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#1012 - Rosaro Csatellanos (1925-1974)

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.11.09



AMANHECER


      Que se faz na hora de morrer? Volta-se

a cara contra a parede?

Agarra-se pelos ombros o que está perto e ouve?

Deita-se cada um a correr, como o que tem

as roupas incendiadas, para chegar ao fim?


      Qual é o rito desta cerimónia?

Quem vela a agonia? Quem puxa o lençol?

Quem afasta o espelho por embaciar?

Porque a esta hora não há mãe nem parentes.


      Já não há soluço. Nada, mais que um silêncio atroz.


      Todos são uma face atenta, incrédula

de homem de outra margem.


      Porque o que sucede não é verdade.


Poema de Rosario Castellanos

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publicado às 22:21



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