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#1876 -

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.09.13

 

Eu sou um construtor

que ama a clara simetria dos terraços

e em cada poema procuro construir a flexível identidade

de uma possível habitação

Mas sem a alta coluna do teu corpo

não poderia iniciar esta obra diária

A lâmpada solar do teu rosto ilumina a minha mão incerta

e eu vejo o horizonte da minha respiração

e reúno as pedras de uma casa sempre incompleta

mas sempre aberta às artérias do sol

às veias do vento

Em torno dessa imaginária casa verdadeira

há um jardim de plácidas árvores aromáticas

e corre um ribeiro com seus anéis cintilantes e voluptuosos

Um monte de um azul claro como o dorso de um réptil

dá-nos a fronte de aérea tranquilidade

de sermos tão da terra como uma palmeira ou um plátano

Termos assim a pacífica ciência de habitar

e o azul pertence-nos porque o rspiramos

 

Poema de António Ramos Rosa in "O teu rosto"- edição Pedra Formosa, Edições, Lda, Março 1994

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publicado às 21:52


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