Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




#2194 - Sem título

por Carlos Pereira \foleirices, em 05.03.17

Era a voz do tigre?

Perguntou,

os cabelos louros perfumando os gestos irrequietos

Não, o tigre não tem voz...

Só o elefante fala

porque tem uma tromba em

forma de saxofone, respondi.

 

Mas era a voz do tigre?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:49


#2193 - I've Been Loving You Too Long

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.03.17

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:36


#2192 - The book of love

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.03.17

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:16


#2191 - TEMPLES - Colours to life

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.03.17

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:08


#2190 - LIVROS E LEITURAS

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.03.17

PAUL AUSTER

PAUL AUSTER, 4321031.jpg

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:29


#2189 - Vou-me Embora pra Pasárgada

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.03.17

MANUEL BANDEIRA

 

VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA

 

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcaloide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

 

POEMA DO POETA BRASILEIRO MANUEL BANDEIRA

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:04


#2188 - Como Óscar e Cabíria

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.03.17

 CLARA FERREIRA ALVES

 

"E ninguém é culpado e nem uma cela ficou habitada muito tempo por um criminoso do sector público ou privado com amigos e poderes no sector público"

 

FRASE RETIRADA DA CRÓNICA SEMANAL «PLUMA CAPRICHOSA» ESCRITA POR CLARA FERREIRA ALVES, REVISTA E -  A REVISTA DO SEMANÁRIO EXPRESSO - EDIÇÃO 2314, DE 4 DE MARÇO DE 2017

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:50

 ANTÓNIO LOBO ANTUNES

 

É fácil de explicar o sucesso do jornal Correio da Manhã, de certos programas de televisão, de certos políticos, dos espaços sobre futebol que encharcam os ecrãs, das telenovelas miseráveis. Como dizia uma das minhas tias – Ó filho escolhe-me aí um filme levezinho que para maçadas basta a vida

Susa Monteiro

Ontem, dia 9 de Janeiro de 2017, acabei a segunda versão de "Até que as pedras se tornem mais leves que a água", o que significa que só necessita de mais uns meses de trabalho a fim de ser publicado em outubro deste ano, e significa também que a minha obra, tal como a tinha planeado, está no fim. Há um outro livro já pronto, "A última porta antes da noite" e faltam-me escrever os dois últimos

(isto se Deus me der vida e saúde, claro)

que sairão em 2019 e 2020. A "Última Porta" sairá em 2018 e, depois de 2020, fechado o círculo, calar-me-ei para sempre. Alegra-me a ideia de conseguir realizar

(oxalá)

o que tinha decidido. São 30 livros que formam um continuum, um único trabalho, um único volume, a razão de uma vida. A razão e o orgulho. Fiz o que queria, consegui o que queria e como queria, sou perfeitamente consciente do seu valor: mudei a Literatura.

Depois há estas prosinhas a que se convencionou chamar crónicas. Comecei a escrevê-las por mero acaso, numa altura de dificuldades materiais, em que a editora onde estava não tinha dinheiro para satisfazer os meus direitos. E então o Pai Natal fez um milagre: recebi um telefonema de Vicente Jorge Silva, diretor do Público, a pedir uns textos para um suplemento do jornal. O que pagava era precioso para mim e como o meu grande e querido Amigo José Cardoso Pires estava na mesma editora e na mesma situação que eu, falei ao Vicente e passámos a alternar aos fins de semana, numa revista que saía com o diário, creio que chamada Pública, não me lembro bem.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:40


#2186 - Pensamento

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.03.17

img1.jpg

 

"Toda a cultura real trabalha para a libertação do homem e por isso é, na sua raiz, revolucionária" (Sophia de Mello Breyner Andresen)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:27


#2185 - Epopeia de Guilgamesh (Excerto)

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.03.17

Contempla estas muralhas semelhantes a um nó corredio para aves

Considera o poder das suas fundações

Observa a alvenaria vê se em toda a terra

Há algo que lhe possa ser comparado.

Olha o alto da entrada imemorial

Sobe às adarvas pisa-os com o teu pé

Vê o templo de Eana tal ainda é

As paredes exteriores sob a cornija

Cintilam como o fogo

E as interiores são ainda mais belas

Vê com os teus olhos

Toda a muralha de Uruk

E diz se isto não é obra dos Sete Sábios.

 

Poema Sumério escrito no século XXV a.C. e traduzido por Mário Cesariny

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:03

 

 Helder Macedo acaba de lançar o volume de ensaios Camões e Outros Contemporâneos, um olhar sobre oito séculos de literatura portuguesa com paragens em D. Dinis, Bernardim ou Camões, mas também em alguns apeadeiros menos óbvios, de Manuel Teixeira Gomes a Manuel de Castro.

 

LER MAIS

 

TRABALHO DO JORNALISTA Luís Miguel Queirós  LUÍS MIGUEL QUEIRÓS in PÚBLICO ON-LINE

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:46


#2183 - CONCERTO N.º2 PARA PIANO E ORQUESTRA - SERGEI RACHMANINOFF

por Carlos Pereira \foleirices, em 03.03.17

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:00


#2182 - KAROMAMA

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.03.17

 Oscar Milosz

 

KAROMAMA

 

São teus os meus pensamentos, rainha Karomama do tempo antiquíssimo,

Criança indolente de pernas demasiado longas, e mãos tão fracas

Karomama, filha de Tebas,

Que bebias trigo vermelho e comias trigo branco

Como os justos, à noite das tamargueiras.

Pequena rainha Karomama de outro tempo.

 

São teus os meus pensamentos, rainha Karomama

Cujo nome esquecido canta como um coro de lamentos

No meio-riso e no meio-soluço da minha voz;

Pois é ridículo e triste amar a rainha Karomama

Que viveu envolta em estranhos rostos pintados

Num palácio aberto, tão antes de nós,

Pequena rainha Karomama.

 

Que fazias em tuas manhãs perdidas, Dama Karomama?

Para a rigidez de algum débil deus de cabeça animal

Alongavas gravemente os teus braços inábeis e magros

Enquanto doces fogos percorriam o rio matinal.

Oh Karomama de olhos cansados, e longos pés alinhados,

Morta do berço dos anos, de cabelos torturados...

Minha pobre, pobre rainha Karomama.

 

E dos teus dias, sábia sacerdotisa, o que fazias?

Ralavas talvez tuas pequenas servas

Dóceis como cobras, mas como elas impassíveis;

Contavas jóias, sonhavas com filhos de reis

Sinistros e perfumados, vindos de muito longe,

De além dos mares cor de sempre e de longe

Para dizer: «Salve gloriosa Karomama.»

 

E nas noites de eterno verão cantavas debaixo dos sicômoros

Sagrados, Karomama, flor azul das luas consumidas;

Cantavas a velha história dos pobres mortos

Que comiam furtivamente coisas proibidas

E sentias subir em grandes suspiros os teus seios baixos

De criança negra e a tua alma vacilava de terror.

Nas noites de eterno verão, não é verdade, Karomama?

 

- Certo dia (terás mesmo existido, Karomama?),

Envolveram o teu corpo numa faixa amarela,

Fecharam-no dentro de um caixão grotesco e suave em madeira de cedro.

A flor da tua voz foi desfolhada pela estação do silêncio.

Os escribas entregaram o teu nome ao papiro

E é tudo tão triste e tão antigo e tão perdido...

É como o infinito das águas na noite e no frio.

 

Saberás, oh lendária Karomama!

Que a minha alma é velha como o canto do mar

E solitária como uma esfinge no deserto,

A minha alma doente de sempre e de outrora.

E sabes melhor ainda, princesa iniciada,

Que o destino gravou no meu coração um estranho sinal,

Símbolo de real desgraça e de alegria ideal.

 

Sim, sabes tudo isso, longínqua Karomama,

Apesar do jeito de criança que eternizou

O autor da tua estátua polida pelos beijos

Dos séculos que esmoreceram longe, estrangeiros.

Sinto-te perto, ouço o teu longo sorrir

Murmurar na noite: «Irmão, não deves rir.»

- São teus os meus pensamentos, rainha Karomama.

 

POEMA DE OSCAR MILOSZ (1877-1939)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:06

 

 Procol Harum - In Held 'Twas In I [Live With The Edmonton Symphony Orchestra]

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:50

 Moody Blues - Melancholy Man (vinyl)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:22


#2179 - Excerto da Epopeia de Guilgamesh

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.03.17

EPOPEIA DE GUILGAMESH 

         (EXCERTO)

 

Nos dias de antanho nos distantes dias de antanho

Nas noites de antanho nas distantes noites de antanho

Nos dias de antanho nos distantes dias de antanho

Depois de criadas todas as coisas

Destinadas todas as coisas

Depois de provado o pão nos santuários da terra

Depois de separado o céu da terra

Depois de separada a terra do céu

Depois de Anu ter arrebatado o céu

Depois de Enlil ter arrebatado a terra

Depois de Ereskigal ter recebido o Mundo Inferior como prémio,

 

Aquele que viu tudo e ouviu tudo

O que viu o Secreto e atravessou o Oculto

Aquele cujo arco não será excedido

Cuja força não será destruída

O Senhor de Uruk e das altas muralhas

Dois terços deus um terço homem

Foi Guilgamesh gerado

De Nin-Sun, a deusa, a vaca, a sábia

E de Lugalbanda, o terceiro depois do Dilúvio,

Um Lil-Lá

Guilgamesh, o Senhor construtor

Das altas muralhas de Uruk

Ergueu o Templo Doirado, o Céu de Anu e de Isthar,

E fez gravar numa estrela o conto dos seus dias.

 

POEMA SUMÉRIO ESCRITO NO SÉCULO XXV a.C. E TRADUZIDO POR MÁRIO CESARINY

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:58


#2178 - Mahler, Symphony No. 3 (6th movement)

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.03.17

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:29


#2177 - Epopeia de Guilgamesh (séc.XXV a. C.)

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.03.17

EPOPEIA DE GUILGAMESH

            (Excerto)

 

Quando os deuses criaram Guilgamesh

Shamash o Sol no zénite dotou-o de beleza incomparável

Adad, a tempestade, deu-lhe força invencível.

O toque do seu corpo não tem igual

A sua altura chega a onze côvados

O largo do seu peito são nove palmos

O longo do seu membro é três vezes nobre.

Nos terraços de Uruk, a das altas muralhas, o seu passo é soberbo

O embate das suas armas não encontra inimigo

Mas, ao som do seu tambor, fechados em suas casas, os homens não comparecem

Este Guilgamesh não deixa nenhum filho ao seu pai

Não respeita nenhuma donzela, seja filha de herói ou noiva prometida

Diante destas queixas intermináveis

Os deuses, os grandes deuses do céu

Falaram contra o senhor Guilgamesh

Criámos em Guilgamesh um touro desenfreado

O embate das suas armas não tem inimigo

Ao som do seu tambor, fechados em suas casas, os homens não comparecem

Guilgamesh não deixa nenhum filho ao seu pai

Ele, o pastor do seu povo, está a massacrá-lo

O rei  não respeita nenhuma donzela

Seja filha de herói ou noiva prometida.

Agora o grande Anu chma Aruru,

Senhora da Fertilidade:

Tu, Aruru, deixaste gerar Guilgamesh

Cria agora um que lhe seja igual no combate

Que lutem um com o outro e deixem Uruk em paz

 

Ouvindo isto Aruru invocou um soldado de Anu

Mergulhou as mãos na terra, colheu argila, escarrou nela e lançou aos desertos.

Assim nasceu Enki-Du, criatura do silêncio, parcela do Deus Ninurta,

O corpo rugoso o cabelo comprido luxurioso como o da mulher.

Um abundante velo espesso como o trigo

Era o seu pêlo, como o do Deus Samukan

E não conhecia cidades nem homens, nem terra cultivada

Com o onagro comia a erva da estepe

Com a gazela bebia a água da mina

Com a horda habitava o deserto

Esta era a sua única alegria

 

Poema sumério escrito no século XXV a.C. e traduzido por Mário Cesariny

 

______________________________________________________________________________________

 

A Epopeia de Gilgamesh
 
A Epopeia de Gilgamesh, composta em doze cantos com cerca de 300 versos cada um, é provavelmente o mais antigo texto literário escrito pelo homem, redigido em sumério, por volta do fim do terceiro milénio antes de Cristo. A Epopeia de Gilgamesh, preservada em placas de argila, com caracteres cuneiformes, foi encontrada numas ruínas na Mesopotâmia, cerca de 1890, altura em que foi decifrada. Este poema foi traduzido em diversas línguas, como o hitita, hurrita e semítico-acadiana, sendo a tradução mais completa e conhecida (data do século VII a. C. ), com cerca de 3000 a 3500 versos, a que pertencia à biblioteca de Assurbanipal - o último grande rei do Império Assírio.

Gilgamesh, cujo nome significa "o velho que rejuvenesce", foi rei da Suméria e fundador da cidade de Uruk (antiga cidade que se situava a 270 Km a sul de Bagdade) por volta de 2700 a.C. Segundo a lenda, tinha dois terços de origem divina, dado que era filho da deusa Ninsun e do sacerdote Lugalbanda. Distinguiu-se dos demais chefes das cidades da Suméria pela coragem e sucesso nas suas iniciativas. Nascia assim uma lenda que o tornou no protagonista de muitas aventuras maravilhosas que estão na origem desta epopeia, que começa da seguinte maneira: "Quero ao país dar a conhecer aquele que tudo viu, que conheceu os mares, que soube todas as coisas, que analisou o conjunto de todos os mistérios, Gilgamesh, o sábio universal que conheceu todas as coisas: ele viu as coisas secretas, trouxe o que estava escondido, e transmitiu-nos o saber mais antigo que o Dilúvio" (Tábua I, 1-6).

Chamado "Aquele que descobriu a origem" ou "Aquele que viu tudo", Gilgamesh era tido como sensato, mas também como despótico, cuja luxúria desmedida o fazia tomar qualquer mulher que lhe agradasse, solteira ou casada. O povo, descontente com o seu comportamento, apelou à deusa Aruru para que criasse um homem que o derrotasse em combate, devolvendo a paz à cidade. Aruru criou, a partir da lama, Enkidu que, criado no meio dos animais, se tornou tão temido que Gilgamesh resolveu enviar-lhe uma cortesã para seduzi-lo. Desprovido da sua inocência, Enkidu foi rejeitado pelos animais e convencido pela cortesã a acompanhá-la ao palácio de Gilgamesh. Entretanto o jovem rei tinha sido perturbado por um sonho no qual combatia um homem de grande força e invencível. Preocupado, Gilgamesh pediu conselho à mãe, a deusa Ninsun, "a que possuía todo o conhecimento", que lhe disse que o sonho significava que Enkidu se tornaria o seu melhor amigo, o que de facto aconteceu. Quando Enkidu chegou ao palácio e após um combate em que não houve vitorioso, Gilgamesh recebeu-o com amizade e Enkidu tornou-se no seu companheiro inseparável em muitas aventuras e batalhas.
 
Quando os heróis voltaram para Uruk, a deusa Ishtar confessou o seu amor a Gilgamesh, mas este rejeitou-a, provocando a sua ira. Ishtar enviou-lhe o Touro do Céu para matá-lo e destruir a cidade, mas o monstro foi derrotado e morto por Enkidu. Vingativa, Ishtar fez com que Enkidu ficasse doente e morresse ao fim de doze dias de agonia.
Desgostoso e confrontado com a angústia da morte, Gilgamesh procurou o sábio Uta-Napishtim para conhecer o segredo da sua imortalidade, pois este sobrevivera ao dilúvio e recebera dos deuses o dom da imortalidade. Depois de muitas aventuras e perigos, encontrou o sábio, que o demoveu de tal procura, dizendo-lhe que a morte era uma realidade incontornável. No entanto, desafiou-o a ficar acordado durante seis dias e sete noites, já que esse teste lhe daria a imortalidade. Gilgamesh, não conseguindo superar a prova, voltou para a sua terra, mantendo a sua condição de mortal. Antes da partida do jovem, Uta-Napishtim contou-lhe o segredo de uma planta que vivia no fundo do oceano e que devolvia a juventude a quem se picasse nos seus espinhos. Gilgamesh desceu ao fundo do oceano, colheu a planta e guardou-a para experimentar os seus poderes num velho da sua cidade, mas a planta foi-lhe roubada por uma cobra durante o regresso. Gilgamesh voltou a Uruk, onde ainda apavorado pelo medo da morte, evocou Enkidu, que lhe descreveu a sua vida no mundo das trevas. É com essa descrição que termina as aventuras de Gilgamesh.
Esta história épica surpreendeu e intrigou os estudiosos pela sua descrição do dilúvio tão semelhante ao da Bíblia.
 

t

Texto explicativo retirado da IMFOPÉDIA, da Porto Editora

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:48


#2176 - Caixas e Sacos

por Carlos Pereira \foleirices, em 01.03.17

 CARL SANDBURG (1878-1967)

 

CAIXAS E SACOS

 

Quanto maior é a caixa, mais leva.

As caixas vazias levam tanto como as cabeças vazias.

Muitas caixinhas vazias que se deitam numa grande caixa vazia, enchem-na toda.

Uma caixa meio-vazia diz: «Ponham-me mais.»

Uma caixa bastante grande pode conter o mundo.

Os elefantes precisam de grandes caixas para guardar uma dúzia de lenços de assoar para elefantes.

As pulgas dobram os seus lencinhos e arrumam-nos com cuidado em caixas de lenços para pulgas.

Os sacos encostam-se uns aos outros e as caixas levantam-se independentes.

As caixas são quadradas e têm cantos, ou então são redondas e têm círculos.

Pode empilhar-se caixa sobre caixa até que tudo venha abaixo.

Empilhe caixa sobre caixa, e a caixa do fundo dirá: «Queira notar que tudo repousa sobre mim.»

Empilhe caixa sobre mim, e a que está em cima perguntará: «É capaz de me dizer qual de nós cai para mais longe quando caímos todas?»

As pessoas-caixas vão à procura de caixas e as pessoas-sacos à procura de sacos.

 

Poema de Carl Sandburg traduzido por Alexandre O'Neill

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:45

Pág. 2/2



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

BERTRAND - SUGESTÃO DE LIVROS E LEITURAS

20% a 50% IMEDIATO em todos os livros - Instagram Post 25-26/03

#LERÉPODER 2020 - Large Billboard


O Mundo na Mão - Large Billboard



Links

Outras Foleirices

Comunicação Social

Lugares de culto e cultura

Dicionários

Mapas

Editoras

FUNDAÇÕES

Revistas