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Cartas, ao entardecer

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.10.08

 

Os silêncios e as ausências eram rompidos, antigamente, pelo cheiro de tinta desenhado sobre folhas de papel com linhas, recatadas dentro de envelopes selados com a humidade da saliva das palavras que saiam de tinteiros de porcelana.

E a tinta escorria das penas de metal e contava as histórias de partidas e chegadas, nascimentos e mortes, baptizados e casamentos, notícias da égua e dos seus poldros, as arrobas dos porcinos, a lembrança do natal, recomendações várias, "os meninos como estão".

Antigamente era assim que se contavam as histórias da vida e dos mundos, no sossego de uma mesa enfeitada com toalhas de croché.

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publicado às 17:39



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