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Olhas o branco do papel como se fosse um espelho. E desenhas a primeira letra, esperas pacientemente pela segunda, pela terceira até surgir a palavra.  E finalmente, algo pode acontecer... E novas palavras aparecerão e farão uma fila em cima duma linha imaginária. Pensas logo em comboios; onde tu és a locomotiva e as palavras vagões. Páras na primeira estação. A plataforma está cheia de palavras: umas subirão e outras ficarão. Novas palavras acrescentadas encherão um novo vagão.

O comboio pára num apeadeiro. No apeadeiro só há vírgulas, pontos e vírgulas, dois pontos, e outros sinais gráficos. É a hora das despedidas e das boas vindas. A viagem está quase a terminar. Só falta uma estação. A estação do espanto, da admiração, da magia onde não falta um baloiço onde  estás sentada empurrado pela vovó, num extraordinário jardim que desenhaste com as palavras que já conheces , e que para ti já têm cor, cheiro, forma, significado.

 

Para a minha neta Francisca e a avó

 

 

 

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publicado às 16:58


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