Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




#2391 - QUE COMOVENTE, UM MAU POETA

por Carlos Pereira \foleirices, em 23.05.17

QUE COMOVENTE, UM MAU POETA

 

Que comovente, um mau poeta. Não falam dele

há muitos anos; depois, lentamente, esquecem-no.

Inspirado e branco, agora cambaleia, vacilam

os botões no sobretudo roto e assobia poemas inéditos

ao vento de Inverno.

Que orgulho e força. No seu rosto,

ódio e inveja semelham, de longe, algo como

tristeza etérea. A seu lado, os famosos,

que incensaram artigos pagos e celebram

plateias selvagens, mercadores, ou aventureiros.

Na calva, na fronte altiva de apóstolo, pôs-lhe a vida

coroa de lágrimas, divinizando

sonhos da mocidade, em que prefere acreditar.

Até a má alimentação e magreza que dá

a tísica é uma questão de estilo. Como nos seus livros.

Crítica, literatura - em vão falais.

Ele é o idealismo. Ele é o poeta verdadeiro.

 

Poema do poeta hungaro Kosztolányi Dezsfi (1885-1936)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:49


Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog




Links

Outras Foleirices

Comunicação Social

Lugares de culto e cultura

Dicionários

Mapas

Editoras

FUNDAÇÕES

Revistas