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#1070 - O teu rosto

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.12.09

Simulo uma fábula

para acariciar as folhas

que ainda não brotaram

Simulo um estábulo de odores espessos

para o conforto do fundo do ventre

para me situar entre as raízes e os astros

Como um insecto na palma do gérmen

e numa torre profunda

vou talhar o arco de um sorriso de água

entre duas vespas agudas do verão

Volto a esta página de argila

e à luz destas paredes fulvas

Subo à garganta cálida do tempo

como um abrigo onde pulsa o sol verde

Estou entre a penumbra e as veias das janelas

entre os astros domésticos

e no movimento de uma calma massa de água

o teu corpo impele a pedra frágil

do meu canto entre a fábula e o real

Poema de António Ramos Rosa, do livro "O Teu Rosto", edição Pedra Formosa, Março 1994

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publicado às 18:35



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