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#1775 - Armas Brancas

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.11.12

 

 

Até que  o pranto acabe e o cintilar

dos pássaroa sossegue

o ruído do chão será a tua música

as ventanias rústicas

o mar do teu naufrágio.

Austos, arbustos, a flora adocicada

dos Vergeis - ó temporal memória campesina -

seguem-te o andar , deambulando.

É no oco que incide o bolor lento

das mínimas corolas - os anos em permuta.

Se queres ouvir o sol terás de erguer os braços

e atacar o tempo nas ameias do canto.

Ambos seguindo, idade, identidade

- a terra grita, o chão frente

e entretanto:

 

Poema de Armando Silva Carvalho - OBRA POÉTICA (1965-1995) - Edições Afrontamento, julho de 1998

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publicado às 18:20



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