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#2404 - O LAMENTO DA TERRA

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.05.17

 JULES SUPERVIELLE (1884-1960)

 

O LAMENTO DA TERRA

 

Um dia, quando dissermos: «Era o tempo do sol,

Recordem-se, alumiava o mais pequeno ramo

E tanto a mulher idosa como a rapariga admirada,

Sabia dar a sua cor às coisas mal nelas pousava.

Seguia o cavalo corredor e parava com ele.

Era o tempo inesquecível em que estávamos sobre a Terra,

Em que fazia barulho deixar cair qualquer coisa,

Olhávamos em volta com os nossos olhos versados,

Os nossos ouvidos entendiam todas as subtilezas do ar,

E quando o passo do amigo aí vinha, logo o sabíamos;

Apanhávamos tanto uma flor como uma pedra polida,

O tempo em que não podíamos agarrar o fumo,

Ah! só isso as nossas mãos apanhariam agora.»

 

Poema de Jules Supervielle

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(1884–1960) was born in Montevideo, studied in France, then lived alternately in a Paris suburb and in Montevideo. He published ten collections of poetry. T.S. Eliot said of him and Saint-John Perse, "There are no two poets of their generations of whose permanence I feel more assured."

 

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publicado às 18:59


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