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IMAGINARIUS

por Carlos Pereira \foleirices, em 27.05.09



IMAGINARIUS MAIS - PRESENÇAS

mais imaginarius

 

CONTEXTUALIZAÇÃO

A secção Mais Imaginarius é dedicada a todos os artistas que têm projectos a propor para o espaço público. Actores, músicos, acrobatas, artistas plás-ticos, vão directamente ao encontro do público através deste convite para “ocupar a cidade”.
Uma cidade livre e orgulhosa por dar voz à liberdade de expressão de cada um.
Todos os artistas que participam nesta secção não recebem cachet.
Secção organizada em colaboração com Radar 360 e Alexandra Pinho.


 

lília de carvalho portugal
‘theatron sete’

Sendo o teatro uma arte materializada por um actor ou actores, que na sua capacidade multipolar, interpretam vivências e experiências. Constroem novos “eus”, movem-se entre planos distintos, parelos e perpendiculares. Pretendo criar um veículo de interacção entre a arte,teatro e o público, vindo deste modo propor, uma intervenção pública, desafiando as pessoas à criação, divagação, interpretação. Em que o cenário são sete formas, baseadas nas bonecas russas e os actores as pessoas.
Sendo o trabalho de actor, inegavelmente, um trabalho de movimento, construção, descontrução, pretendo desafiar uma releitura da cidade, do teatro e da arte perante os habitantes e visitantes.
A ideia é dispor as bonecas russas pela cidade e permitir um livre e espontâneo usufruto pelo público, habitantes, visitantes, presentes no festival. Criando um percurso imaginário de ideias, intervenções, sugestões, construir, destruir, riscar, partir, pintar, desenhar. Surgindo estes sete elementos como espaço de acção e fruição teatral, assumindo o público o papel de actor. Desta forma, pretendo também incentivar e assumir as técnicas de expressão artística utilizadas na rua, que muitas vezes, vivem à margem da sociedade, como por exemplo,o graffiti.
A arte pública é de todos e de ninguém, cada um vive e experimenta, de diversas formas, o adorar, o desprezar, ver e o não-ver, sendo estas dicotomias o mote da intervenção. De forma anárquica mas consciente, permitir uma intervenção e aproximação entre arte, teatro e pessoas.
Este projecto passa por quatro disciplinas artística, o happening, a performance, a instalação e a escultura.

 

 

pé dormente portugal
tito manuel rosa guedes de carvalho
‘carro projeccionista (via verde) estufa automóvel’

Formado em comunicação audiovisual. Abstencionista do circuito de marketing e publicidade. Freelancer das artes performativas, líricas, visuais e sonoras.

Ocupação do espaço público com carcaças automóveis, desprovidas de motores e rodas, recheadas de terra, flores e vegetação de forma a criar um jardim público alternativo, progressivo e ecológico.

Aberto a participação voluntária

 

 

inês gama e maria sottomayor portugal
‘sorry art’

Maria Sottomayor e Inês Gama nasceram no Porto, em 1982 e 1980, respectivamente. Completaram o curso de Pintura na FBAUP, em 2005. Foram bolseiras Erasmus na Akademia za Likovno Umetnosti, em Ljubljana. Em 2007, criaram o projecto Sorry Art. Ambas têm exposto regularmente desde 2004.

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Imagine-se agora as duas juntas. O projecto Sorry Art é resultado de um diálogo entre duas artistas, com processos e linguagens díspares, mas que se exponenciam uns aos outros. Actua essencialmente na rua, oferecendo desenhos e palavras a quem nela passar.

 

 

mariana piza ponpeu brasil
‘formas-me’

Artista e actriz formada pelo Instituto de Artes Cênicas (INDAC) e Bacharel em Comunicação / Jornalismo pela PUC -SP.  Actuou em diversas peças de teatro em São Paulo e no Rio de Janeiro. Morou em Nova Iorque começou a trabalhar em televisão, ora como câmara, ora como produtora. No Brasil, trabalhou nas principais emissoras de televisão. Em artes plástica, cursou, em 2007, a matéria Arte da Instalação com o Prof. e artista plástico Carlos Fajardo na pós-graduação de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo (USP). Criou e produziu a performance Formas-Me em 2008.
Procurando fazer uma reflexão sobre as relações humanas, a performer Mariana Piza senta-se em uma cadeira, vestida com um macacão de peças de Lego. O público é convidado por performers para formar uma pessoa e recebe outras peças para serem encaixadas no macacão.

Criação, concepção e produção: Mariana Piza.

 

 

luísa regina portugal
uma rua à direita’

Natural de Santa Maria da Feira, é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Porto onde está, também, a concluir o Mestrado em Design da Imagem.
Paralelamente, com o curso Complementar de Formação Musical, pelo Conservatório de Música do Porto, lecciona a disciplina de expressão musical no ensino básico.
 
Este duplo percurso gera no seu trabalho um fascínio pela criação de objectos áudio-visuais, onde a sonoplastia e a manipulação de imagem são um todo concorrente.
A narrativa apresentada admite que a cidade é uma rua, uma rua à direita de um Castelo. É a primeira rua da cidade, como todas as ruas direitas, embora o tempo já lhe tenha substituído o nome, mudado a aparência ou até criado outras rotinas de vivência do espaço. As imagens do passado diluem-se em imagens do presente no lugar onde a cidade e os seus mais variados elementos participam num verdadeiro teatro de imagens.
Como directriz do ponto que dá nome e origem à cidade, a alma desta rua tenderá a congelar a sua imagem, restando-lhe assistir com paciência à transformação visual do resto da cidade.

 

 

tony ortiz espanha
‘desenho 3d na rua’

Ortiz nasceu em Vic (Barcelona) a 24 de Março, 1968. Estudou arte em Barcelona. É especialista em murais e desenhos 3D. Ele tem viajado por toda a Europa e desenhado nos passeios e praças de grandes cidades como Barcelona, Valladolid, Paris, Ponta Delgada, LLeida ...

A arte plástica transforma-se em espectáculo: um desenho a 3D na rua e um único ponto de observação, convertem a realidade em ficção.

 

 

daniel moreira portugal
‘personagem anónima I’
‘personagem anónima II’

Daniel Moreira nasceu na Suíça, mas vive e trabalha no Porto.
Licenciado em Arquitectura em 2000 e em 2001 iniciou o seu percurso nas artes plásticas.
Paralelamente a Arquitectura, tem protagonizado diversas intervenções de Ilustração e realizou várias exposições individuais e colectivas, sendo premiado em bienais de artes plásticas e concursos de Ilustração, Fotografia e Arquitectura.

Personagens anónimas
Cada obra que faço é uma experiência não só para mim como para o espectador.
Com o objectivo de criar uma peça que tivesse uma forte ligação ao espaço urbano e ao Festival, surgiram duas personagens. Uma mais ligada ao dia e à terra e a outra mais associada à noite e ao Festival, com uma presença mais fantasmagórica.
O meu trabalho assume assim uma dimensão de construção.
Reunir objectos, com uma necessária componente de criar personagens do meu imaginário.

 

 

marina carvalho portugal
‘a floresta pica-pau’

Escultora, licenciada em Artes Plásticas - Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e formada em Música (Conservatório de Música) pela Academia de Música de Santa Maria da Feira. Profissionalmente e paralelamente à escultura, lecciona várias disciplinas da música e artes plásticas, trabalhando também na produção artística. Tem desenvolvido projectos de Arte Comunitária, Arte Ambiental, Arte Terapia, Design de Jardins e Cenografia.

'Pensar a Música na Escultura'. Deslocação espacial e temporal criada pela incrustação de formas circulares no espaço tronco. Esta rítmica visual percorre-o num movimento ondulatório. O tronco é um corpo musical. Recria o seu próprio desenvolvimento, havendo uma atracção ou força gravitacional inerente a ele.

 

 

4 pontos portugal
‘40° 55' 32.10” n | 8° 32' 32.13” w’

O grupo 4 Pontos iniciou a sua actividade em Dezembro de 2008 com a intervenção [41° 56' 44.02” N | 6° 48' 43.93” W] que teve lugar no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança. O grupo é formado pelos designers Carlos Casimiro Costa e Jacinta Costa e pelos artistas plásticos Ricardo Gonçalves e Sara Bento Botelho.
Partindo de uma fraga da região onde o festival acontece, cria-se, por um processo de molde/contramolde, um objecto escultórico translúcido implantado no fontanário da Praça da República cujas coordenadas intitulam a obra - 40° 55' 32.10'' N | 8° 32' 32.13'' W.
Trabalham-se os conceitos de mimesis, de espaço, de natureza, de (des)contexto, de envolvência, de estrutura, etc.

A alcateia actua agora noutras paragens, perscruta o território e faz suas presas outras pedras, mágicas e intemporais.
De novo captura a forma e girando em seu redor embrulha-a com suas teias.
E cria-se uma outra pele e edifica-se a crisálida.
A pedra/pupa instala-se noutro terreiro e aí aguarda a mutação; entretanto, e de novo, absorve e reflecte, acolhe e exibe, apresenta-se e representa-se e espicaça quem a olha a uivar à Lua.

 

 

bruno capucho & sandra pimenta portugal
‘utopia mecânica’

Esta peça é a primeira experiência dos artistas enquanto grupo. Conheceram-se no meio estudantil artístico do porto.
 
Sandra é licenciada em escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto e Bruno tirou o curso tecnológico de imagem comunicação na Escola Artística Soares dos Reis.

Esta obra tem como base o jogo do martelo, usado nas tradicionais feiras populares. Aqui, no entanto, o uso da força física tem o intuito mental de provocar uma experiência estética.
 
Ao martelar a alavanca o participante terá como consequência o levantar imediato do guarda-chuva. Quanto maior for a força aplicada maior será a subida do guarda-chuva e consequentemente mais prolongada a sua descida. Esta é uma peça performativa e como tal só existe na sua plenitude enquanto manipulada e o público, por sua vez, usufrui de uma experiência estética mesmo não intervindo directamente.

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publicado às 10:10


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