Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Recinto

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.11.08

Onde porei o ouvido que não escute

minha voz a chamar-te?

E onde não escutar este silêncio

que te afasta lentamente triste?

 

Eu caminho as horas presenciadas

em nós por nós os dois.

Sei desse fruto maduro das vozes

em campos de setembro.

 

Sei da noite esbelta e já tão nua

em que nossos corpos eram um.

Sei do silêncio perante a gente obscura,

de calar este amor que é de outro modo.

 

Enquanto chove a ausência liberto

a escravidão de carne e a alma só

no ar suspende sua águia amorosa

que as nuvens pacíficas igualam.

 

Poema de Carlos Pellicer (1899-1978) - México

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:41



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog




Links

Outras Foleirices

Comunicação Social

Lugares de culto e cultura

Dicionários

Mapas

Editoras

FUNDAÇÕES

Revistas