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Presenças – O elogio da revelação

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.10.08
 

 

Inaugura na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, no próximo sábado, 25 de Outubro, pelas 17h30, a exposição de pintura “Presenças - O elogio da revelação”, de Rui Alexandre.
Segundo o artista esta exposição “…mostra assim meu percurso, marcado por momentos de sombra mas também de luz, representados sobretudo através da cor. Tal como eu gradualmente evoluo, também a minha obra se transforma.”
A exposição vai estar patente até 23 de Novembro de 2008 e pode ser visitada de segunda a sábado, das 12h00 às 23h00 e domingo das 15h00 às 23h00.
 
Retirado do blog "bibliotecadafeira"

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publicado às 17:36


Roubados dois livros de Sousa Tavares

por Carlos Pereira \foleirices, em 22.10.08
 

Com o título «Miguel Sousa Tavares tem as suas suspeitas sobre quem lhe levou portátil com inéditos» o Público de hoje acompanha a novela do roubo em casa do jornalista: «Miguel Sousa Tavares acredita que o roubo do seu computador pessoal da sua casa de Lisboa, durante o fim-de-semana, foi um acto direccionado para prejudicar o seu trabalho. No portátil estavam os únicos exemplares completos de duas novas obras literárias que está a escrever, um conto de viagens e uma peça de teatro. O seu editor, António Lobato Faria, da Oficina do Livro, classifica o furto como "um atentado censório, à liberdade de expressão e criação de um autor".»

Diz MST: «Tenho inimigos, haverá pessoas que gostariam que eu não escrevesse mais sobre alguns assuntos, mas fazer essa associação é excessivo. […] Posso pensar em alguns suspeitos, mas não em voz alta.»

 

Notícia extraída do blog LER

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publicado às 23:15


4R-Quarta República

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.10.08

Notícias com tradução simultânea

 

Nunca fui grande consumidora de televisão mas gostava de ver os programas informativos e os debates, confiando que seria uma maneira relativamente fácil de conhecer os factos e de ouvir pessoas especializadas em cada área a trocar ideias sobre os mesmos, habilitando-me a formar a minha própria leitura dos factos.
Mas esses formatos cedo se transformaram numa espécie de programas de entretenimento, em que o prazer de dissecar notícias, perorar sobre elas e tergiversar sobre as suas implicações se tornou numa espécie de desporto. Abre-se a televisão para ver as notícias e o que é que se vê? Jornalistas a lerem notícias e logo a seguir opiniões, análises, comentários de…outros jornalistas! O que parece é que os factos que apresentam são só meros pretextos para explodirem na sua apreciação, para se sentarem sucessivamente na cadeira de entrevistador ou de entrevistado, tudo num círculo quase fechado, com a cumplicidade do tratamento por tu, que cria a maior das confusões e que impede que se distinga com clareza quem deve informar e quem deve esclarecer as dúvidas que a informação suscita. Que torna praticamente impossível destrinçar o que são factos e o que são leituras derivadas.
Não quero com isto dizer que não possa haver pessoas que, além de jornalistas, têm também capacidade para analisar e comentar certos temas específicos, mas nesse caso é nessa qualidade que devem intervir, e não na de jornalista. A questão é que a credibilidade e a competência estão hoje completamente confundidas com o número de vezes que se aparece no ecrán ou aos microfones, ou seja, parte-se do princípio de que uma cara bem conhecida da televisão capta tantas ou mais audiências atentas e crédulas como qualquer guru especializado na matéria. E que é mais eficaz apresentá-lo como jornalista do que como economista, ou jurista, que porventura também seja.
Na rádio é mais ou menos o mesmo, sintoniza-se um posto e lá estão as tertúlias entre jornalistas, seja o tema questões internacionais, económicas, judiciais, desportivas, sociais, relatórios mundiais, guerra ou paz. Ou então chama-se um nome sonante para falar sobre a matéria e a seguir o que ele disse é logo desfeito, ampliado ou retalhado, já se isolou o que interessa e se omitiu o que não convém ou não se entendeu, tudo de repente, num frenesim ouve-comenta-conclui, uma verdadeira trituradora que muitas vezes deixa irreconhecíveis as notícias e as declarações que lhes serviram de pretexto.
Está instalado um exercício de “tradução simultânea” que não deixa espaço para que o espectador forme a sua própria ideia ou tenha sequer a ousadia de vir a arriscar uma opinião, porque quando chega ao fim do espaço “informativo” já nem se lembra o que esteve na origem de tantas apreciações, intenções, cálculos, receios e vaticínios. Os jornalistas apropriaram-se do espaço de comunicação e a notícia já não é o que aconteceu mas o que se pensa que devia ter acontecido. As notícias são apenas um ingrediente do produto que é servido pronto a ser consumido.
 
Texto escrito pela Suzana Toscano no blog 4R-Quarta República

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publicado às 18:44


LER 73 já na rua!

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.10.08

 

Já sabe: a LER está nas bancas — com um conto inédito de José Cardoso Pires, que  morreu a 26 de Outubro de 1998 – mas ainda parece que foi ontem que entrou na antiga redacção da LER para entregar o conto. Revisitar a obra do autor de O Delfim é ir para além de todas as páginas que escreveu. Textos de Alexandre Pinheiro Torres (recuperado da época), Pedro Tamen, João Rodrigues, Nelson de Matos, Fernando Venâncio, José Mário Silva, Filipa Melo, Inês Pedrosa e Francisco José Viegas. Fotografias de João Francisco Vilhena (que assina a bela foto da capa).

 

Entrevista com António Manuel Pires Cabral: o jornalista Carlos Vaz Marques deixou-se conduzir pelo poeta transmontano através das ruas de Vila Real sempre com poemas por perto – e polémicas, recordações, histórias, Camilo e Torga. E termina com um aviso: Pires Cabral tem tudo para ser uma extraordinária revelação para muita gente.

 

Nobel: Retratos do galardão mais cobiçado. Olhámos para a história e fizemos as nossas escolhas: os galardoados que nunca mais se recompuseram, os eternos favoritos, os que caíram no esquecimento, os que recusaram, etc. Por José Mário Silva.

 

José Mattoso surpreendeu-se como livro O Mito das Nações, de Patrick J.Geary — e escreve sobre isso.

 

Listas: Miguel Real escolhe os cinco personagens que gostaria de ter criado nos seus romances e Maria Filomena Mónica aponta, um a um, os livros da sua vida.

 

Rogério Casanova sobre G.K. Chesterton: Cem anos depois, a leitura de O Homem Que Era Quinta-Feira continua a ser uma boa maneira de combater a anarquia do aborrecimento, garante Casanova, que também escreve sobre Martin Amis na sua coluna Pastoral Portuguesa, onde analisa os «programas culturais» da SIC e da TVI.

 

A Sala do Escritor: Manuel António Pina trabalha prerencialmente de madrugada, entre gatos, livros e fotografias – à espera do «remorso» de Borges.

 

Frederico Lourenço. Novos Ensaios Helénicos e Alemães é o próximo livro deste escritor e tradutor premiado. Como sempre, editado pela Cotovia.

 

Crónicas de Abel Barros Baptista, José Eduardo Agualusa, Pedro Mexia, Eduardo Pitta, Filipe Nunes Vicente, Francisco Belard, Inês Pedrosa e Onésimo Teotónio de Almeida. Colunas sobre livros de ensaio, de Rui Bebiano, de economia & gestão, de Fernando Sobral, e infantis, de Carla Maia de Almeida.

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publicado às 13:06


Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.10.08

Amanhã  (hoje) , o novo opus de Herberto Helder, A Faca não Corta o Fogo - súmula & inédita (Assírio & Alvim), começa a chegar às livrarias. É, não tenham dúvidas, um dos maiores acontecimentos editoriais do ano. E para o comprovar basta que leiam três dos poemas inéditos do livro:

a vida inteira para fundar um poema,
a pulso,
um só, arterial, com abrasadura,
que ao dizê-lo os dentes firam a língua,
que o idioma se fira na boca inábil que o diga,
só quase pressentimento fonético,
filológico,
mas que atenção, paixão, alumiação
¿e se me tocam na boca?
de noite, a mexer na seda para, desdobrando-se,
a noite extraterrestre bruxulear um pouco,
o último,
assim como que húmido, animal, intuitivo, de origem,
papel de seda que a rútila força lírica rompa,
um arrepio dentro dele,
batido, pode ser, no sombrio, como se a vara enflorasse com as faúlhas,
e assim a mão escrita se depura,
e se movem, estria atrás de estria, pontos voltaicos,
manchas ultravioletas a arder através do filme,
leve poema técnico e trémulo,
linhas e linhas,
línguas,
obra-prima do êxtase das línguas,
tudo movido virgem,
e eu que tenho a meu cargo delicadeza e inebriamento
¿tenho acaso no nome o inominável?
mão batida, curta, sem estudo, maravilhada apenas,
nada a ver com luminotecnia prática ou teórica,
mas com grandes mãos, e eu brilhei,
o meu nome brilhou entrando na frase inconsútil,
e depois o ar, e os objectos que ocorrem: onde?
fora? dentro?
no aparte,
no mais vidrado,
no avêsso,
no sistema demoroso do bicho interrompido na seda,
fibra lavrada sangrando,
uma qualquer arte intrépida por uma espécie de pilha eléctrica
como alma: plenitude,
através de um truque:
os dedos com uma, suponhamos, estrela que se entorna sobre a mesa,
poema trabalhado a energia alternativa,
a fervor e ofício,
enquanto a morte come onde me pode a vida toda

*

aparas gregas de mármore em redor da cabeça,
torso, ilhargas, membros e nos membros,
rótulas, unhas,
irrompem da água escarpada,
o vídeo funciona,
água para trás, crua, das minas,
tu próprio crias pêso e leveza,
luz própria,
levanta-os com o corpo,
cria com o corpo a tua própria gramática,
o mundo nasce do vídeo, o caos do mundo, beltà, jubilação, abalo,
que Deus funciona na sua glória electrónica

*

rosto de osso, cabelo rude, boca agra,
e tão escuro em baixo até em
cima a linha
de ignição das pupilas
¿em que te hás-de tornar, em que nome, com que
potência e inclinação de cabeça?
o rosto muito, o ofício turvo, o génio, o jogo,
as mãos inexplicáveis,
a luz nas mãos faz raiar os dedos,
que a luz se desenvolva,
e a madeira se enrole sobre si mesma e teça e esconda a obra
e retorne e abra e mostre então
a abundância intrínseca,
porque se eriça num arrepio e se alvoroça
o espaço, e brilha quando,
no dia global,
espacial, no visível,
o caos alimenta a ordem estilística:
iluminação,
razão de obra de dentro para fora
— mais um estio até que a força da fruta remate a forma

 

 

publicou o Bibliotecário de Babel às 19:49 de Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

 

Post retirado do blog "Bibliotecário de Babel" 

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publicado às 18:18


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