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Arte poética

por Carlos Pereira \foleirices, em 16.11.08

Quatro estações do ano e nenhuma quinta para se decidir por uma delas

 

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Era tão grande o seu amor por ela que teria conseguido levantar a tampa do caixão - se a flor que ela aí colocou não fosse tão pesada.

 

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O abraço dela durou tanto que o amor deseperou deles.

 

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Tinha chegado o dia do juízo e, para se procurar a maior das infâmias, a cruz foi pregada em Cristo. 

 

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Enterra a flor e põe o homem sobre esta campa.

 

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A hora saltou do relógio, pôs-se à frente dele e ordenou-lhe que andasse certo.

 

Paul Celan - A arte poética [O Meridiano e outros textos] - Edições Cotovia, 1996, e Suhrkamp Verlag, Frankfurt am Main, 1971.

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publicado às 18:18



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