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Mário de Andrade e o modernismo brasileiro

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.05.09

Os artistas que fizeram a Semana de Arte Moderna de 1992, numa foto histórica. À frente está Oswald de Andrade  que acabou ganhando a preferência dos críticos. Mário é o primeiro à esquerda na primeira fileira em pé, com Manuel Bandeira, no alto, às suas costas. Também nessa fileira, está Graça Aranha (o terceiro da direita para a esquerda); no centro, com a mão levantada, Paulo Prado
Os artistas que fizeram a Semana de Arte Moderna de 1992, numa foto histórica. À frente está Oswald de Andrade — que acabou ganhando a preferência dos críticos. Mário é o primeiro à esquerda na primeira fileira em pé, com Manuel Bandeira, no alto, às suas costas. Também nessa fileira, está Graça Aranha (o terceiro da direita para a esquerda); no centro, com a mão levantada, Paulo Prado

 

Revista BRAVO! | Maio/2009

O Enigma do Modernismo

Mário de Andrade fez do paradoxo e do desencontro o coração de sua obra. Com isso, ele nos obriga a pensar com ousadia e a duvidar de nós mesmos

Por José Castello

 

A crítica sempre teve muita dificuldade para fixar a imagem de Mário de Andrade. Vulto arredio às classificações e às reduções, ele até hoje ocupa, no cenário do modernismo, o lugar de um enigma. Os críticos, quase sempre, se encantaram mais com Oswald de Andrade, que, panfletário, enfático, dogmático, nunca deixou dúvidas a respeito de quem era. Em 1916, um Oswald cheio de si já se declarava, sem meias palavras, um "futurista". Fixava, assim, sua filiação nobre ao Manifesto Futurista, que o italiano Filippo Tommaso Marinetti havia publicado no jornal Le Figaro, em 1909. Ao contrário dele, um renitente Mário ainda protestava, em 1921 (um ano antes da Semana de Arte Moderna!), quando o chamavam de "futurista". A dissensão e a discórdia estão no coração do modernismo; Mário fez desses desencontros e paradoxos o coração de sua obra.

Para complicar, o próprio Mário se definia por uma profusão de etiquetas. "Eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta", disse. Gostava de provocar os inimigos com uma tirada célebre: "Um dia afinal eu toparei comigo". O escritor, que se sentia cada vez mais distante de si, fez da insatisfação o seu caminho, definindo-se mais pelo que procurava do que pelo que era. A esse respeito, vale lembrar a avaliação do crítico Álvaro Lins, que, em Os Mortos de Sobrecasaca, assim o definiu: "Em nenhum poeta moderno mais do que no sr. Mário de Andrade se poderá sentir essa contradição própria da poesia moderna: a de um pensamento que procura a sua forma". Em seu célebre Prefácio Interessantíssimo, que escreveu para Pauliceia Desvairada (1922), é o próprio Mário quem se descreve como um intelectual em contínuo movimento. O dogma não o interessava. Como definir, então, um escritor que repudiava as definições?

Antonio Candido devassou a alma de Mário quando escreveu: "Há, com efeito, muitos Mários de Andrade além dos conhecidos". Para Mário, a literatura deriva da insatisfação, e não da lucidez. O escritor, ele pensava, deve ser vulnerável, deve ser frágil — deve expor-se, continuamente, ao que não é. Para Mário, a força da literatura se define pelo sacrifício de si. Mais de uma vez, ele criticou o "cultivo imoderado do prazer", que se disseminou entre os modernistas de 22 —o prazer e a alegria acima da persistência e do risco. Essa diferença está na base de sua ruptura com Oswald de Andrade, em 1929 (leia perfil de Mário de Andrade a partir da página 70). Decepcionado com Oswald, a quem dizia "odiar friamente", ele se declarou mais próximo de Jorge de Lima, o poeta católico, a quem via como um intelectual "dominado pela prudência".

POLITICAMENTE INCORRETO
A obra de Mário de Andrade, de fato, parece, até hoje, assinada por muitos Mários diferentes. Com ferocidade, ele criticava aqueles que "caem no gosto da imitação de si mesmos". Em outras palavras: criticava os que "sabem o que fazem". Mário sempre preferiu a instabilidade, o ecletismo, o sincretismo que caracterizam a alma brasileira. Por isso criticou, com ênfase, os que sofriam da "Moléstia de Nabuco" — mal que foi o primeiro a diagnosticar. Assim o definiu: "É isso de vocês andarem sentindo saudade do cais do Sena em plena Quinta da Boa Vista". Com a piada, plantou muitos inimigos em seu caminho. A preferência pelo instável e pelo incompleto levou um crítico de índole conservadora como Wilson Martins a escrever: "Mário é um autor que está em segundo plano em todos os gêneros".

Mário nunca se esforçou para ser politicamente correto. "As revoluções brasileiras, especialmente a de 1932, atrasaram muito São Paulo", disse certa vez. Essa obsessão pelas revoluções, pensava ainda, dificultou a renovação da literatura paulista. Acreditava Mário que, se as revoluções despertaram a consciência cívica dos paulistas, "tiveram por outro lado a fatalidade de fixar demasiado essa consciência cívica dentro de problemas muito particulares e talvez desimportantes" — como declarou em uma célebre entrevista a Martins Castello, publicada em O Jornal, em 1935.

Avesso às certezas, preferia uma arte em movimento, em constante descompasso com as ideias consagradas e com as palavras de ordem corretas. Aos que revidavam dizendo que ele não passava de um nacionalista à antiga, respondia afirmando que era "muito mais marcado pelo tropicalismo do que pelo nacionalismo". Em 1939, confrontado com uma enquete que investigava os dez melhores romances brasileiros da década, não pensou duas vezes: em sua lista, incluiu Mundos Mortos, livro do católico e conservador Octávio de Faria. Não foi uma provocação, mas uma prova de seu coração aberto.

Seus grandes livros — como o maior de todos, Macunaíma — até hoje nos provocam como um enigma que desafia nossa noção de identidade. O que é ser um "herói sem caráter"? Tal ideia do heroísmo é, até hoje, motivo de muitas controvérsias. Seria mesmo um achado intelectual ou um jogo de palavras? João Cabral de Melo Neto, que sempre preferiu Oswald a Mário, duvidava de sua célebre erudição. Mário, aliás, lhe deu razão ao dizer: "Não sou crítico, não sou culto, tenho horror de me chamarem indivíduo culto só porque leio um bocado". Na mesma entrevista a O Jornal, ele diz ainda: "Na verdade sou artista, sou poeta, sou romancista, mas o resto não e não".

Ao se definir pela negação, Mário de Andrade nos deixou uma imagem forte, mas em estilhaços. Vulto que ainda hoje nos obriga a pensar com ousadia e a duvidar de nós mesmos. Não haveria herança mais digna.

 

José Castello é jornalista e escritor, autor A Literatura na Poltrona e Vinicius de Moraes — O Poeta da Paixão, entre outros.

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publicado às 15:57


João Pombo Barile escreve sobre Mário de Andrade

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.05.09

O escritor Mário de Andrade. Entre 1917 e 1945, ele manteve com o tio Pio uma correspondência sobretudo afetiva  e a mais longa de sua vida

Revista BRAVO! | Maio/2009

Mário, Íntimo e Pessoal

A vida do mentor do modernismo brasileiro sempre foi cercada de mistério. A correspondência com o fazendeiro Pio Lourenço Corrêa, uma espécie de pai postiço do escritor, abre caminho para a compreensão das angústias do homem e, em consequência, de sua obra

 

Em uma das incontáveis cartas que escreveu, Mário de Andrade relatou a Manuel Bandeira: "O caso típico da minha afetividade foi a morte de meu mano mais moço, que me levou quase pra morte também. (...) os médicos chegaram a não dar mais nada por mim. Não comia, não dormia. Foi o bom senso de um tio, espécie de neurastênico de profissão, que me salvou. Pegou em mim, me levou pra fazenda dele, me deixou lá sozinho. (...) Voltei poeta da fazenda". Referindo-se ao episódio da morte de seu irmão Renato, em decorrência de uma cabeçada em um jogo de futebol em 1913, quando este contava apenas 14 anos, o grande mentor do modernismo revelava a importância do fazendeiro Pio Lourenço Corrêa — o "tio" da carta — na sua formação. Uma formação que, além dos aspectos literários e teóricos, foi forjada também nas angústias e neuroses do autor de Macunaíma.

Boa parte dessa faceta pessoal de Mário de Andrade pode ser vislumbrada em Pio & Mário — Diálogo da Vida Inteira, que chega às livrarias neste mês. O volume, ilustrado por dezenas de fotos, reúne 105 cartas de Pio e 84 de Mário, escritas entre 1917 a 1945. É a mais longa troca de correspondência do escritor de que se tem notícia, começando quando ele era ainda um desconhecido e indo até cinco dias antes de sua morte. Discreto, Mário falava pouco da vida íntima. Embora não seja pródiga em desabafos, a correspondência com Pio é das mais pessoais entre todas as que Mário mantinha. Bem esmiuçada, pode abrir caminho para a compreensão das angústias do escritor, estudo que seria importantíssimo para a melhor compreensão de sua obra.

Mas quem era Pio? Nascido em 1875, tinha 18 anos a mais que Mário e, embora este o chamasse de "tio", Pio era, na realidade, casado com sua prima Zulmira de Moraes Rocha. O casal era proprietário da chácara Sapucaia, em Araraquara, no interior de São Paulo, onde o escritor se hospedava com frequência. Foi lá que, deitado em uma rede durante uma semana de 1927, Mário escreveria Macunaíma. "É a minha Pasárgada", gostava de dizer.

À diferença dos outros correspondentes de Mário, Pio não era artista, mas teve um papel fundamental na trajetória do escritor por conta dessa dimensão afetiva. Embora a correspondência seja pontuada por discussões intelectuais (Pio manifesta restrições, por exemplo, a Amar, Verbo Intransitivo e a Macunaíma), esse não era, evidentemente, o ponto principal da relação. Quem o diz com clareza é Mário. Numa carta datada de 11 de maio de 1931, ele escreve a respeito das divergências: "Às minhas loucuras, fantasias, curiosidades, a sua simplicidade sistematizada de ser deu maior paciência, mais precisão de fortificarem-se no estudo; à minha sensibilidade o senhor e sua vida trouxe novos lados, desconhecidos antes, por onde ela se experimentasse e enriquecesse; e finalmente à riqueza milionária das minhas fraquezas veio a sua belíssima e tão nobre atitude moral por freios".

Com essa "nobre atitude moral" a colocar freios, Pio foi uma espécie de pai postiço de Mário, cuja relação com o pai verdadeiro, o jornalista Carlos Augusto de Andrade, sempre foi conturbada. Um dos fundadores do primeiro vespertino da capital paulista, a Folha da Tarde, Carlos seria sempre retratado como figura autoritária na obra do filho escritor — como no poema A Escrivaninha (1922) e no conto O Peru de Natal (1938-1942).

Não eram poucas as angústias familiares de Mário. Espécie de caçula indesejado, "meio amulatado e feio", como dizia, conviveu na infância com a predileção da família por Renato, o irmão "bonito e loiro". Talvez por isso a morte precoce e trágica do menino tenha devastado tanto Mário, a ponto de, como já vimos relatado pelo próprio escritor, ter-se tornado um divisor de águas. Pio estava lá, mas os acontecimentos deixariam marcas em Mário, sobretudo um tremor nas mãos que o impediria de ser concertista.

Ao componente racial, motivo de um complexo que acompanharia o escritor ao longo da vida, somaram-se questões de classe. À diferença de Oswald de Andrade, por exemplo, o "homem sem profissão" que assumiria a vanguarda literária do início do século 20 financiado pela fortuna pessoal, Mário foi o protótipo do que o sociólogo Sergio Miceli chamou de o "primo pobre" do modernismo brasileiro. Nascido na capital paulista em 1893 e formado no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, Mário teria de trabalhar a vida inteira, levando uma vida modesta de professor.

Com seu "complexo de inferioridade orgulhosíssimo", como escreveu em certa ocasião, Mário também se tornaria um homem metódico e cioso de sua memória. Desde 1923, ele já catalogava todos os seus documentos, e hoje seus milhares de cartas e fichas de leitura estão devidamente guardados no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP). No artigo Fazer a História, de 1944, ele escreveu: "Tudo será posto a lume um dia, por alguém que se disponha a realmente fazer a História. E imediato, tanto correspondências como jornais e demais documentos não opinarão como nós, mas provarão a verdade".

"BONECA DE PICHE"

A despeito de tamanho cuidado de Mário, ainda existem vários pontos obscuros em sua biografia. O principal — e mais polêmico de todos — diz respeito à suposta homossexualidade do escritor. O tema foi levantado pela primeira vez pelo jornalista e escritor Moacir Werneck de Castro em 1989, no livro Mário de Andrade: Exílio no Rio, em que narra sua convivência com o poeta entre os anos 1938 e 1940, quando Mário lecionou na capital fluminense. "Na raiz do drama existencial de Mário de Andrade jaz a angústia da sexualidade reprimida e transformada em difusa pan-sexualidade", escreveu.

Em 1998, foi a vez da escritora Rachel de Queiroz, que, em Tantos Anos, sua autobiografia, afirmou que Mário teria sido mais feliz se tivesse assumido a homossexualidade. Entretanto, o que se falou sobre o assunto se esgota praticamente aí. Há até hoje um cordão de isolamento em torno do assunto entre seus herdeiros paulistas, e há quem diga — principalmente em universidades de outros estados — que existe uma parte da correspondência de Mário que segue sob censura na Universidade de São Paulo, onde está baseada.

Longe de pertencer ao reino da fofoca, o tema é fundamental para entender a obra de Mário e algumas de suas relações pessoais mais importantes — como, por exemplo, a amizade entre o escritor e a pintora Anita Malfatti. Pelas cartas que ambos trocaram, pode-se inferir que a artista alimentou um amor platônico por Mário, ao qual ele nunca correspondeu. O estudo do tema é também fundamental para entender uma questão central do modernismo, o rompimento entre Mário e Oswald. Em artigo sobre o assunto, o jornalista Humberto Werneck conta como o autor de Serafim Ponte Grande gostava de fazer piadas venenosas sobre a suposta homossexualidade de Mário. Oswald chegou a escrever, por exemplo, que de costas Mário se parecia muito com Oscar Wilde, numa alusão ao escritor inglês que enfrentou um doloroso processo judicial por causa da orientação sexual.

Em tom de brincadeira, Oswald também gostava de assinar artigos com o codinome Cabo Machado, referência a um personagem de um poema de Mário: "Cabo Machado é cor de jambo,/ (...) Cabo Machado é moço bem bonito./ (...) Cabo Machado é doce que nem mel (...)". De acordo com Mário da Silva Brito, o historiador pioneiro do modernismo também citado no artigo de Humberto Werneck, o rompimento definitivo pode ter ocorrido por causa de um texto escrito por Oswald em 1929, com o título Boneca de Piche — alusão à suposta homossexualidade e à cor da pele do escritor.

Naquela mesma carta endereçada a Pio no dia 11 de maio de 1931, Mário escreve mais adiante: "Estava carecendo deste desabafo e me sinto feliz agora. Desabafo saído com toda a espontaneidade e que teve a enorme utilidade de me botar bem no meu lugar". Quem sabe a divulgação da correspondência com Pio Lourenço, revelando "desabafos" como aquele, não ajude a chegar a uma "verdade" mais completa sobre Mário, como ele queria. Tabus infundados têm atrapalhado as pesquisas sobre a biografia de Mário de Andrade. Que a correspondência com o "tio Pio" ajude a colocá-los por terra. A moderna teoria literária prega que só o entendimento do homem, em sua inteireza, pode ajudar a compreender e iluminar a obra do escritor.

João Pombo Barile é jornalista.

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publicado às 15:44


Cannonball Adderley

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.05.09

 

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publicado às 16:31


A UM AUSENTE

por Carlos Pereira \foleirices, em 04.05.09

 

 

Para o Joaquim Mestre, o bibliotecário da Biblioteca José Saramago, de Beja, escritor e amigo, que hoje nos deixou.

 

 

A UM AUSENTE


Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

 
 

Carlos Drummond de Andrade
 

retirado do blog bibliotecadafeira

Joaquim Figueira Mestre, director da Biblioteca Municipal de Beja, faleceu ontem à noite vítima de doença prolongada. A cerimónia religiosa realiza-se esta noite, pelas 21.00 horas, e o funeral amanhã, às 08.00 horas.

 

 

Joaquim Figueira Mestre faleceu ontem à noite, em Lisboa, vítima de doença prolongada. Tinha 54 anos e era director da Biblioteca Municipal de Beja. Joaquim Figueira Mestre ajudou a transformar a Biblioteca da cidade numa Biblioteca de referência a nível nacional. Para além da actividade profissional que desempenhava, Figueira Mestre também deixou obra escrita e foi recentemente distinguido com o Prémio Manuel da Fonseca 2008.

 
 
Francisco Santos, presidente da Câmara Municipal de Beja, muito emocionado referiu que "todos ficam a perder com a morte de Figueira Mestre".
 
Carlos Pinto Coelho, jornalista e amigo de longa data de Joaquim Figueira Mestre, consternado disse que "se foi embora um dos maiores amigos que Beja poderia ter" e recordou que "foi pela mão do director da Biblioteca que a cidade foi transformada numa catedral da leitura. Foi este homem que conseguiu trazer a Beja os maiores vultos da literatura portuguesa".
 
O corpo de Joaquim Figueira Mestre já está em câmara ardente na Casa Mortuária de Beja, a cerimónia religiosa realiza-se esta noite, pelas 21.00 horas e o funeral amanhã, às 08.00 horas. 
 
Biografia:
Joaquim Figueira Mestre era natural de Trindade, concelho de Beja, licenciado em História e pós-graduado em Ciências Documentais.
Iniciou o seu trabalho na Biblioteca Municipal de Beja, antes deste espaço abrir ao público, ou seja desde 1991/92 e exerceu a sua actividade profissional no mesmo até ao seu falecimento.
Joaquim Figueira Mestre deixou também obra escrita. Recordamos que foi distinguido recentemente com o prémio Manuel da Fonseca 2008, com a obra: “Breviário das Almas”, um conto que colheu a unanimidade do júri.
Joaquim Figueira Mestre escreveu igualmente os livros: “A Imperfeição do Amor”, “O Perfumista”, “A Cega da Casa do Boiro” e “O Livro do Esquecimento”.

 

 notícia retirada da "Rádio Voz da Planície"

 

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publicado às 16:49


Jon Hassell

por Carlos Pereira \foleirices, em 02.05.09

 

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publicado às 17:41

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