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#1013 - Buland Al-Haydari (1929-1996)

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.11.09



O CARTEIRO


que queres tu carteiro?

estou longe do mundo

sem dúvida estás equivocado...

já que nada de novo há

que o mundo possa trazer a este fugitivo.

o que era

é ainda costume:

sonhar

ou enterrar

ou evocar

enquanto a gente tem ainda seus festejos

e seus funerais juntando festa com festa

seus olhos desenterrados em suas mentes

outro osso para uma nova fome.

a china ainda tem a sua muralha

um mito apagado e um destino em repetição

a Terra tem ainda o seu Sísifo

e uma pedra que não sabe o que quer.


carteiro

sem dúvida estás equivocado...

já que nada é novidade

volta à estrada

já que a estrada tanta vez te trouxe.

e que queremos nós?

 

Poema do Iraquiano, Buland Al-Haydari

 

 

In “Age of the Rubber Seals,” al-Haidari longs for a better time beforehand, before all of the chaos and agony settled into his homeland. The imagery of “whips rasping on our skins” and “chains without crime” highlight the political crisis and anguish in his lifetime. “Return to us our old eyes so we can see the victory that looms in defeat,” he says, wistfully. “We’re bored with your face plunged in rubber implanted in the earth in crime.” This poem expresses an angst that nearly every teenager can relate to, yet it is beneficial to the older generation as well, because poems like these are a wake-up call that things are not all right. Even in translation, one can still feel the impact of this poem.


Age of the Rubber Seals 


Oh Age of ours
(Age of rubber seals,
of whips rasping on our skins,
of chains without crime)
     Return to us our old eyes
our grim, black doors open
to night and gale.
     Return to us our shadows
shaken by trembling candlelight
in the dark night.
     Return to us
our children bare in winter’s anger;
their little hands craving to tear down the sky.
O Age of ours
(Age of rubber seals,
of chains without crime,
of rasping whips)
     Return to us our old eyes
so we can see the victory that looms
in defeat.
     Erect for us
from the feet of locusts in our desert
from the dry cactus
from the limbs of our dead sons
scaffolds that charge us
with anger that can carry us
on a great song

We’re bored with your face plunged in rubber
     implanted
     in the earth
          in crime.

 

From Salma Khadra Jayyusi, ed., Modern Arabic Poetry: An Anthology (New York: Columbia University Press, 1987): 243-44.

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publicado às 22:34


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