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#2913 - "JURO NÃO DIZER NUNCA A VERDADE"

por Carlos Pereira \foleirices, em 17.11.18

Javier Marías

Este livro reúne noventa e cinco artigos publicados por Javier Marías no suplemento dominical do El País, no período que vai de 10 de fevereiro de 2013 a 1 de fevereiro de 2015, particularmente difícil em Espanha (e Portugal).Alguns dos temas abordados têm que ver com a sociedade espanhola. Mas até esses interessam aos leitores portugueses que acompanham os episódios governamentais e políticos do país vizinho, que tem afinidades ibéricas com os portugueses.A maioria deles tem no entanto um interesse geral, como é o caso dos abusos e da corrupção governamentais, os lamentáveis hábitos criados por redes sociais como o Facebook e o Twitter, os imaginativos atropelos da gramática, o incivismo que impera nos locais públicos, a xenofobia de alguns, a superstição nas estatísticas e percentagens, a praga das selfies nos museus e a invasão da televisão por programas de culinária.Mas o autor de Coração tão Branco, Os Enamoramentos e Berta Isla revela-nos também os seus gostos e afinidades, dos clássicos de cinema até algum filme recente, as suas referências literárias privilegiadas, e a origem do seu Reino de Redonda, onde os nobres são escolhidos não pela sua perícia no manejo das armas, mas pelos talentos revelados na escrita e outras formas de arte.

Fonte: Relógio D' Água, Editores

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1. É um dos mais destacados autores espanhóis da atualidade. É autor de Los dominios del lobo, Travesía del horizonte, El monarca del tiempo, El siglo, El hombre sentimental (Prémio Ennio Flaiano), Todas las almas (Prémio Ciudad de Barcelona), deste Amanhã na batalha pensa em mim (Prémio Fastenrath, Prémio Rómulo Gallegos, Prix Fémina Étranger), Negra espalda del tiempo, Tu rostro mañana (3 volumes), Os enamoramentos e Coração tão branco (vencedor do Prémio da Crítica em Espanha, do Prix l’Oeil et la Lettre e do IMPAC Dublin Literary Award), estes dois últimos já publicados na Alfaguara).
Tem ainda editados vários livros de contos, antologias e coletâneas de ensaios e crónicas. 
Em 1997, recebeu o Prémio Nelly Sachs, em Dortmund; em 1998, o Prémio Comunidad de Madrid; em 2000, os prémios Grinzane Cavour, em Turim, e Alberto Moravia, em Roma; em 2008, os prémios Alessio, em Turim, e José Donoso, no Chile; e, em 2011, o Prémio Nonino, em Udine, e o Prémio Literário Europeu, todos eles pelo conjunto da sua obra. Entre as traduções de sua autoria, destaca-se a de Tristram Shandy.
Foi professor na Universidade de Oxford e na Universidade Complutense de Madrid. A sua obra encontra-se publicada em quarenta e dois idiomas e cinquenta e quatro países, com seis milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
É membro da Real Academia Espanhola.

Fonte: WOOK

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publicado às 18:43



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