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#2978 - Hauschka - Curious

por Carlos Pereira \foleirices, em 31.03.19

 

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publicado às 20:20


#2977- O RABISCO A SUBSTITUIR AS PALAVRAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.03.19

 

Quando as palavras estão vazias...

Um rabisco para preencher o esquecimento

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publicado às 09:51


#2976 - A MATÉRIA

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.03.19

 

O teu transparente corpo

suspenso de um filamento invisível de luz.

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publicado às 17:28


#2975 - QUESTÕES DE SEMÂNTICA

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.03.19

 

Os dias correm súbitos. Fogem das próprias sombras, dos medos e incertezas como adolescentes que ruborizam perante o olhar irónico e prometedor das raparigas num bailarico de domingo.

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publicado às 17:12


#2974 - PRÉMIO MAN BOOKER INTERNACIONAL 2019

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.03.19

Já é conhecida a longa lista de finalistas ao Prémio Literário Man Booker International 2019.

A curta lista é revelada a 9 de Abril, e no dia 21 de Maio é anunciado o nome dos vencedores - Autor e Tradutor.

 

Esta primeira lista é composta por 13 romances escolhidos pelo júri do Prémio que é presidido por Bettany Hughes.

Importa referir que é a última vez que este prémio literário terá a denominação de Man Booker, pois o grupo Man deixa de patrocinar este Prémio Literário.

A Fundação Crankstart tomará o seu lugar.

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2019 longlist announced- Man Booker International Prize

The Man Booker International Prize has today, Wednesday 13 March, revealed the ‘Man Booker Dozen’ of 13 novels in contention for the 2019 prize, which celebrates the finest works of translated fiction from around the world.

 

The prize is awarded every year for a single book, which is translated into English and published in the UK and Ireland. Both novels and short-story collections are eligible. Authors and translators are considered to be equally important, with the £50,000 prize being split between them. In addition, each shortlisted author and translator will receive £1,000. The judges considered 108 books.

 

2019 longlist is:

Author (Original Language –Country/territory), translator, title (publisher/imprint)

  • Jokha Alharthi (Arabic / Omani),  Marilyn Booth, Celestial Bodies (Sandstone Press Ltd)
  • Can Xue (Chinese / Chinese), Annelise Finegan Wasmoen, Love In The New Millennium (Yale University Press)
  • Annie Ernaux (French / French), Alison L. Strayer, The Years (Fitzcarraldo Editions)
  • Hwang Sok-yong (Korean / Korean), Sora Kim-Russell, At Dusk (Scribe, UK)
  • Mazen Maarouf (Arabic / Icelandic and Palestinian), Jonathan Wright, Jokes For The Gunmen (Granta, Portobello Books)
  • Hubert Mingarelli (French / French), Sam Taylor, Four Soldiers (Granta, Portobello Books)
  • Marion Poschmann (German / German), Jen Calleja, The Pine Islands (Profile Books, Serpent's Tail)
  • Samanta Schweblin (Spanish / Argentine and Italian), Megan McDowell, Mouthful Of Birds (Oneworld)
  • Sara Stridsberg (Swedish / Swedish), Deborah Bragan-Turner, The Faculty Of Dreams (Quercus, MacLehose Press)
  • Olga Tokarczuk (Polish / Polish), Antonia Lloyd-Jones, Drive Your Plow Over The Bones Of The Dead (Fitzcarraldo Editions)
  • Juan Gabriel Vásquez (Spanish / Colombian), Anne McLean, The Shape Of The Ruins (Quercus, MacLehose Press)
  • Tommy Wieringa (Dutch / Dutch), Sam Garrett, The Death Of Murat Idrissi (Scribe, UK)
  • Alia Trabucco Zeran (Spanish / Chilean), Sophie Hughes, The Remainder (And Other Stories)

 

The longlist was selected by a panel of five judges, chaired by Bettany Hughes, award-winning historian, author and broadcaster, and is made up of writer, translator and chair of English PEN Maureen Freely; philosopher Professor Angie Hobbs; novelist and satirist Elnathan John and essayist and novelist Pankaj Mishra.

 

Bettany Hughes, chair of the 2019 Man Booker International Prize judging panel, said:

 

‘This was a year when writers plundered the archive, personal and political. That drive is represented in our longlist, but so too are surreal Chinese train journeys, absurdist approaches to war and suicide, and the traumas of spirit and flesh. We’re thrilled to share 13 books which enrich our idea of what fiction can do.’

 

 

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publicado às 22:32


#2973 - TINHAM NOME OS LUGARES

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.03.19

 

 

 

 

Apenas meia dúzia de passos separava os lugares que agora têm outros nomes: de gente conhecida, de gente que ninguém conhece ou que  nenhuma  importância tiveram. Questões de vaidade.

 

A porosidade do tempo, cuja geometria partiu em pedaços mais longos a alma,  o carácter e a fraternidade dos antigos lugares que poucos já conhecem,  e que apenas a idade certa permite identificar cada um dos territórios onde ganhamos raízes e memórias que jamais se perderam apesar da distância temporal e afectiva que a cronologia dos dias vai impondo e derramando sobre as nossas cabeças singulares sombras de anémico esquecimento. 

 

Os lugares eram o mundo. O nosso mundo. As nossas possessões. Lugares de brigas e descobertas, de encontros furtivos, de brincadeiras, da inocência. Lugares com  nomes poéticos, românticos, ancestrais e que identificavam com rigor cada membro dessas pequenas comunidades. As pessoas eram os lugares e os lugares eram as pessoas com as suas peculiaridades, personalidades, carácter. E os cheiros. Como eram importantes os cheiros e os sons produzidos por animais e pessoas nas suas labutas diárias.

 

Pois, os lugares tinham nome; as pessoas tinham nome - Pontão, Eiras de Cima, Eiras de Baixo, Misericórdia, Reboleiro, Santo André, Ameal, Milheirós, Remolha, Calvário, Cavaco, Velha, Picalhos, Lambro, Pombos, Moinhos, Piedade, Lavandeira, Rossio, Montinho, Além-do-Rego, Cruz, Seixo, Balteiro, Penas, Vila Boa...

 

Hoje somos, cada vez mais, anónimos figurantes, ou apenas um código de barras, um algoritmo, números. Apenas isto; e os lugares de outrora que eram o centro  do nosso mundo modificaram-se e hoje a geografia  reflecte novas atitudes, novos comportamentos e o umbigo passou a ser o centro do nosso mundo.

 

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publicado às 20:01


#2972 - O DIA ESTÁ (L)INDO

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.03.19

 

O dia está lindo.

Que merda... o dia está lindo!

Que maneira foleira de dizer as coisas;

Um azul perfeito

Um verde mais verde

As roupas baloiçam no fio do arame -

parece que fazem surf.

Os grilos calaram-se, já não suportam o verde da dieta.

As formigas nunca se cansam, por causa da moral da história. 

As cigarras celebram os dias

A bandeira nacional está excitada num país de murchos que facilmente se excitam por tão pouco e

depois reclamam «isto é um país de merda».

Esquizofrenias de um país velho em idade e gente.

As cores - vermelha e verde - há muito tempo se misturaram

e conceberam uma cor castanha...

merda... o dia está lindo.

Uma caravana de camelos desfila sobre a terra da rua da minha casa

deve ser uma miragem

mas pode não ser 

porque cães excitados ladram

e os camelos disponibilizam as suas bossas

para uma boleia.

O dia está lindo...

eis uma forma preguiçosa

e nada poética de descrever o dia.

Pois, dizes tu, é falta de jeito,

enquanto o gato se roça na tua perna

e reclama uma mão sobre o pêlo, e as 

filiformes minhocas põem a cabeça de fora,

como se fossem periscópios a examinarem as manobras do inimigo.

O dia está lindo.

Que maneira idiota de dizer  que o dia está lindo.

 

 

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publicado às 14:39


#2971 - UMA PEQUENA LUZ BRUXULEANTE

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.03.19

 

Nunca saberei a resposta da pergunta

que nunca farei.

Não sei. 

Não sei por que não a farei!...

A casa em frente das nossas sombras

continua desabitada.

As janelas têm cortinas em teias de aranha

tecidas nas vidraças.

À noite

uma coruja

toma conta do ar frio

e uma luz bruxuleante ilumina as partículas da poeira

que adormecem sobre

os esqueletos do mobiliário.

Murmúrios ouvem-se e

rastejam até aos nossos pés.

Escalam silenciosamente e

com agilidade os nossos corpos e

alojam-se, sem pedir licença,  no

interior do ouvido.

É apenas o murmúrio

de alguém que vive só, faz  demasiado tempo e

procura um confidente,

um ouvinte.

Mas não o entendemos ou

não o queremos ouvir

que o  ouvido já está ocupado com outros rumores

que vêm das folhas inquietas da laranjeira

em cujos ramos bichos de vária natureza se reúnem

todas as noites

para espiar, discutir, especular, intrigar

a coruja.

Mas nada descobrem.

A coruja, apenas cuida da pequena luz bruxuleante

que aquece as várias camadas de pó que

habitam a casa

deitadas sobre o ar horizontal

de todas as coisas

existentes no seu interior.

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publicado às 18:46


#2970 - POEMA EM AUTO-EXÍLIO ||| Poema de Dilip Chitre

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.03.19

DILIP CHITRE  |||   1938 - 2009

 

POEMA EM AUTO-EXÍLIO

 

A primeira borboleta morta da estação

Tem asas recentemente rasgadas. Os significados são transferidos

Como a humidade das ervas

Para os sapatos. A América é incrivelmente erótica.

Demasiadas pernas tornam todas estas ruas sensuais.

Em Bombaim, temos uma única centopeia

Caminhando em direcção à cidade todas as manhãs.

Lá faz tanto calor, e mesmo assim, sem modéstia,

Os que têm meios usam todas as roupas que podem.

E também, ao contrário daqui, os que têm dinheiro

Comem sem contar calorias.

Tenho saudades de casa, o que é estúpido evidentemente.

Lá nunca fui um chauvinista famoso,

Nem é a América pouco bela. Mas estou tão aterrorizado

Com esta mocidade resplandecente, esta inocência requintada,

Estas visões exóticas do resto do mundo,

Que existe algures,

Que me sinto já obsoleto,

Não sendo americano.

Talvez devesse ter sido, afinal de contas, um guru,

Ou um iogue, um gigolô, um encantador de serpentes, ou um cozinheiro

De clandestinos molhos de caril em vez de ser um poeta.

América, aqui vou eu, demasiado

Tarde

 

POEMA DO POETA INDIANO DILIP CHITRE

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publicado às 23:17


#2969 - William Tyler - Fail Safe (Official Music Video)

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.03.19

 

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publicado às 20:05


#2968 - O VISITANTE NOCTURNO ||| Poema de Muhammad 'Afifi Matar

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.03.19

MUHAMMAD  'AFIFI MATAR  ||  1935-2010

 

O VISITANTE NOCTURNO

 

eram seus olhos verdes

um sonho que chorava no asfalto da rua

e os versículos da sua inocência

uma sede no homem enterrada

 

desatou o cavalo verde da chuva dos cravos do raio

e deslizou através das nuvens

para visitar o sonho adormecido nas camas das crianças

e alimentá-las, ou dar-lhes de beber, da fonte do verde mel.

 

seus pés bons

e seu corpo trémulo e nu

esfolavam-se nos mastros  da noite.

e nos seus dorsos fundiam-se colunas de granito.

foi enterrado sobre os beirados dos tectos e das torres

crucificado, sangrando, mordido nas trevas pelos gatos.

 

o peixe negro salta na corrente do sangue

e  escapa:

comboios de gente surda

trombetas que ressoam,

génios que gritam dentro de uma garrafa

vozes que clamam na garganta do asfalto

 

quem, no ventre tenebroso, morreu

e quando secará o sangue?

 

POEMA DE MUHAMMAD  'AFIFI MATAR

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publicado às 19:17


#2967 - PRÉMIO LITERÁRIO VERGÍLIO FERREIRA 2019

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.03.19

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NÉLIDA PIÑON ||| RIO DE JANEIRO, 1937

 

Nélida Piñon, escritora brasileira, nascida em 1937 no Rio  de Janeiro, venceu o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2019, instituído pela Universidade de Évora. O Júri argumentou a escolha como reconhecimento pela "latitude e profundidade da sua obra".

Nélida Piñon foi a primeira mulher a presidir à Academia Brasileira de Letras.

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publicado às 21:42


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