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Fotografia de Fernando Bagnola
Uma rapariga vai como uma espiga
São de cor de areia suas pernas finas
Seu íris é azul verde e cinzento
Uma rapariga vai como uma espiga
Carnal e cereal intacta cerrada
Mas nela enterra sua faca o vento
E tudo espalha com suas mãos o vento
Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen