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Barco sem voz

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.11.08

No dia  que a âncora enfim seja tempo de erguer,

Do porto um barco partindo, sem meta saber,

Sem voz passa: ao largo trará passageiro afinal?

Não há mão no ar, nem de lenço no adeus um sinal

P'ra quantos ficaram no cais, travessia é ruim,

O húmido olhar, negro céu fita dias sem fim.

Oh, almas penadas! O último barco não é!

Da vida deserta o último luto não é!

No mundo, amante e amado esperam em vão:

Mal sabem que amores partidos não mais voltarão.

De quantos partiram, contente lá está cada um,

Muito ano passou: da viagem não volta nenhum.

 

Poema de Yahyã Kemal Beyatli [1884-1958] - Turquia, tradução de Doina Zugravescu

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publicado às 11:30


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