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#2674 - Soneto

por Carlos Pereira \foleirices, em 20.11.17

Nascimento10 de agosto de 1921, Belém, Pará, Brasil
Falecimento1 de julho de 1981, Lisboa
 
 
SONETO
 
Acusam-me de mágoa e desalento,
como se toda a pena dos meus versos
não fosse carne vossa, homens dispersos,
e a minha dor a tua, pensamento.
 
Hei-de cantar-vos a beleza um dia,
quando a luz que não nego abrir o escuro
da noite que nos cerca como um muro,
e chegares a teus reinos, alegria.
 
Entretanto, deixai que me não cale:
até que o muro fenda, a treva estale,
seja a tristeza o vinho da vingança.
 
A minha voz de morte é a voz da luta:
se quem confia a própria dor perscruta,
maior glória tem em ter esperança.
 
Poema de Carlos de Oliveira
 
 

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publicado às 17:46


#2425 - A edição n.º 195 da revista COLÓQUIO | Letras

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.06.17

N.º 195, Maio-Ago. 2017 - Carlos de Oliveira

Por Revista Colóquio/Letras, publicado em 5.5.2017 na secção Notícias

 

Capa do número 194 
 
 
 
 
 
 
No ano em que os trabalhos sobre o espólio   de Carlos de Oliveira, depositado no Museu   do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, se   materializam na exposição “Carlos de      Oliveira: a parte submersa do iceberg”, a    revista Colóquio/Letras dedica, no seu  número 195, um dossiê temático ao autor, composto por cinco ensaios e vários inéditos.

Os ensaios — da autoria de Osvaldo Manuel Silvestre, Rui Mateus, José Geraldo, Ricardo Namora e Clara Rowland —, exploram o espólio, apresentando novas perspetivas de abordagem e novos leitores de Carlos de Oliveira, aspeto fundamental para a duração longa de uma obra.

Quanto aos inéditos, são uma primeira amostra dessa “parte submersa do iceberg” que é o espólio do escritor, e permitem perceber o potencial de releitura crítica aí contido. O dossiê conclui-se com alguns depoimentos de portugueses e estrangeiros, todos eles partes de um diálogo intenso que a própria correspondência do autor regista.

Para além das habituais secções da revista, destacam-se ainda neste número a entrevista ao poeta sírio Adonis, a evocação de João Lobo Antunes e o belíssimo contributo de Ilda David com um conjunto de imagens inéditas.


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publicado às 19:01


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