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#2949 - POEMA DE ANTÓNIO RAMOS ROSA

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.19

 

O silêncio não existe porque é  o constante rumor de uma inexistência. O que se ouve,  para além do movimento da cidade, é o monótono murmúrio do nada. Apenas sombra de nada, quem nele procura um apelo ou uma resposta não  os encontra ou encontra um sinal negativo. Nada diz esse murmúrio nulo, que é o eco inalterável do vazio do mundo, mas quem o ouve sente a radicalidade da sua negação como se a cada momento nos dissesse: Não há.

 

POEMA DE ANTÓNIO RAMOS ROSA IN «RELÂMPAGO DE NADA», 2004

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publicado às 21:27



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