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O orgulho,as glórias e misérias de um improvável pequeno país, pobre e encurralado entre o mar e um vizinho gigante, embarcado numa pequena casca de noz, flâmulas eriçadas sacudidas pelo sopro do mar, o capitão aprumado e grave ordenando a partida, com as velas inchadas prontas a parir o desconhecido que nem a mais delirante imaginação consegue conceber, cavalgam um mar cujo fundo reclama quem nele ousa navegar.

 

É preciso dobrar cabos e tormentas, vencer o medo e o desconhecido, tarefa para homens rudes, corajosos, ambiciosos. Mas também para os condenados ao degredo, ou aventureiros em busca  de suas fortunas, ou simplesmente da liberdade; terra à vista é o que todos desejam ouvir gritar do homem empoleirado nas gáveas, a mão sobre os olhos a servir de pala que o sol queima os olhos e teima derreter-lhe as vísceras e o alento. Mas com estes homens o medo nada consegue, nem os mastodontes.

 

Terra à vista grita o homem equilibrado no topo do mastro. Todos se debruçam sobre o deserto salgado e o oásis espreita lá ao fundo. Não é miragem. É a terra firme e virgem que eles pisarão como sendo os primeiros. Ficarão para a história que alguém há-de narrar, como anónimos sem rosto e nome, apenas lembrarão os nomes dos líderes que ousaram sonhar a aventura da descoberta das novas terras e mares, assinaladas pelos padrões que afirmavam a soberania desse local como pertencente de um pequeno, pobre e improvável país aprisionado pelo mar e por um gigante vizinho.

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publicado às 12:41



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