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#1528 - A alma que passa

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.11.11

 

Sentido

 

Fujo de mim como um perfume antigo

foge ondulante e vago de um missal

e julgo uma alma estranha andar commigo,

dizendo adeus a uma aventura irreal.

 

Sou transparencia, chamma pallida, ansia,

ultima nau que abandonou o caes.

No alvôr das minhas mãos chora a distancia

prôas rachadas, longes de ouro, ideaes...

 

Sonho meu corpo como de um ausente,

naufrágo e exsurjo dentro da memoria,

accórdo num jardim convalescente,

 

vago perdido em outros num jardim,

e sinto no clarão da ultima gloria

a sombra do que sou morrer em mim...

 

Poema de Ronald de Carvalho

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publicado às 22:46



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