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#1476 - Novo livro de crónicas sobre o Porto

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.11.11

 

Germano Silva, jornalista e historiador da cidade do Porto, lança no sábado o décimo livro de crónicas sobre a cidade. No "Porto: Nos lugares da história" o autor procura fazer com que "as pessoas gostem do sítio onde vivem".

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publicado às 17:14


#1475 - Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.11.11

 

Tomás Eloy Martínez

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publicado às 15:20


#1474 - Livros e Leituras

por Carlos Pereira \foleirices, em 10.11.11


Emma Donoghue

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publicado às 15:13


#1473 - Frases

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.11.11

 

"queria ter sido como você, um escritor", afirmou George Steiner a António Lobo Antunes quando recebeu o escritor português em sua casa nos arredores de Cambridge em 9 de Outubro de 2011.

 

Os diálogos podem  ser lidos na revista "LER", n.º 107 de Novembro de 2011

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publicado às 23:41


#1472 - Prémio Portugal Telecom da Literatura 2011

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.11.11

 

Este romance de escritura primorosa narra um percurso. É o que se opera na consciência de Pedro durante uma viagem de ônibus para o bairro do Tirol, na periferia pobre da cidade onde mora — uma espécie de panela de pressão de violência e injustiça sistemática. É lá que mora Rosane, namorada de Pedro: faz algum tempo que ele passa os fins de semana com ela.

De radinho no ouvido, lendo a intervalos, observando o que se passa dentro do ônibus e fora nas ruas, Pedro, sem se dar conta, costura as ideias. Ao fim da viagem ele não será mais o mesmo: o que vê e pensa durante o trajeto, os fatos de sua vida, seus afetos, o mundo em que está imerso, tudo reunido terá formado um novo conhecimento, mais profundo e mais crítico, mas que nem por isso o deixará desprotegido numa sociedade em que parece não haver como fugir de um destino opressivo.

O passageiro do fim do dia não deixa dúvida sobre a importância de Rubens Figueiredo no cenário literário contemporâneo no Brasil.

 

 

 

 O livro "Passageiro do Fim do Dia" (Companhia das Letras), do carioca Rubens Figueiredo, 55, foi o grande vencedor da nona edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura, um dos principais da língua portuguesa.

 

Figueiredo, que também é tradutor de importantes autores russos como Turgenyev e Tolstói para o português, narra o trajeto de ônibus do centro a um bairro de periferia feito por Pedro em um fim de semana em que visita a namorada. Por "Passageiro do Fim do Dia" o autor recebeu o prêmio de R$ 100 mil (em agosto, a mesma obra foi vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura e ganhou R$ 200 mil).

 

A noção de viagem também está no segundo colocado, o português nascido em Angola Gonçalo M. Tavares, 40. "Uma Viagem à Índia" (Leya) aborda o "herói individualista" Bloom em uma estrutura narrativa que remete a "Os Lusíadas", de Camões. O prêmio da Portugal Telecom foi R$ 35 mil. O livro tem rendido vários prêmios ao autor, como o Fernando Namora/Estoril Sol 2011 (25 mil euros; cerca de R$ 60.400).

 

O terceiro lugar do Portugal Telecom foi para "Minha Guerra Alheia" (Editora Record), da jornalista e escritora ítalo-brasileira Marina Colasanti, 74, que recebeu R$ 15 mil. O livro narra a infância da autora, que nasceu em Asmara, capital da Eritreia (África), quando tropas italianas invadiram a região. A família da escritora retornou então à Itália e, em seguida, com o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi ao Brasil.

Em 2012, o Prêmio Portugal Telecom de Literatura completa dez anos.

 

In

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publicado às 17:59


#1471 - Saudade

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.11.11

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publicado às 21:49


#1470 - A arte rupestre do paleolítico

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.11.11

 

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publicado às 21:37


#1469 - Leonardo da Vinci na National Gallery de Londres

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.11.11

 

 

 

A National Gallery de Londres exibe uma grandiosa exposição sobre as obras do artista do renascimento Leonardo da Vinci.

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publicado às 21:26

 

O romance “Trás-os-Montes”, de Tiago Manuel Ribeiro Patrício, venceu por unanimidade o Prémio Revelação Agustina-Bessa Luís, no valor de 25 mil euros, disse hoje à Lusa fonte da Estoril Sol que institui o galardão.

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publicado às 21:10


#1467 - Prémio Femina para o francês Simon Liberati

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.11.11

 

O escritor e jornalista francês Simon Liberati venceu o Prémio Femina 2011, um dos mais importantes galardões literários franceses, com a obra “Jayne Mansfield 1967”, editada pela Grasset.

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publicado às 20:19


#1466 - Poeta espanhol Tomas Segovia morreu

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.11.11

 

Tomas Segovia [1927-2011]

 

 


RASTREOS POR MIS LINDES
Séptimo rastreo

«En tantos sitios no he tenido casa…»
Yo mismo


Tendría que aceptar que me reprochen
Si es que puede nacer ese reproche
Que siempre haya esperado mucho más que buscado
El amor la alegría la dicha el cumplimiento
Que nunca haya buscado aunque lo haya esperado
Pertenecer a nada
Que haya alterado yo tan poco el orden
A pesar de haber sido tan poco resignado
Pues siempre fue en mi vida incomparable
Lo mucho recibido con lo poco exigido
Nunca fui cazador de la verdad
Sino fiel cuidador de su guarida
Y siempre entre los muchos que poblaron mis días
Quise tener un sitio pero cuidando siempre
De no tener un puesto

Tendré pues que aceptar que me reprochen
Que aun hoy siga queriendo creer sin desdecirme
Que es posible tener lo que no se ha tomado
Que el verdadero don llega sin merecerlo
Que toda gracia es gratis
Que en el instante en que alguien
Logra poseer algo
En ese mismo instante lo ha perdido
Y sólo si en verdad nada poseo
Puede todo ser mío

Y tendré que aceptar también que me reprochen
Hacer mi casa y no tenerla
Llamar mía a la casa que levanto
Dondequiera que llego
Y no a la que he pagado o conquistado
Regalar mi palabra a quien la quiera
Sin pedir más que eso que todo gesto pide
Que toda entrega pide que toda vida pide
Sin pedir más que amor

Aceptar que tal vez es reprochable
No aprender a tener una raíz segura
Una raíz firme y dormida
Que nunca cambia y nunca se desnuda
No asoma nunca afuera
A que el viento la palpe y desordene
Una raíz sin tiempo
Que me permitirá saber cuál es el centro
Y no buscarlo más por las orillas
Que me permitirá escoger mi casa
Saber cuál es el sitio donde guardar mi bien
Y donde quedarán al fin mis huesos

Y sin embargo sin embargo
Siempre supe vivir con el reproche
Si es que puede salirme al paso ese reproche
Y seguir avanzando mientras tanto
Siempre supe estar fuera de los muros
Soñar a campo raso
Regresar a mis viejos campamentos
Fieles a su intemperie
Y acariciar sin añorar festines
Su verdín amistoso

Y supe también siempre que el reproche
Si es que puede escucharse ese reproche
De que nunca haya habido una casa en el mundo
Que me haya sido dada como mía
A nada o nadie puedo dirigirlo
Sino acaso a mí mismo
Y tampoco a mí mismo lo dirijo
Aunque bien sé que ese reproche siempre
Ha de acecharme en algún sitio.

Agosto 2010

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publicado às 20:09


#1465 - Um poema de Clarice Lispector

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.11.11

 

O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

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publicado às 23:28


#1464 - Decreto-Lei

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.11.11

DECRETO-LEI

 

Desterrem o poeta.

Seu lugar não é aqui.

Nem onde, viventes,

pensais que seja.

Nem a imortalidade

dá-lhe pão ou água,

ou ar onde respira

a usura de existir.

Nômade, rebelde,

intruso, destemido,

talvez nemhum lugar

traga-lhe pouso.

E nem espera tanto,

estando velho, enfermo,

o desterro que concedeis

há muito se apura em viver

convosco a solidão

indestrutível. Desterrem

o insurrecto e que a vós,

viventes, poupem.

E o que firma o Decreto

tem o vosso semblante

e ao vos poupar, há

de poupar-se antes.

A república é um gato

que não entende o outro,

salvo o dono. E o poeta

é afrontoso, visionário,

obstinado em conjurar

as sombras que se agarram

ao dia. Subverte a razão

do Estado, por não ter

razão alguma. Contamina

a benevolência dos civis.

É animal desocupado,

o poeta. A alguns, inofensivo

como uma barata que olha

outra barata e acaba vendo

a glória, mais excelsa.

Ou néscia. Sua palavra

explode e mata, quando

a lágrima faz chover orvalho

sobre as ruas da infância.

E não há mais infância

nemhuma a defender.

E só ela pode convencê-lo

a calar e não se cala,

não renuncia à pólvora

da língua. Não renuncia

a nada, nem à luz da agonia.

Desterrem o poeta. Já se ouve

o bramido da tábua do mar,

já se ouvem os bárbaros cercando

a democracia de ganidos.

Os bárbaros, os bárbaros

não poupam nem os mortos.

Só os viventes resistem;

a república não sabe expiar

as suas culpas, cenários

que prende no viveiro.

E até os cães perseguem

o poeta com seus dentes

de léguas. E a palavra

ao cão persegue e o cão

a outro. E não carece

o poeta de vossa caridade

desatenta. Carece da praça

de uma palavra apenas:

a praça de um soluço.

Desterrem o poeta.

E ficará vossa consciência

em paz, junto aos vindouros.

Desterrem o poeta.

Desterrem o futuro.

 

Poema de Carlos Nejar in "Os viventes"

 

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publicado às 20:44


#1463 - Prémios Médicis

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.11.11

 

O Prémio Médicis para o melhor romance francês foi atribuído a Mathieu Lindon por "Ce qu’aimer veut dire", enquanto o prémio para melhor livro estrangeiro foi para o israelita David Grossman e para o livro "Até ao fim da terra", que será editado em Portugal pela Dom Quixote em Abril de 2012.

 

Este sétimo romance de Grossman conta a história de uma mulher de Jerusalém, chamado Ora, que deixa a sua casa para evitar receber o anúncio da morte do seu filho Ofer, numa operação militar.

Grossman perdeu o seu filho, Uri, há cinco anos. Uri, que tinha na altura vinte anos, morreu quando um míssil atingiu o tanque em que seguia, no Sul do Líbano, dois dias antes de entrar em vigor um cessar-fogo imposto pelas Nações Unidas. Quando David Grossman começou a escrever « Até ao fim da terra », Uri estava a cumprir o serviço militar. O livro foi terminado depois da morte do filho.

O livro de Mathieu Lindon é uma homenagem ao filósofo Michel Foucault, que morreu em 1984 e era amigo de Lindon.

 

In

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publicado às 20:17


#1462 - Fadista Mísia recebe Prémio Gilda

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.11.11

A fadista Mísia recebe, este domigo, no Cinema Odeon, em Florença, o Prémio Gilda, no decorrer do 33.º Festival Cinema e Donne, a decorrer naquela cidade italiana e no qual é homenageada.

 

 
foto Bruno Simões Castanheira/Global Imagens
Fadista Mísia recebe Prémio Gilda
Mísia
 

O prémio distingue mulheres no cinema que provêm de outras áreas ou mulheres do cinema com actividade criativa noutros territórios, segundo uma nota da organização enviada à Lusa.

Durante a homenagem à artista portuguesa, será exibido o último filme em que Mísia participa, 'Passione', documentário sobre a canção napolitana realizado por John Turturro.

Antecederam Mísia neste prémio, criado em 2009, Anna Karina, a atriz da "nouvelle vague" francesa, protagonista de "Vivre sa vie", de Jean-Luc Godard, e a atriz italiana Teresa Saponangelo.

 

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publicado às 20:05


#1461 - Ulisses

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.11.11

 

ULISSES

 

 

Vaguei dez anos

desde Troia.

 

Não sou herói,

mas homem

marcado pela pátria.

 

Fui povo.

E por amar o tempo

combatendo,

eu vim do Inferno.

 

Andante

de praias e mulheres,

nenhuma aurora

comigo velejava,

embora velejasse

mais tarde

com meus ossos.

Circe era um corpo

apenas e na alma

o limite saturava.

 

Nem Calipso, a ninfa,

conteve o meu exílio.

 

Amarrado ao mastro,

tapados os ouvidos,

apaziguei a morte

e seu coro celeste.

 

Ninguém eu sou.

No inferno vi Tirésias.

Consultei na sombra dele

a sombra da minha mãe

e a sombra deste barco

que me leva.

 

Ninguém eu sou

sem pátria

e a ela escrevo

a eternidade

em mim.

 

Na espuma escrevi

Penélope e meu filho.

Povo escrevi. Destino.

 

Regressei. Pedinte fui,

revi Argos - meu cão -

e aos pretendentes

com mão certeira

revelei a morte.

 

E uma cicatriz

me desvendou.

 

Ninguém

é Ulisses por acaso.

 

 

Poema retirado do livro "Os viventes" de Carlos Nejar.

 

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publicado às 19:07


#1460 - Laura Marling

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.11.11

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publicado às 15:28


#1459 - ST. Vincent

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.11.11

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publicado às 15:26


#1458 - Livros e Leituras - Os Viventes

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.11.11

 

 

Os viventes é obra única, orginalmente lançada em 1979 e definida pelo crítico literário português Eugénio Lisboa como um livro que reune "algo de austeramente bíblico" e uma "poesia fraternal, que julga, mas conforta, e nos dá fórmulas simples de vida e entre-ajuda".

 

Nestes poemas, Carlos Nejar não expressa apenas sua profunda afeição pelos seres reais e imaginários, mas procura resgatar de cada um a sua anima, aquela essência tantas vezes esquecida ou menosprezada. Para o poeta, todas as criaturas - do torturado Jó ao exploradoe Roald Amundsen, de um inseto ao filósofo Friedrich Nietzsche - estão de alguma forma unidas, pois "não há pátria / a quem ama".

 

A esta edição foram acrescentados 300 novos poemas.

 

Edição brasileira editada pela Leya em 2011.

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publicado às 19:04

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