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#2239 - Festival PortoCartoon - 19.ª Edição

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.03.17

Cartoon vencedor

 

O cartoonista belga Luc Vernimmen é o grande vencedor da 19.ª edição do festival PortoCartoon, que teve como tema o turismo.

A obra satírica Sustainable Tourism denuncia “a atracção das pessoas pela morbidez”, explica Luiz Humberto Marques, membro do júri e director do Museu Nacional da Imprensa, que todos os anos organiza o festival. O desenho mostra em primeiro plano um autocarro vermelho onde se lê “Syria City Tour” e que transporta um grupo de turistas. As pessoas, algumas dentro e outras fora do autocarro, fotografam o “drama da destruição” que a guerra provocou no país.

Jitet Kustana, da Indonésia, recebeu o segundo prémio com a obra Sunbathing in the Beach, e o terceiro lugar foi para Ángel Boligán, do México, com uma representação do muro que Donald Trump prometeu construir a formar a lâmina de uma guilhotina.

 

Na categoria de caricaturas, os homenageados desta edição foram o pintor espanhol Pablo Picasso, a pretexto do 80.º aniversário da obra Guernica, e António Guterres, eleito secretário-geral da ONU. Os vencedores foram, respectivamente, o artista brasileiro Dalcio Machado e Santiagu, nome artístico de António Santos, o primeiro português a vencer este prémio.

Além dos prémios, o júri atribuiu mais de 20 menções honrosas. Xaquín Marin, fundador do Museo de Humor de Fene e membro do júri desde a primeira edição deste concurso, diz que “dos dez melhores cartoonistas do mundo, oito estiveram nesta edição do PortoCartoon”. Entre desenhos e esculturas, estiveram a concurso 1500 obras enviadas por mais de 400 artistas oriundos de 62 países. O país com mais participações foi a Roménia (185), seguindo-se-lhe Portugal, Brasil e o Irão, que venceu no ano passado o Grande Prémio com Emigration, da artista Mahboobeh Pakdel, a primeira mulher a ganhar o concurso.

O júri internacional da edição de 2017 incluía o francês Bernard Bouton, Presidente da FECO (Federation of Cartoonists Organizations), o director do Museu Nacional da Imprensa, Luiz Humberto Marcos, Inês Moreira, da Faculdade de Belas Artes do Porto, o encenador chileno Roberto Merino e Xaquín Marín. A presidência honorária do júri foi mais uma vez atribuída, simbolicamente, a George Wolinski (1934-2015), um dos cartoonistas assassinados em 2015 no ataque às instalações da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, e que foi júri do festival durante dez anos.

Em 2018 o concurso celebrará 20 anos e o director do Museu Nacional da Imprensa espera, além de “atrair mais artistas de países diferentes”, que participem mais escolas, nacionais e estrangeiras.

Mais de um terço das obras que participaram no concurso, cerca de 600, vão estar expostas no Museu da Imprensa e em vários locais do Porto a partir de Junho. Como é habitual, a obra vencedora vai ser transformada numa peça de escultura urbana e exposta num local ainda a escolher da cidade que se proclama desde 2008 “a capital do cartoon”.

 

2.º Lugar

3.º Lugar

 

 Artigo de RENATA MONTEIRO - Jornal Público online

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publicado às 21:35



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