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Os Sem Nada

por Carlos Pereira \foleirices, em 18.11.08

A mente separada do corpo

vagueia por etéreas estrelas,

mas o corpo, matéria frágil,

decadente,

vagueia por esquinas de pedra,

medo

raiva

pecado,

sem sentido, desnorteado, à procura do nada.

olhos já cegos, as lágrimas que secaram

os pés que choram em

sapatos desassossegados

já disformes de tanto cansaço

tropeçam em corpos semelhantes

tão famintos

esfarrapados

silenciosos

que não se queixam,

já não se importam

as dores às vezes esquecidas no

fundo de uma garrafa.

As mãos ainda arregassam a alma,

e espantam, às vezes, o esquecimento;

outras vezes,

um sorriso infantil em noite de natal,

a desesperança na esperança de saber

o nome por que o chamarão

não importa se amanhã

mas esse dia,

num amanhã qualquer

acabará por acordar

 

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publicado às 16:54


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