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#2033 - Poema de António Ramos Rosa

por Carlos Pereira \foleirices, em 31.05.16

ANTÓNIO RAMOS ROSA

 

 

Havia na madeira uma penumbra

de criação que entrava pelas narinas

e quase triste num arvoredo madrugava

irrigando toda a construção sonora.

Num frescor de matéria se ensombrava

dos concêntricos alicerces se elevando

à folhagem da cúpula animal.

Agreste, o seu estuar é paz de sombra

demorando o assombro da frescura

em verdade de horizonte interno.

Poro a poro as crinas da madeira

rodeiam a atenção e a inclinam

para onde é mais limpo o coração.

E o olvido é a frescura da memória

que abre os largos vales solitários

em que pastam cavalos silenciosos 

entre verdes girassóis incendiados

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publicado às 17:51



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