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#1019 - Por outras palavras, de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.11.09
O país subterrâneo

O país subterrâneo

Casa Pia, "Furacão", sobreiros, submarinos, BPP, BPN, Freeport , "Face Oculta"…. Os portugueses vão-se apercebendo, aos poucos, da podridão escondida sob as vistosas roupagens modernaças do regime e entendendo o sentido dos entraves de toda a ordem que, da parte dos partidos do chamado "arco da governação", sempre se intrometem entre as promessas de combate à corrupção e a sua efectivação. Entretanto, uma nova classe de empresários, políticos e ex-políticos vindos do nada instalou-se no país, ascendendo social e economicamente a velocidades nunca vistas e dificilmente explicáveis à luz dos critérios usuais do enriquecimento dentro da lei. Há hoje dois países e duas economias, o país e a economia visíveis e aqueles de que só se ouve falar a espaços, quando alguma investigação criminal os traz episodicamente à luz do dia, e que rapidamente desaparecem de novo na obscuridade pelas portas travessas de uma Justiça que só funciona eficazmente para o cidadão comum. A tentação de se desembaraçar de escrúpulos morais e emigrar para esse país subterrâneo é grande. Aí a vida é fácil, é barata e dá milhões.

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publicado às 12:51


1 comentário

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De Zé da Burra o Alentejano a 12.11.2009 às 11:55

Dezenas de casos são noticiados e dabatidos na "praça pública" (felizmente que ainda há liberdade de imprensa) mas será que são todos fantasia? A verdade é que não se vêem nenhumas condenações das dezenas de casos que chegam ao nosso conhecimento, assim, só há duas hipóteses: Ou é tudo mentira, somos todos paranoicos e "vivemos no melhor dos mundos"; ou as nossas leis e os nossos Tribunais são incapazes de julgar e condenar os corruptos.
A incapacidade de se conseguirem as necessárias provas para as condenações entroncam nos instrumentos e leis que os políticos põem à disposição dos investigadores e Tribunais. Se é esse o motivo, então o caso é grave e levanta até suspeitas de que a dita corrupção domina já os legisladores e os políticos que escolhemos para nos governarem. Mais: Os mais altos cargos da magistratura deveriam ser independentes da política, não deveriam ser escolhidos pelos políticos nem refletir as forças em presença no Assembleia da República. Só assim seriam verdadeiramente independentes.

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