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Divagações

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.05.08

2006/06/13

Os mediocres

"A política é algo de extremamente violento, um mundo de brutos", disse Franz Olivier Giesbert, jornalista, escritor e editor da revista francesa "LE POINT".

E um problema só é problema se tiver solução... se o problema não tiver solução, então não temos problema. Pode parecer confuso e paradoxal, mas não, é muito simples de perceber.

E se no mundo da politica local temos um problema, logo teriamos a solução. Isto é, se quisessemos e pudessemos, mas não tenho essa  certeza. E a solução passaria, por exemplo, de tempos a tempos termos a legitima capacidade de referendar os actos politicos, administrativos e morais que agem em contradicção com as promessas e os programas que foram expressos e defendidos nas campanhas eleitorais. Isto é, os politicos foram eleitos por nós, logo também teriamos o poder de , em qualquer altura, os demitir das suas funções. A isto eu chamo democracia. A isto eu chamo participação política e de cidadania. Mas também de ingenuidade...

Isto é o meu desejo, mas a realidade é bem diferente, infelizmente. E se rodarmos o pescoço em todas as direcções aquilo que vemos é triste e confrangedor. Só vemos "homenzinhos" com falta de vergonha e carácter, cinzentos, analfabetos, medíocres, petulantes, empertigados,  que têm uma visão distorcida e divorciada das realidades sociais, culturais e económicas dos seus concelhos. E, ainda para nossa desgraça têm o cuidado de se rodear de pessoas que procuram na politica apenas e tão só a visibilidade e o protagonismo que não tiveram nas suas vidas ou profissões e cuja única função é a promoção dos medíocres, bajuladores e dos lambe-botas que gravitam em torno do seus umbigos que julgam ser o centro dos seus mundos. E dos outros. E julgam-se importantes, mas apenas são tolos vaidosos e impertinentes, alvo do escárnio e mal-dizer.

Mas, infelizmente, são eles os detentores do poder e dos pequenos poderes construídos habilmente e julgam-se, por isso,  deuses, mas esquecem-se que também os deuses caem facilmente em desgraça, e por isso, no passado eram apedrejados.

 

Posted by carlos pereira at 23:17:51 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/06/09

Muitas vezes olhamos sem observar

Olho, melhor,  observo a folha branca posta diante de mim e prescruto-lhe a alma; porque não basta olhar. Olhar é diferente de observar, é ser desatento e apenas deixar correr os olhos de forma fugidia  pelo óbvio  que apenas deixa impressões muito ténues fáceis de esquecer e que são enganadoras. Pelo contrário, observar é um exercício que exige  disponibilidade, rigor, olhar límpido e descomprometido, sem falsos preconceitos e ideias pré-estabelecidas. Observar é perceber o que está por detrás do óbvio, de um gesto que nos parece ser banal, de palavras de circunstância ditas de forma automática e distraída. É perceber que o óbvio não é tão óbvio assim e que olhar, apenas, é profundamente redutor.

E continuo a observar a folha de papel, não a olhar, e revelo-lhe as minhas inquietações e a minha decepção por não conseguir descortinar que impressões quer ela que eu grave na superfície da sua alma. E ela observa-me e espera paciente, porque se calhar eu apenas estou a olhar.

 

Posted by carlos pereira at 13:28:24 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/06/05

ALMA

A alma é um arrepio que nos percorre o corpo

até que o rebentar de uma lágrima aconteça.

Posted by carlos pereira at 17:31:35 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/05/29

O TEMPO

O tempo feito de compassos precisos, regulares, automáticos, sem que possamos fazer nada e  onde o futuro já era e o presente é passado mais rápido que um suspiro ou o bater do coração.

E o tempo que aquece, cruel, deixando-nos de rastos, cansados, preguiçosos, molhados,  sem vontade e desejando com ardor uma pequena brisa que nos acalme o desejo de estarrecer.

É meio dia quando olhei o relógio da torre sineira. E o calor fica mais quente, perturbador. E os ponteiros avançam insensíveis a tanto calor, tic, tac, tic, tac,... imperturbáveis, serenos, cumprindo o seu destino informando-me que a noite das brisas frescas está quase ali, ao virar do bater do coração.

Posted by carlos pereira at 23:27:06 | Permanent Link | Comments (0) |

2005/11/21

Divagações

Vale a pena, acho que sim que vale a pena. nem que seja por um instante breve, efémero, que escorre por entre os dedos como se tentassemos agarrar um punhado de areia

 

Posted by carlos pereira at 17:23:56 | Permanen

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publicado às 16:19


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