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#2974 - PRÉMIO MAN BOOKER INTERNACIONAL 2019

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.03.19

Já é conhecida a longa lista de finalistas ao Prémio Literário Man Booker International 2019.

A curta lista é revelada a 9 de Abril, e no dia 21 de Maio é anunciado o nome dos vencedores - Autor e Tradutor.

 

Esta primeira lista é composta por 13 romances escolhidos pelo júri do Prémio que é presidido por Bettany Hughes.

Importa referir que é a última vez que este prémio literário terá a denominação de Man Booker, pois o grupo Man deixa de patrocinar este Prémio Literário.

A Fundação Crankstart tomará o seu lugar.

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2019 longlist announced- Man Booker International Prize

The Man Booker International Prize has today, Wednesday 13 March, revealed the ‘Man Booker Dozen’ of 13 novels in contention for the 2019 prize, which celebrates the finest works of translated fiction from around the world.

 

The prize is awarded every year for a single book, which is translated into English and published in the UK and Ireland. Both novels and short-story collections are eligible. Authors and translators are considered to be equally important, with the £50,000 prize being split between them. In addition, each shortlisted author and translator will receive £1,000. The judges considered 108 books.

 

2019 longlist is:

Author (Original Language –Country/territory), translator, title (publisher/imprint)

  • Jokha Alharthi (Arabic / Omani),  Marilyn Booth, Celestial Bodies (Sandstone Press Ltd)
  • Can Xue (Chinese / Chinese), Annelise Finegan Wasmoen, Love In The New Millennium (Yale University Press)
  • Annie Ernaux (French / French), Alison L. Strayer, The Years (Fitzcarraldo Editions)
  • Hwang Sok-yong (Korean / Korean), Sora Kim-Russell, At Dusk (Scribe, UK)
  • Mazen Maarouf (Arabic / Icelandic and Palestinian), Jonathan Wright, Jokes For The Gunmen (Granta, Portobello Books)
  • Hubert Mingarelli (French / French), Sam Taylor, Four Soldiers (Granta, Portobello Books)
  • Marion Poschmann (German / German), Jen Calleja, The Pine Islands (Profile Books, Serpent's Tail)
  • Samanta Schweblin (Spanish / Argentine and Italian), Megan McDowell, Mouthful Of Birds (Oneworld)
  • Sara Stridsberg (Swedish / Swedish), Deborah Bragan-Turner, The Faculty Of Dreams (Quercus, MacLehose Press)
  • Olga Tokarczuk (Polish / Polish), Antonia Lloyd-Jones, Drive Your Plow Over The Bones Of The Dead (Fitzcarraldo Editions)
  • Juan Gabriel Vásquez (Spanish / Colombian), Anne McLean, The Shape Of The Ruins (Quercus, MacLehose Press)
  • Tommy Wieringa (Dutch / Dutch), Sam Garrett, The Death Of Murat Idrissi (Scribe, UK)
  • Alia Trabucco Zeran (Spanish / Chilean), Sophie Hughes, The Remainder (And Other Stories)

 

The longlist was selected by a panel of five judges, chaired by Bettany Hughes, award-winning historian, author and broadcaster, and is made up of writer, translator and chair of English PEN Maureen Freely; philosopher Professor Angie Hobbs; novelist and satirist Elnathan John and essayist and novelist Pankaj Mishra.

 

Bettany Hughes, chair of the 2019 Man Booker International Prize judging panel, said:

 

‘This was a year when writers plundered the archive, personal and political. That drive is represented in our longlist, but so too are surreal Chinese train journeys, absurdist approaches to war and suicide, and the traumas of spirit and flesh. We’re thrilled to share 13 books which enrich our idea of what fiction can do.’

 

 

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publicado às 22:32


Booker Prize

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.10.08

Romance sobre a Índia dos pobres ganha Booker Prize

Aravind Adiga tem 33 anos e venceu o Booker com livro de estreia

O Man Booker Prize foi ontem para o romancista indiano Aravind Adiga pelo seu primeiro romance The White Tiger (O Tigre Branco), lançado pela Atlantic Books. O autor tem 33 anos e é o segundo jovem a receber a distinção em 40 anos de atribuição do prémio. O galardão tem o valor de 50 mil libras (64 mil euros).

Aravind Adiga, que vive em Mumbai, nasceu na Índia, em Madras, e foi criado, em parte na Austrália. Estudou em Columbia e em Oxford. Correspondente da Times, tem colaborado também no Financial Times, no Independent, e no Sunday Times. É o segundo escritor jovem a receber este prémio. Ben Okri tinha 32 anos quando foi galardoado, em 1991, com a obra The Famished Road.

"O que distingue este livro é a sua originalidade", disse Michel Portillo, ex-ministro de John Major, no jantar de gala em Londres no qual foi anunciado o vencedor. E sublinhou: "Para muitos de nós, este é um território inteiramente desconhecido - o lado sombrio da Índia."

The White Tiger surge entre duas Índias socialmente extremadas e a personagem principal, de uma classe desfavorecida, poderia encontrar-se, segundo o autor, numa qualquer viagem pelo seu país.

Trevas e luz fundem-se, pois, nesta obra irreverente e profunda que, no entendimento do júri, analisa questões sociais muito importantes: "a divisão entre ricos e pobres, bem como a impossibilidade destes escaparem ao seu destino."

O livro trata dessa temática com um imenso humor, sendo a sua leitura considerada perturbadora e aliciante, por vezes desconcertante. A narrativa acompanha o percurso de Balram Halwai, filho de um puxador de riquexó (à semelhança do pai do escritor) cujo sonho de escapar à miséria vivida na sua aldeia o levou a realizar uma viagem a Nova Deli e Bangalore. Comparando a personagem do livro a Macbeth, de William Shakespeare, Portillo considera-a tão simpática como "absolutamente vil".

Confessando a sua emoção ao ver-se chegar ao fim da corrida ao Booker Prize, lado a lado com nomes como Amitav Ghosh ou Salman Rushdie , Adiga não deixou de referir que nasceu em Mumbai, onde não há muita gente que conheça este prémio: "Continuo a ter de esperar em longas filas, a ter de viajar, pela manhã, em comboios superlotados e a viver com medo de adoecer porque a água que bebemos não é segura."

Numa entrevista ao site do Booker (http/www.themanbookerprize.com), o escritor afirma que a vida continua como dantes, desmentindo a ideia de que The White Tiger possa ser um livro com intenções políticas ou sociais: "É um romance, criado para provocar e entreter os leitores."

Adiga pede, no entanto, a quem o lê que reflicta sobre alguns aspectos da obra, porque está cada vez mais convencido de que "o sistema senhor-escravo, que afecta a classe média indiana, está a abrir a sociedade ao crime e à instabilidade."O autor já havia dito à agência Reuters, antes do anúncio do prémio, que Balram Halwai pertence à "subclasse indiana invisível": "O romance procura dar voz literária àqueles que ficam de fora das narrativas de nossos tempos: os pobres", salientou. Ao prémio, dedicou-o, segundo o The New York Times, à gente de Nova Deli, onde viveu e escreveu o livro.

Notícia retirada do "DN"

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publicado às 12:07


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