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#918 - "Se dá trabalho também dá prazer"

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.07.09


Alice Vieira, escritora há 30 anos, está de parabéns “por tantos e tão bons livros”, slogan da megacampanha que a Leya lhe preparou em surpresa. Até o neto dar o alarme.


Correio da Manhã – Como é que "uma escritora de manias" mas sem "a mania das grandezas" lida com uma megacampanha que inclui posters e crachás...

Alice Vieira – Só comecei a perceber que havia qualquer coisa por aí quando todos os jornais, de repente, queriam falar comigo... E quando um dos meus netos, o Diogo, disse: "Na FNAC há um cartaz com uma cara igual à tua. Só não és tu porque a do cartaz tem o cabelo azul..." Uma das coisas de que mais gosto na campanha é desse meu súbito cabelo à Wanda Stuart!

– E que manias são aquelas de que é pecadora confessa?

– Antes de começar a escrever tenho de limpar a mesa, ponho um caderno moleskine novo ao lado do computador, encho a parede em frente com fotografias das pessoas que amo e escolho o CD que me vai acompanhar durante o tempo de escrita. Cada romance tem a sua música de fundo... O próximo, a começar no dia 1 de Agosto, vai ter a ‘Mãe’ do Rodrigo Leão.

– Além do merchandising, a editora vai enviar um livro seu para Timor por cada postal que uma criança lhe escreva... Ideia sua?

– Foi. Achei boa ideia ligar a minha paixão pela escrita à minha paixão por Timor... Timor só suscita reacções extremas: ou se odeia ou se ama. Senti que ia ficar ligada desde o momento em que pisei aquela terra. E as pessoas são tão cativantes, abraçam-nos, querem sempre aprender mais. A única coisa que vi as crianças pedir foi lápis.

– Este é o Ano Alice Vieira?

– Todos são. Estou contente por os meus patrões se lembrarem de festejar os meus 30 anos de trabalho, mas não vou trabalhar mais nem melhor... O que dá trabalho, dá prazer e já tenho encomendas para três romances, um livro de crónicas e um texto para o maestro Eurico Carrapatoso musicar para a Orquestra Metropolitana de Lisboa...

– E a sua relação com a poesia?

– É uma relação diferente da que tenho com o resto da minha produção. Acho que devia ter usado outro nome, não como pseudónimo, mas como heterónimo porque, em poesia, sou mesmo outra pessoa.

– Desde a estreia, com ‘Rosa, Minha Irmã Rosa’, o que mudou?

– Tudo. O Mundo. Um mundo sem telemóveis nem laptops, sem via verde nem multibanco, sem televisão por cabo nem microondas, sem CD nem Zara... E nós vivíamos!

PERFIL

Alice Vieira completou este ano 66 de idade, 40 de jornalismo e 30 de literatura. Com obra feita e premiada em todos os géneros, é nos jovens que tem os mais fiéis leitores e, já em Setembro, recebe em Gotemburgo, o Prémio Peter Pan. Há dois anos descobriu a poesia e, dois livros mais tarde (‘Dois Corpos Tombando na Água’ e ‘O Que Dói às Aves’), é oficial: temos poeta!


Entrevista publicada no "Correio da Manhã"

 

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publicado às 12:12


#880 - Prémio Peter Pan distingue romance de Alice Vieira

por Carlos Pereira \foleirices, em 21.07.09

A escritora Alice Vieira obteve, com o romance juvenil "Flor de Mel", a Estrela de Prata do Prémio Peter Pan, atribuída pela International Board on Books for Young People, IBBY, e a Feira do Livro de Gotemburgo, na Suécia.

"Honungsblomma" na tradução sueca, "Flor de Mel" foi publicado na Suécia pela Lusima Böcker em 2008. O prémio, sem dotação pecuniária, consta de um diploma para o autor, o ilustrador, o tradutor e o editor sueco.

Como a autora relembrou à agência Lusa, o livro, um dos primeiros romances juvenis que escreveu, conta "a história de uma criança muito imaginativa que vive com o pai, mas a quem nunca ninguém fala da mãe e para quem ela imagina destinos fabulosos".

No final, o pai "aparece em casa com uma senhora ao lado" mas, observa Alice Vieira, tudo fica "um bocadinho em aberto: os mais optimistas dirão que é a mãe que regressa, outros que é a segunda mulher do pai".

"É uma história muito poética", sintetizou.

Relativamente ao prémio, que vai juntar-se a uma já longa lista de galardões recebidos numa carreira literária iniciada há 30 anos, Alice Vieira realça sobretudo a importância que tem o reconhecimento do seu trabalho literário por entidades prestigiadas como a IBBY.

Instituído em 2000 pelo IBBY e pela Feira do Livro de Gotemburgo, o Prémio Peter Pan é atribuído anualmente a um livro infantil ou juvenil de autor estrangeiro com qualidade literária e temática.

O IBBY, uma associação internacional sem fins lucrativos criada em 1953 em Zurique e com secções nacionais em dezenas de países, entre os quais Portugal, apoia a divulgação, por vários meios, da boa literatura para crianças e jovens em todo o mundo

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publicado às 12:42

“Aconteceu uma coisa terrível na Educação: tudo tem de ser divertido, nada pode dar trabalho” - afirmações da escritora Alice Vieira em entrevista ao jornal Público.

 

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publicado às 18:46


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