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Divagações

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.05.08

2006/09/14

Diálogos surdos

- Parece que vai chover...

- É... parece que sim!

- O céu está muito espesso, não achas?

- Não sei, ainda não reparei...

- Sabes, os meus ossos pressentem a mudança de tempo, por isso....

- Claro, pois....

- É, vai chover, sabes os meus ossos...

- Pois... é bem possível...

- Até amanhã.

- Pois sim!

Posted by carlos pereira at 22:14:58 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/09/13

É Domingo

Fim de missa na aldeia. Encontros e banalidades, conversas de domingo ligeiras e às vezes absurdas com despropósitos e inconveniências encobertas pelo telheiro da igreja, ou na tasca bafienta onde rodam copos de três e vidas alheias. Brincadeiras, olhares de soslaio, promessa de encontros breves, passos rápidos e recatados, visões e pensamentos concupiscentes à passagem de viúvas jovens e mulheres solteiras. Apertos de mão que selam compromissos, beijos furtivos, mensagens codificadas que circulam no ar feitas de pequenos e subtis gestos.

É Domingo, numa aldeia.

Posted by carlos pereira at 17:57:31 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/08/28

A idade e as palavras

Esqueci palavras que julgava ser importantes. Mas se as esqueci é porque não eram importantes;  ou será que eram e  esqueci-as por já serem velhas ou por falta de uso?.  Ou estou a ficar velho?.
Posted by carlos pereira at 23:48:18 | Permanent Link | Comments (0) |

Há quanto tempo não digo que te amo

Os gestos são apenas palavras

surdas

silenciosas

que não são ditas por timidez ou pudor.

- Há quanto tempo não digo que te amo?

As palavras, sempre as palavras,

perturbadas, perturbadoras,

às vezes banais

quando ditas mil vezes em vão.

- Há quanto tempo não digo que te amo?

O crespúculo do dia quando os nossos olhos abraçam o declinar do sol e

as minhas mãos procuram os teus dedos...

Um gesto simples, prenhe de eloquência, que

as palavras não conseguem entender.

- Há quanto tempo não digo que te amo!

Posted by carlos pereira at 20:17:55 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/08/27

Viver

Viver,  é morrer devagarinho todos os dias.
Posted by carlos pereira at 16:44:41 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/08/20

O Vento

O vento é o ar que tem saudades das folhas das árvores.
Posted by carlos pereira at 20:22:46 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/08/15

Viva o Verão

Enterro o meu desejo na areia molhada enquanto te observo. É Verão... tudo é permitido. A Natureza é perversa na sua suculência de cores, perfumes, abundância, voluptuosidade.

Viva o  Verão! Cool

Posted by carlos pereira at 01:15:09 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/08/14

 

O teu sorriso é apenas uma metáfora que esconde

cada nome um dia inventado por alguém e

agora convertido numa coisa que as pessoas trocaram entre si

sem lhe dar atenção.

E existimos sempre dentro de palavras. E não só dentro de palavras,

também dentro da história.

A de agora,

a de outrora.

Posted by carlos pereira at 18:35:27 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/06/26

E, pronto...

Sentir necessidade de escrever algo sobre qualquer coisa, não importa o quê, mas faltam as palavras, uma pequena brisa que abra as janelas para as coisas que marcaram as horas e os dias da semana que terminou. Mas não consigo, ponto final. E, provavelmente, quedar-me-ei por aqui, à espera que as letras do alfabeto se juntem em palavras que valham a pena desenhar.
Posted by carlos pereira at 15:12:57 | Permanent Link | Comments (0) |

2006/06/20

Há dias assim...

Quando me perguntam, às vezes eu digo: Não sei... Às vezes nada sei, porque nada quero saber. Desligar-me do mundo, das notícias que correm no ar. Um ar carregado e poluído de ruídos familiares. Que não são apenas sons, mas também imagens estridentes que recebo em silêncio, sem me perturbar. Quero estar indiferente, ser indiferente, relaxar... apenas isso, relaxar. Esvaziar o corpo e a alma dos incómodos, das chatices, dos pequenos e grandes problemas, do quotidiano às vezes cinzento, amargo, triste, doloroso e... profundamente vazio. Apenas desejo ter tempo para deixar correr as lágrimas e assim me poder renovar, purificar, aliviar.

Posted by carlos pereira at 15:20:03

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publicado às 16:18


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