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#2421 - ENCONTRO NUMA FESTA EM LONDRES

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.06.17

EUNICE DE SOUZA

 

ENCONTRO NUMA FESTA EM LONDRES

 

Durante um minuto permanecemos desconcertadamente juntos.

Perguntas a ti mesmo em que língua hás-de falar-me,

ofereces, antes, uma cebola avinagrada num palito.

És jovem e talvez te esqueças

de que o Império vive

apenas nos sons puros das vogais que te ofereço

acima do ruído.

 

Poema de Eunice de Souza

_______________________________________________________________

Eunice de Souza is an English-language poet. She has published four volumes of poetry, two novellas and edited several anthologies of poems and essays. Her most recent publication – A Necklace of Skulls, a volume of collected poems – was published by Penguin India in 2009. Her work has been translated into Portuguese, Italian, Finnish and Swedish.

De Souza retired as Head of the Department of English at St Xavier’s College, Mumbai, in 2000 after thirty years of teaching. She holds a Masters from Marquette University, Wisconsin, USA, and a doctoral degree from the University of Mumbai.

 

 

 

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#2420 - Mark Lanegan - Spirit Ditch

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.06.17

 

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publicado às 18:00


#2419 - Morte do poeta Armando Silva Carvalho

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.06.17

 ARMANDO SILVA CARVALHO (28 de março de 1938 - 1 de Junho de 2017)

 

Armando Silva Carvalho nasceu em Olho Marinho, Óbidos, em 1938. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, exerceu advocacia por pouco tempo, optando pelo jornalismo, pelo ensino, pela publicidade e pela tradução.
A sua obra tem vindo a ser reconhecida pela crítica e distinguida com diversos prémios, como o Grande Prémio de Poesia APE, o Prémio PEN Clube, o Prémio Fernando Namora, o Grande Prémio DST Literatura e o Prémio Casino da Póvoa / Correntes d’Escritas, para citar apenas alguns.

Morreu aos 79 anos de idade.

 É quando suspeitamos da nossa identidade

que a escrita fecha a vida

em túmulos minúsculos no templo

duma refeição de pé,

num ofício reles, inacabado.

Muitas vezes não passa dum romance ébrio

que a nós próprios narramos

nas noites inquietas e nas crises de angústia

mais precipitadas.

E  nesses espaços ínfimos

que são opulentos vasos de cicuta

fingimos que dançamos, ousamos que bebemos

e julgamos que ouvimos a voz feliz

de deus, sujeita a transfusões,

às cargas e descargas

das ternas libações duma mesa de outono.

Assim a natureza nos provoca

sabendo que a distância

entre a mão que escreve e o olhar que lê

é infinita.

Por isso nos seduz o cão da morte.

Como se fosse a vida que conformada insiste

e ataca ao entardecer

depois de um filme russo que era só  névoa

só sobre vivência.

 

____________________________________________

 

Ninguém é filho do poema universal.

Nem pai

do seu rebanho de versos.

O que eu busco é um lar.

Um lar mais natural nas palavras

da terra

com os lábios invisíveis sobre o livro

dos mortos.

 

Dois poemas de Armando Silva Carvalho retirados do livro "Obra Poética (1965-1995)", páginas 631 e 634 - Edições Afrontamento, Julho de 1998 e com prefácio de José Manuel de Vasconcelos.

 

 

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publicado às 17:12

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