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#3151 -JULIANNA BARWICK - HEALING IS A MIRACLE

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.11.20

 

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publicado às 19:47


#3150 - TRABALHOS 93

por Carlos Pereira \foleirices, em 30.11.20

 

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publicado às 18:22


#3149 - PRÉMIO JABUTI DE LITERATURA

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.11.20

O escritor brrasileiro Itamar Vieira Júnior venceu  o Prémio Jabuti de Literatura 2020, com o livro "Torto Arado".

O livro retrata o mundo da ruralidade brasileira e mostra a realidade dos trabalhadores que vivem num estado de servidão igual ao da escravatura.

 

 

 

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publicado às 22:46


#3148 - REVISTA LER

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.11.20

ler070.jpg

REVISTA LER, Edição Primavera/Outono, n.º 157, já se encontra disponível nas bancas e nos sítios habituais.

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publicado às 17:19


#3147 - PRÉMIO LITERÁRIO OCEANOS - LISTA DOS DEZ FINALISTAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 25.11.20

Três Escritores portugueses fazem parte da lista dos dez finalistas do Prémio Oceanos que, todos os anos, distingue os melhores livros publicados em língua portuguesa.

 

Eis os nomes dos livros finalistas e respectivos autores:

A cidade inexistente, de José Rezende Jr. (7Letras) ~ romance brasileiro
A ocupação, de Julián Fuks (Companhia das Letras Brasil e Portugal) ~ romance brasileiro
A visão das plantas, de Djaimilia Pereira de Almeida (Relógio D’Água) ~ romance português
As durações da casa, de Julia de Souza (7Letras) ~ poesia brasileira
As solas dos pés de meu avô, de Tiago D. Oliveira (Patuá) ~ poesia brasileira
Autobiografia, de José Luís Peixoto (Quetzal, em Portugal, e TAG Livros, no Brasil) ~ romance português
Carta à rainha louca, de Maria Valéria Rezende (Alfaguara) ~ romance brasileiro
Obnóxio, de Abel Barros Baptista (Tinta-da-China) ~ crônicas portuguesas
Sombrio ermo turvo, de Veronica Stigger (Todavia) ~ contos brasileiros
Torto arado, de Itamar Vieira Junior (Todavia, no Brasil, e LeYa, em Portugal) ~ romance brasileiro

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publicado às 10:37


#3146 - LIVROS ("TROPEL" - O NOVO ROMANCE DE MANUEL JORGE MARMELO)

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.11.20

TROPEL
ISBN: 978-972-0-03181-5
Edição/reimpressão: 09-2020
Editor: Porto Editora
Código: 03181
 
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Tipo de Produto: Livro
Classificação Temática: Livros > Livros em Português > Literatura > Romance
 

SINOPSE

Fica o leitor advertido de que esta ficção é completamente alheia à realidade. Tudo nela é falso, desconcertante, fictício e quase nada verídico. A viagem que aqui se empreende ao âmago da pungente metáfora que anima o Clube dos Caçadores de Székely é, todavia, inspirada em factos absolutamente reais.
Atanas Viktor, o desamparado adolescente herdeiro de uma longa linhagem de caçadores impiedosos, é a personagem central desta incursão a um tempo de ódio e de uma história apartada do mundo, marginal e contada a partir de um lugar ermo, espantoso e medonho que só existe na literatura — mas cada vez mais próximo da soleira da nossa porta.
 

PORTO EDITORA

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publicado às 09:22


#3145 - QUESTÕES DE SEMÂNTICA

por Carlos Pereira \foleirices, em 24.11.20

Há duas coisas verdadeiramente infinitas, o universo e a estupidez humana

 

Einstein

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publicado às 06:11

 

The Winner

Shuggie Bain

1981. Glasgow. The city is dying. Poverty is on the rise. People watch the lives they had hoped for disappear from view. Agnes Bain had always expected more. She dreamed of greater things: a house with its own front door, a life bought and paid for outright (like her perfect – but false – teeth). When her philandering husband leaves, she and her three children find themselves trapped in a mining town decimated by Thatcherism. As Agnes increasingly turns to alcohol for comfort, her children try their best to save her. Yet one by one they have to abandon her in order to save themselves.

It is her son Shuggie who holds out hope the longest. But Shuggie has problems of his own: despite all his efforts to pass as a ‘normal boy’, everyone has decided that Shuggie is ‘no right’. Agnes wants to support and protect her son, but her addiction has the power to eclipse everyone close to her, including her beloved Shuggie.

Laying bare the ruthlessness of poverty, the limits of love, and the hollowness of pride, Shuggie Bain is a blistering and heartbreaking debut, and an exploration of the unsinkable love that only children can have for their damaged parents.

Winning Author

Douglas Stuart

Douglas Stuart was born and raised in Glasgow. After graduating from the Royal College of Art in London, he moved to New York City, where he began a career in fashion design. His work has appeared in the New Yorker and on LitHub. Shuggie Bain is his first novel.

Read our interview with shortlisted author Douglas Stuart here.

The List of Finalists

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publicado às 21:00

A editora Planeta lançou esta semana  "Cidade de Vapor - Todos os Contos", um livro que reúne os contos do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón falecido em Junho passado.

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Carlos Ruiz Zafón (1964-2020) nasceu em Barcelona. Iniciou a sua carreira literária em 1993 com El Príncipe de la Niebla (Prémio Edebé), a que se seguiram El Palacio de la MedianocheLas Luces de Septiembre (reunidos no volume La Trilogía de la Niebla) e Marina. Em 2001 publicou A Sombra do Vento, que rapidamente se transformou num fenómeno literário internacional. Com O Jogo de Anjo (2008) regressa ao Cemitério dos Livros Esquecidos. As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram numerosos prémios e milhões de leitores nos cinco continentes. Carlos Ruiz Zafón viveu em Los Angeles e, além dos seus romances, colaborou em jornais como La Vanguardia ou o El País.

FONTE:  WOOK

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publicado às 20:05

CARTA A MEUS FILHOS SOBRE OS FUZILAMENTOS DE GOYA

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente â secular justiça,
para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue.»
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de urna classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadela de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais que uma vida ou a alegria de té-1a.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém
está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -
não hão-de ser em vão. Confesso que
multas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E. por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

 

POEMA DE JORGE DE SENA

 

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publicado às 16:10


#3141 - ACONTECEU-ME ||| Poema de José de Almada Negreiros

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.11.20

 

ACONTECEU-ME

 

Eu vinha de comprar fósforos

e uns olhos de mulher feita

olhos de menos idade que a sua

não deixavam acender-me o cigarro.

Eu era eureka para aqueles olhos.

Entre mim e ela passava gente como se não passasse

e ela não podia ficar parada

nem eu vê-la sumir-se.

Retive a sua silhueta

para não perder-me daqueles olhos que me levavam espetado.

E eu tenho visto olhos!

Mas nenhuns que me vissem

nenhuns para quem eu fosse um achado existir

para quem eu lhes acertasse lá na sua ideia

olhos como agulhas de despertar

como íman de atrair-me vivo

olhos para mim!

Quando havia mais luz

a luz tornava-me quase real o  seu corpo

e apagavam-se-me os seus olhos

o mistério suspenso por um cabelo

pelo hábito deste real injusto

tinha de pôr mais distância entre ela e mim

para acender outra vez aqueles olhos

que talvez não fossem como eu os vi

e ainda que o não fossem, que importa?

Vi o mistério!

Obrigado a ti mulher que não conheço.

 

Poema de Almada Negreiros  (ALMADA: O Escritor - O Ilustrador, 1993) 

 

____________________________________________________________________________________

JOSÉ DE ALMADA NEGREIROS,  um dos autores fundamentais do Modernismo português, foi uma personalidade eclética: poeta, ficcionista, ensaísta, dramaturgo, mas também bailarino, artista plástico (pintor, desenhador, ilustrador, gravador, cartoonista, caricaturista, etc.). Poeta original, provocador, "sensacionista", tanto se empenhou na problemática do homem moderno como na de Portugal, e alternou os poemas crítico-satíricos com poemas (às vezes em prosa) que remetem para os mistérios da criação.

Nasceu na Ilha de São Tomé, São Tomé e Príncipe, em 1893 e morreu em Lisboa em 1970.

 

 

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publicado às 17:23


#3140 - REQUIEM PARA UM DEFUNTO VULGAR ||| Poema de Daniel Filipe

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.11.20

REQUIEM PARA UM DEFUNTO VULGAR

 

Antoninho morreu. Seu corpo resignado

é como um rio incolor, regressando à nascente

num silêncio de espanto e mistério revelado.

Está ali - estando ausente.

 

Jaz de corpo inteiro e fato preto,

Ele, da cabeça aos pés,

trivial e completo,

estátua de proa e moço de convés.

 

Jaz como se dormisse (pelo menos

é o que dizem as velhas carpideiras).

Jaz imóvel, sem gestos, sem acenos.

Jaz morto de todas as maneiras.

 

Jaz morto de cansaço,  de pobreza,  de fome

(sobretudo, de fome). Jaz morto sem remédio.

É apenas, sobre um papel azul, um nome.

De ser mais qualquer coisa, a morte impede-o.

 

Jaz alheio a tudo à sua volta,

à grita dos parentes, companheiros,

como um cavalo à rédea solta

ou no mar largo, os rápidos veleiros.

 

Jaz inútil, feio, pesado,

a colcha de crochet aconchega-o na cama.

Nunca esteve tão quente e animado.

Nunca foi tão menino de mama.

 

Os filhos olham-no e fazem contas cuidadosas:

padre, enterro, velório, certidão

de óbito... E discutem, com manhas de raposas,

os parcos bens e a possível divisão.

 

Entanto, sobre o leito que foi da vida de casado,

Antoninho jaz morto. Definitivamente.

Os parentes e amigos falam dele no passado.

A viúva serve copos de aguardente.

 

Poema de Daniel Filipe, in "Pátria, Lugar de Exílio, 1963"

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publicado às 18:51


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