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#1928 - Poderosa e incontrolável: A Troika

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.04.15

Documentário do canal franco-alemão Arte sobre as intervenções da Troika. Contém cenas eventualmente chocantes, não sendo recomendado a quem acredita na propaganda do governo. Nunca será visto num canal português.

Post retirado do blog "AVENTAR"

 

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publicado às 18:45


#1828 - Leitura de outros blogs

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.02.13

Carta aberta a Pedro Passos Coelho

 
M. Conceição Batista

S.SOCIAL VERSUS PENSIONISTAS, REFORMADOS E APOSENTADOS (CARTA ABERTA A PEDRO PASSOS COELHO)


FALEMOS SÉRIO!!!!

Pedro é o trato que usarei para me dirigir a ti, naquilo que há para falarmos sério. Porque sou veterana, apesar de ter consciência de que não somos amigos.

 

Não és meu amigo, como me trataste, hipocritamente e de forma quase insultuosa, na tua mensagem de Natal. Eu não sou tua amiga, porque não tenho como amigos quem me insulta, quem procura humilhar-me, que mente e me tira o que a mim me pertence. Amigos respeitam-se. E eu não me sinto respeitada por ti, Pedro.

 

E não sou hipócrita ao dizer frontalmente o que sinto, na pele daquilo que é hoje o meu estatuto: pensionista, reformada APÓS 49 ANOS DE TRABALHO. Mais anos do que aqueles que tens de vida, Pedro.

 

Falemos sério, Pedro. Porquê essa obstinada perseguição àqueles que construíram riqueza nacional ao longo de muitos anos de trabalho, enquanto tu, Pedro, crescias junto de pais que, creio, trabalhavam para tudo te darem, e que hoje não valorizas como esforço enquanto cidadãos e enquanto pais?

 

Porquê essa perseguição obsessiva àqueles que construíram um país de verticalidade, de luta e resistência, enquanto caminhavas nas hostes dos boys de um partido disponível para compensar aqueles que gostam de “engrossar” a voz, mesmo que desrespeitando os que tudo fizeram pela conquista do espaço democrático, onde cresceste em liberdade? Uma liberdade conquistada, muito suada, e por isso ainda mais digna de ser respeitada?

 

Respeito, Pedro, é o que se exige por aqueles que hoje persegues, lesto e presto sem sentido, como que procurando um extermínio que não ousas confessar.


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Retirado do blog "AVENTAR"

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publicado às 18:03


#1826 - Leitura de outros blogs

por Carlos Pereira \foleirices, em 31.01.13

Somos todos iguais, disse o banqueiro


 

 

Há algo de delirante em muito do que acontece hoje, naquilo que nos é apresentado como notícia, e nos actores dessas notícias, como se vivêssemos num estado perpetuamente febril e nesse estado ajuizássemos a normalidade do mundo.

Só num cenário de delírio, e de delírio colectivo, se poderia apresentar o responsável por uma empresa que acaba de auferir pouco mais de 249 milhões de euros de lucro (no mesmo ano em que apresentou um pedido de ajuda ao Estado de 1.5 mil milhões de euros) e afirmar o que afirmou:

Se os gregos aguentam uma queda do PIB de 25% os portugueses não aguentariam porquê? Somos todos iguais, ou não? Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer. E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, nessa situação e a sofrer tanto aguentam porque é que nós não aguentamos”

Já sabem que quem proferiu estas declarações foi Fernando Ulrich, presidente do BPI e criador do mantra “ai aguenta, aguenta” que a elite nacional vem repetindo com fervor crescente. Esta evocação dos gregos e dos sem-abrigo como exemplo, supõe-se que de estoicismo e resiliência, é insultuosa e este ainda é o adjectivo mais manso que me ocorre.

Ulrich está muito, mas mesmo muito longe de sentir empatia seja pelos gregos seja pelas pessoas sem-abrigo e quem tiver dúvidas disto pode ir ver as imagens das declarações, que não é preciso ser especialista em comunicação não-verbal para percebê-lo. Citá-los porque lhe dá jeito não é reconhecê-los como gente, é só mais uma forma de reduzi-los a parte da casuística do desastre económico, danos colaterais sem maior transcendência.

Enfiar-se a si mesmo nos seus argumentos como alguém a quem, em teoria, a crise poderia afectar, é um recurso manco. Porque não podem estar no mesmo plano a possibilidade remota de Ulrich vir a ser um sem-abrigo e os factos concretizados da Grécia ter sofrido uma redução de 25% do PIB e de que quase um milhão de portugueses esteja desempregado.

Não é igualmente delirante que possamos ouvir da boca de um banqueiro a frase, que infelizmente não lhe vai servir de mantra, “somos todos iguais, ou não?”, quando o que mais tem mercado a situação económica e social actual é o aprofundamento das desigualdades, e sendo a banca de longe o sector mais privilegiado?

É ou não delirante, para não dizer filho da puta, que se apele ao estoicismo e ao sacrifício, citando como exemplo quem dorme nas ruas, quando se apresentam resultados de 249 milhões de euros de lucro?

E que se remate tudo com a cínica pergunta: “Somos todos iguais ou não?”


Post retirado do blog "AVENTAR"

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publicado às 20:21


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