembro de 2008, data em que completou 100 anos.

Considerado também um crítico do etnocentrismo e, de alguma forma, um precursor intelectual do movimento ecologista, embora cedo se tenha tornado célebre, Lévi-Strauss nunca se preocupou com a posteridade e não escreveu memórias.

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publicado às 00:11


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