Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




A Verdadeira Treta no Cine-Teatro António Lamoso

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.09

José Pedro Gomes e António Feio com a Verdadeira Treta no Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira no dia 25 de Janeiro com início às 21.45 horas.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:13


Deolinda em Santa Maria da Feira

por Carlos Pereira \foleirices, em 15.01.09

Integrado na programação da Festa das Fogaceiras, DEOLINDA vai estar no palco do Cine-Teatro António Lamoso para um concerto a realizar no dia 17 de Janeiro.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:51


A outra faceta de Clint Eastwwod - compositor

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.01.09

 

Vídeo do filme "Gran Torino"


Clint Eastwood compôs a canção do filme "Gran Torino" de que é realizador

elmundo.es | Madrid

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:37


O mundo de Eudora Welty

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.01.09

Este ano celebra-se o centenário do nascimento da fotógrafa americana Eudora Welty.

O Museu da cidade de Nova Iorque é a primeira instituição a prestar homenagem à fotógrafa ao mostrar uma série de fotografias captadas por Welty e que registam o quotidiano das pessoas e ambientes durante a Grande Depressão americana dos anos 30.


Mais fotografias aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:10


Exemplos que deviam ser seguidos por cá

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.01.09

El presidente francés, Nicolás Sarkozy, anunció hoy la gratuidad de los museos estatales para los menores de 25 años al felicitar el Año Nuevo al mundo cultural francés, al que también prometió la creación de un Museo de la Historia de Francia y 100 millones anuales suplementarios para el patrimonio nacional.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:44


E o esquecimento dos "Prós-e-Contras" vai para....

por Carlos Pereira \foleirices, em 14.01.09

Maria João Pires, por exemplo... a derrocada do nosso património, os anónimos cientistas e investigadores, o funcionamento dos museus, os poetas, os romancistas (os vivos e os mortos), etc....etc... e todos aqueles que, diariamente, lutam desesperadamente por um país mais decente.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:25


A brutalidade das palavras

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

As palavras usadas são de pólvora,

Sangue,

Crueldade

Despejadas em campos

De carne e vida

Que transformam a inocência

Em monumentos macabros, e obscenos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 23:47


Atiq Rahimi

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

O romance Pedra-de-Paciência, com que Atiq Rahimi ganhou o Prémio Goncourt, em Novembro, está prestes a sair do prelo, com chancela da Teorema e tradução de Carlos Correia Monteiro de Oliveira. A capa é esta:

Quem desejar conhecer a obra anterior do escritor afegão radicado em França, igualmente publicada pela Teorema, pode comprar na FNAC, por apenas cinco euros, um pack com os seus dois primeiros romances (Terra e Cinzas + As Mil Casas do Sonho e do Terror).


Post retirado do blog "Bibliotecário de Babel"

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:50


Novo filme de Almodóvar

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

'Los abrazos rotos' com estreia a 18 de Março

Un momento del rodaje junto al Palacio Real. (Foto: Alberto DiLolli)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:37


Prémio T.S. Eliot

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

A poetisa Jen Hadfield ganhou a última edição do prémio T.S. Eliot de poesia com a sua segunda antologia "Nigh-No-Place"

desenvolvimento aqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:12


Os Madre de Deus

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

Fernando Neira escreve no "EL PAÍS" um artigo sobre os Madre de Deus

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:08


Museu do Prado

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

O Google disponibiliza imagens de alta definição de 14 quadros do Museu do Prado

  • Google digitaliza en 'ultra resolución' 14 o

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:02


Musa Amer Odeh

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

O representante da Palestina em Espanha, Musa Amer Odeh, qualifica de "crime contra a humanidade" a ofensiva israelita em Gaza e pede a intervenção de Espanha e afirmou ainda que "OS JUDEUS SOFRERAM O HOLOCAUSTO E QUEREM REPETIR A HISTÓRIA COM O NOSSO POVO"

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:52


O Vidente

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

Vimos o mundo aceso nos seus olhos,

E por os ter olhado nós ficamos

Penetrados de força e de destino.

 

Ele deu carne àquilo que sonhámos,

E a nossa vida abriu-se, iluminada

Pelas imagens de oiro que ele vira.

 

Veio dizer-nos qual a nossa raça,

Anunciou-nos a pátria nunca vista,

E a sua perfeição era o sinal

De que as coisas sonhadas existiam.

 

Vimo-lo voltar das multidões

Com o olhar azulado de visões

Como se tivesse ido sempre só.

 

Tinha a face orientada para a luz,

Intacto caminhava entre os horrores,

Interior à alma como um conto.

 

E ei-lo caído à beira do caminha,

Ele - o que partira com mais força

Ele - o que partira para mais longe.

 

Porque o ergueste assim como um sinal?

Pusemos tantos sonhos em seu nome!

 

Como iremos além da encruzilhada

Onde os seus olhos de astro se quebraram?

 

Sophia de Mello Breyner Andresen - Obra Poética - Editoral Caminho, Janeiro de 2007

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:26


A Barbárie e iracionalidade do animal mais perigoso do planeta

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:31


José Luís Peixoto

por Carlos Pereira \foleirices, em 13.01.09

Not dead

Tenho um punk dentro de mim, debaixo da minha pele. Há vezes em que sou obrigado a pôr-me à sua frente e a segurá-lo pelos ombros, quer fugir, quer dar pontapés nos caixotes do lixo e deixá-los espalhados no meio da rua. Seguro-o como se tentasse evitar um briga. Não faças isso, não vale a pena. Na maior parte do tempo, esse punk está a dormir, sentado num passeio dentro de mim, encostado a uma parede, com as costas tortas, o pescoço torto, inconsciente, bêbado ou drogado com o perfume dos lugares onde vou. Esse punk dentro de mim não os suporta, prefere comer restos abandonados na mesa de esplanadas do que jantar de fato e gravata na casa de príncipes, prefere vomitar aguardente destilada pelo estômago do que ter de responder palavras vazias às palavras vazias dessas conversas. Já houve ocasiões em que esse punk quis puxar a toalha da mesa posta, aquilo que mais desejou foi ver o serviço inteiro de jantar suspenso por um instante no ar da sala e, depois, a desfazer-se no chão.

Esse punk não é uma metàfora ou uma ironia. É um punk a sério. Tem um casaco que é sempre o mesmo e tem uma camisola, tem umas calças que são sempre as mesmas, com remendos de G.B.H. e de Chaos UK que não tapam os buracos nos joelhos. Aliás, os remendos não servem para tapar os buracos nas calças, servem para outras coisas. Também os buracos têm uma função que, aqui, agora, seria difícil de explicar. É possível olhar para os olhos desse punk que está debaixo da minha pele. Há vezes em que todo o seu rosto está escuro, coberto de sombras e apenas se distinguem os seus olhos, fixos, a brilhar. É mais ou menos divertido que alguém possa pensar que esse punk é uma metáfora ou uma ironia porque, se há algo que ele rejeita no seu discurso são as metáforas e as ironias. Esse punk gosta de escrever frases nas paredes, gosta de repetir refrões quatro vezes e considera que tanto as metáforas como as ironias são subterfúgios que algumas pessoas utilizam para não serem directas, para serem mentirosas, para serem cobardes e se protegerem daquilo que têm para dizer, para se protegerem do olhar dos outros sobre aquilo que têm para dizer. Esse punk engana-se muitas vezes, mas não tem medo de utilizar o verbo ser.

Em conversas com outras pessoas, estando a falar ou a ouvir, é muito frequente que esse punk me esteja a sussurrar palavras ao ouvido. Tem uma voz riscada por grãos de areia. É como se a sua garganta fosse rugosa, e talvez seja. Esse punk prefere gastar aquilo que tem, prefere gastar-se, a ter tudo muito guardadinho em gavetas, apenas para ser usado em dias especiais, com muito cuidado para não riscar, para não sujar. Esse punk gosta de sujar-se. As outras pessoas têm dificuldade em entender o prazer imenso de estar sujo, de não tomar banho, de deixar o tempo acumular-se na pele, de torná-la morna, da certeza de vida que existe por baixo de tudo isso. Porque esse punk também tem muito dentro de si, também há muito debaixo da sua própria pele. Eu tenho um punk dentro de mim, debaixo da minha pele, e esse mesmo punk tem muito dentro de si. Não vou enumerar, não vou cair nessa vertigem. Vou apenas assinalá-la. Essa arqueologia pode exigir a vida inteira.

Passamos muito tempo sozinhos, eu e esse punk. Se precisamos um do outro, basta chamarmos. Entendemo-nos bem, sabemos escutar-nos e, para alám da idade, somos dois velhos. Ele é um punk velho, que nunca desistiu, que nunca baixou a voz, apesar de tudo o que inventaram para o demover, para mudar o mundo que descobriu com 14, 15 anos, ou talvez antes. Eu sou um velho que, entre outras coisas, carrega um punk velho dentro de si. Ele conhece aquilo que faço quando não o estou a ouvir, ele perdoa-me aquilo que faço contra as suas convicções. Ele finge que não vê, mas vê. E entende. Eu também conheço aquilo que ele faz e que contraria o que diz, que é o exacto oposto daquilo que diz quando se exalta com as pessoas que falam na televisão ou que escrevem nos jornais. Também eu finjo que não vejo, mas vejo. E entendo. Entendo muito bem os instantes em que ele está a tratar de si, despenteado, em que passa as mãos pelo rosto, e é como um menino frágil. Esse punk, que grita rouco, que diz que quer matar este e aquele, que quer partir isto e aquilo, é como um menino fràgil, à mercê de mil coisas que o podem matar, partir, e que o matam devagar, que o desgastam, mas às quais ele resiste, porque ele tem memória, ele não esquece.

Muitas vezes, quando estamos sozinhos, falamos de muitos assuntos, rimo-nos como pessoas normais. E ele não é esse punk que tenho dentro de mim, mas é uma pessoa com um nome, que chegou de um lugar. E eu não sou eu, sou também uma pessoa com um nome, que também chegou de um lugar. Rimo-nos. E parece-nos que não há outra pessoa que possa compreender as nossas histórias. Talvez seja mesmo assim: ficamos os dois, tatuados e rodeados de livros. Depois, quando estamos no centro de uma multidão, esse punk quer sair, mas eu digo-lhe que não, ninguém pode vê-lo mais do que apenas um pouco, quase nada. Se o vissem, os professores universitários iriam chocar-se. Apenas pelo seu reflexo, acreditariam saber tudo acerca dele. As senhoras que têm netas, filhas, deixariam de achar-me graça, ficariam baralhadas. Por isso, sou obrigado a pôr-me à frente do punk que está dentro de mim, debaixo da minha pele, sou obrigado a segurá-lo pelos ombros. Quando estamos sozinhos, sentamo-nos à mesa e, às vezes, juntos, ficamos em silêncio durante muito tempo.


*Publicado originalmente no Jornal de Letras.

Retirado do blog de José Luis Peixoto

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:51


Revista Ler

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09
Já se encontra disponível a edição n.º 76, da Revista LER[Janeiro] Segunda Série

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:02


Leitura de Outros Blogues

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Despedidas.

 

 

Cruzamo-nos nos anos noventa por vicissitudes do destino, tal como nos descruzamos pelos mesmos motivos. Nele, a velha discussão entre a forma e o conteúdo perdia sentido porque uma correspondia à outra. Como jornalista, disse o que tinha dizer num texto derradeiro e lúcido: «o jornalismo contém em si uma epistemológica contradição. Como historiadores do instante, os jornalistas fabricam a memória, mas, incapazes de reter a História do Jornalismo (que não é a mesma coisa que a História da Imprensa), fabricam em simultâneo o seu próprio esquecimento. Na avidez na notícia, vampirizam o presente, e o presente paga-lhes na mesma moeda: jornalista que deixe de escrever deixa de existir, para em breve nunca sequer ter existido». Aos poucos, um a um, os bons vão-se embora. Assusta-me o futuro sem estes amigos que nos deixam por aqui.


Post retirado do blog "Hoje há conquilhas amanhã não sabemos"

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:36


Leitura de Outros Blogues

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

VIEIRA DA SILVA



Vieira da Silva nasceu em Lisboa, em 1908.
Em 1911, morre o seu pai e instala-se com a mãe na casa do avô materno. Recebe lições de música, pintura e desenho. Estuda escultura na Escola de Belas Artes de Lisboa. Vai com a mãe para Paris e frequenta a Academia La Grand Chaumière e o atelier de Bourdelle. Em 1930, Casa com o pintor Arpad Szenes e em 1933 dá-se a sua primeira Exposição individual, em Paris.

Em 1940, o estado português recusa-lhe a nacionalidade. Parte com o marido para o Brasil. Participa em várias exposições e em 1947, regressa a Paris.
Recebe a nacionalidade Francesa em 1956 e em 1960, recebe do estado Francês o grau de Chevalier de L’Orde des Arts et des Lettres.

Em 1964, morre a mãe e realiza o seu primeiro vitral. Em 1975, realiza dois projectos de cartazes alusivos ao 25 de Abril. Em 1985, morre Arpard Szenes. Em 1988 dá-se a inauguração da estação do Metro da Cidade Universitária em Lisboa, decoração por si concebida. Em 1990 surge a Fundação Vieira da Silva-Arpad Szenes. Em 1991, recebe o Officer de la Légion d’Honneur.

Morre em Paris em 1992.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:28


Claude Berri [1935-2009]

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Claude Berri, director e produtor de cinema francês, morreu aos 74 anos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:00


Tintin celebra oitenta anos

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Celebra oitenta anos, mas continua a ser o jovem repórter belga que correu mundo (e a Lua) em aventuras destemidas acompanhado pelo fox terrier Milu. Tintim surgiu pela primeira vez a 10 de Janeiro de 1929.

Ainda hoje uma das mais populares personagens da banda desenhada mundial, Tintim foi criado pelo desenhador e argumentista belga George Remi (Hergé) e apareceu pela primeira vez no suplemento juvenil Le Petit Vingtième, do jornal Le Vingtième Siècle, a 10 de Janeiro de 1929.

Na estreia, Tintim é apresentado como um jovem jornalista do Petit Vingtième enviado à antiga União Soviética, onde se envolve em várias cenas de pancadaria.

Com um traço ainda imaturo e tosco e uma e uma narrativa frágil, Hergé - na altura com 22 anos - desenhou Tintim numa história a preto e branco no «país dos sovietes», com referência a Moscovo como «um pardieiro infecto», numa alegada ridicularização do regime comunista.
Ao longo dos tempos, Hergé moldou-lhe uma personalidade mais altruísta, defensor da justiça, em 23 álbuns, como «Os charutos do Faraó», «A estrela misteriosa», «As jóias de Castafiore», «Tintim no Tibete», que venderam mais de 230 milhões de exemplares em todo o mundo. [diariodigital.pt]

Veja aqui a evolução visual de Tintin

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:45


Festa das Fogaceiras [20 Janeiro]

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:36


Em Janeiro...

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Veselin Stefanov Kanchev

 

 

dos teus olhos brotam flores,

dos meus gotas de orvalho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 01:45


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Dalida avec le bel Alain Delon - Paroles, Paroles

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:03


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

jacques Brel _ La Chanson des Vieux Amants

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:48


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Serge Reggiani - Mon enfant, mon amour

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:46


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

America - A Horse With No Name

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:39


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Muddy Waters plays "Manish Boy"

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:26


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Neil Young A Man Needs A Maid

 



Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:18


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 12.01.09

Graham Nash - Simple Man (Album Version)

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:15


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.01.09

Os tempos fabulosos da etiqueta Motown

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:57


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.01.09

Isaac Hayes - Shaft

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:37


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.01.09

The mamas and the papas - California dreamin

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:29


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.01.09

Scott MacKenzie - San Francisco

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:28


Músicas que ouvia

por Carlos Pereira \foleirices, em 11.01.09

The Animals - House of the Rising Sun (1964)

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:14


Apetece-me Ouvir

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09

Elgar - Nimrod (from "Enigma Variations")

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:00


Leitura de Outros Blogues

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09
Educação- Lídia Jorge
View SlideShare document or Upload your own. (tags: jorge lídia)

EDUCAÇÃO: ponto da situação por Lídia Jorge


Nestes tempos de furor autoritário e de cárcere Sócratista, em que tudo e todos estão reféns da charamela do novo Partido Popular (moderado), é grato ler alguém que ouse ir contra essa bravata do"grande reformador" que os zeladores da ordem e da situação apodam ao "grande educador" Sócrates

 Os docentes foram, durante o ano que passou, a única "tribo" a repudiar tais teorias postas a correr por gente ignorante e sem escrúpulos, alguns com copiosos interesses no sistema e no pensamento único. E a única classe profissional a exercer, em plenitude, oexercício de cidadania.


A discrição do intelectual nativo, neste assunto da resistência da classe docente contra o fim da  Escola Pública e da Educação, foi total. Não se ouviu do repertório intelectual indígena, curiosamente sempre alvoroçado em abaixo-assinados & outras ilustradas sentenças, nenhuma posição sobre os atropelos do Ministério da Educação contra a classe mais ilustrada do país. E que sempre, com elevada solidariedade, esteve ao lado dos que lutam contra o medo, pela democracia contra o despotismo, pela liberdade contra a ignorância. O desprezo de toda essa corja de putativos intelectuais pelos cidadãos, passado o tempo da ditadura e agora muito bem instalados na vidinha, explica em parte as décadas de atraso cultural (social e económico) deste malfadado país.


Por isso o desagravo da escritora Lídia Jorge  [Público, 9 de Janiero de 2008, p. 38] soou alto, nesta miséria caseira. Por isso, o texto que corajosamente ofereceu a este colégio interno onde habitamos, foi generoso e até, mesmo, benevolente. E por tudo isso, merece ser lido e reflectido. E arquivado.



Nota :

clicar no Fullscreen para ler tudo.

 

Post retirado do blog "Almocreve das Petas"

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:30


Leitura de Outros Blogues

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09

FUGA


Gustav Klimt

Nos dias de Inverno, as árvores estão tão nuas quanto eu. As folhas fogem com o vento e eu, fujo do que sinto.
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:04


Sofía Ruiz

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:38


Irene Bou

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:37


Descoberta de novos pintores

por Carlos Pereira \foleirices, em 09.01.09

Marleen Pauwels

 

Alejandro Botubol

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:13


António Joaquim - Desenhos à pena

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.01.09

 

Identificação dos desenhos,  de cima para baixo:

 

- Monumento ao espírito feirense, do escultor José Aurélio, em S. João de Vêr, Santa Maria da Feira;

 

- Praça de Armas do Castelo de Santa Maria da Feira;

 

- Fontenário de Nasoni, séc. XVIII, Quinta da Torre, S. João de Vêr, Santa Maria da Feira

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:08


As declarações de Aznar sobre Obama

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.01.09

José María Aznar, em entrevista dada à edição espanhola da revista Vanity Fair, afirmou que a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais norte-americanas é "um exotismo histórico" e "um previsível desastre económico", considerando ainda que George W. Bush é um "grande estadista" que está vivendo na hora da despedida "um momento de ingratidão" dos cidadãos do seu país.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:08


Por Outras Palavras, de Manuel António Pina

por Carlos Pereira \foleirices, em 08.01.09
Muros de palavras
 

MUROS DE PALAVRAS

 

Há uns anos, numa reportagem de "A Capital" sobre meninos da rua, um rapaz de 8 anos lamentava-se ao repórter: "A minha mãe fecha-me fora de casa". Conto muitas vezes esta história, bem como aquela do internado num hospício que, através das grades, diz para um passante: "Há muitos aí dentro?" Os muros, as grades, as portas fechadas prendem- -nos a todos.

Não criam "foras", multiplicam "dentros". E os muros mais difíceis de atravessar são os das palavras e das ideias. O que mais se tem visto e lido em relação ao actual conflito em Gaza são atitudes entrincheiradas atrás de muros de palavras e ideias, incapazes de vislumbrar no "outro" uma réstia de motivo ou humanidade. Ora, como escreve Nietzsche, julgo que no "Zaratustra", "tu, vítima, não penses que não tens culpa; e tu, carrasco, não penses que não sofres". É fácil ter ideias claras e a preto e branco sobre o que se passa em Gaza sentado diante da TV, vendo o que se quer ver e fechando os olhos ao resto. Os israelitas e palestinianos comuns (pois há israelitas e palestinianos comuns) são forçados há meio século a ver o que não querem ver.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:47


Nina Simone

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.01.09

Nina Simone - I Want a little sugar in my bow

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:28

O Prémio Nobel da Literatura, Günter Grass, publicará, no final deste mês, o seu diário do ano da reunificação alemã (1990), em relação à qual manifestou publicamente uma atitude crítica, que mantém, segundo a editora Steidl.

"Unterwegs von Deutschland nach Deutschland (A caminho da Alemanha para a Alemanha)" é o título do livro, que reúne as anotações de Grass no ano de 1990 e que é anunciado pela Steidl no seu catálogo de novidades para o primeiro trimestre deste ano.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:12


Leitura de Outros Blogues

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.01.09

IMAGEM DO DIA

[Kirsty Wigglesworth-AP]

«Hundreds of shoes litter the road along Whitehall, as police guard the entrance to Downing Street in London. Several thousand people, many carrying Palestinian flags, marched past British Prime Minister Gordon Brown's Downing Street residence to a rally in Trafalgar Square, London. Outside Downing Street, hundreds of protesters stopped and threw shoes at the tall iron gates blocking entry to the narrow road.» [Washington Post]

 

Post retirado do blog 'O JUMENTO'

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:01


Gonçalo M. Tavares na Porto Editora

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.01.09

Segundo um comunicado que acabo de receber (BIBLIOTECÁRIO DE BABEL), a Porto Editora (PE) vai publicar «uma nova linha de ficção» de Gonçalo M. Tavares, um escritor que amplia assim a considerável lista de editoras com que trabalha ou já trabalhou (Caminho, Relógio d’Água, Campo das Letras, Assírio & Alvim, Difel, Teatro do Campo Alegre). Embora o projecto não esteja completamente definido, Tavares avança que a nova «linha» terá como ponto de partida «o conceito de cidade».
No final de 2008, o escritor publicara já um texto – Bucareste-Budapeste: Budapeste-Bucareste – numa colectânea da PE intitulada Contos Policiais. Cláudia Gomes, responsável pela Divisão Editorial Literária do Porto da PE, congratula-se com o acordo e adianta que este é mais um passo dado no sentido de «reforçar a presença no âmbito da ficção portuguesa e apostar nas novas vozes da nossa literatura».

 

Post publicado por "Bibliotecário de Babel"

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:44


Prémios Literários Britânicos - Costa Book of the Year

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.01.09

Diana Athill, Sebastian Barry, Sadie Jones (na foto), Adam Foulds e Michelle Magorian estão nomeados para o Costa Book of the Year, anunciado a 27 de Janeiro, depois de terem recebido, em diferentes categorias, um dos mais importantes prémios literários britânicos.

 

Biografia: Diana Athill, Somewhere Towards the End (O Fim Pode Esperar - Memória Lúcida de uma Vida Intensa, editado em Setembro pela Pedra da Lua).

 

Romance: Sebastian Barry, The Secret Scripture (a editar este ano pela Bertrand).

 

Primeiro romance: Sadie Jones, The Outcast.

 

Poesia: Adam Foulds, The Broken Word.

 

Obra infantil: Michelle Magorian, Just Henry.

 

Post retirado do blog "LER"

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:37


Jimmy Page - aniversário

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.01.09

O lendário guitarrista dos Led Zeppelin, Jimmy Page, que também é pintor, celebra 65 anos de idade.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:16


Prémio Nadal 2009

por Carlos Pereira \foleirices, em 07.01.09

A escritora catalã Maruja Torres (Barcelona, 1943) ganhou o Prémio Nadal 2009 que ontem lhe foi atribuído. com o livro "Esperadme en el cielo" onde presta homenagem aos seus amigos

Terenci Moix e Manuel Vázquez Montalbán.

 

Maruja Torres
 
 

Maruja Torres nasceu em Barcelona, em 1943, e é uma das mais reconhecidas jornalistas de Espanha. Cronista e repórter do diário El País, desde 1988, recebeu vários prémios de jornalismo. Publicou em 1992 e 1994 dois romances humorísticos, Oh, es él! e Ceguera de Amor, um livro de viagens, Amor América (1994) e uma recolha de artigos jornalísticos, Como una gota, em 1996. O seu último romance, Mientras Vivimos, venceu o Prémio Planeta de 2000. Em 1999, publicou também as suas memórias como repórter no Líbano e no Panamá, sob o título Mujer en Guerra

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:56


Novo ano

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09

Olho o céu deste início de ano e

só vejo nuvens pardas

malditas

que escorrem

por entre a ira das estrelas

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 17:37


O olhar de Pedro Maciel sobre a fotografia de Cartier-Bresson

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09

"Em Elogio do Olhar", Pedro Maciel "fotografa" a fotografia de Cartier-Bresson.

Na STORM-MAGAZINE

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:08


Traição, de José Luís Peixoto

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09
 

 

Revista BRAVO! | Dezembro/2008

Traição

José Luís Peixoto

 

Hoje é dia 21 de outubro de 2008. Estou a beber chá.

O meu marido anda lá fora, no quintal. Na paisagem imóvel da janela, uma brisa ligeira nas folhas mais altas, vejo-o às vezes. Furtivo, o meu marido passa com a pá, ou o ancinho, ou a mangueira, ou a tesoura de podar. Na nossa casa, os catálogos de jardinagem terminam sempre como leitura de casa de banho. O meu marido anda de botas e chapéu. Não há sol, mas aquele é o chapéu da jardinagem. Também as calças dobradas na canela e as botas. Agradeço a Deus pela jardinagem. Obrigado, Senhor, pela jardinagem. O meu marido precisa de distracções. Não lhe chega a televisão, adormece. O meu marido é doente cardíaco. O vidro da janela é grosso e eu ouço mal. Ouço bem um apito fininho, constante, branco, uma linha, ouço mal tudo o resto. O vidro da janela, eu ouço mal, mas sei que o meu marido está a assobiar. As pequenas plantas fazem-no feliz.

Actualmente, o meu clitóris não é mais sensível do que qualquer outra parte do meu corpo. É feito de pele, como os meus ombros, cotovelos, joelhos. Creio que endureceu. Ainda é de tarde, são quase cinco horas, mas já se sente o início da noite. Aqui, nos arredores de Reggensburg, há pássaros que só aparecem a esta hora. Não sei porquê, alguém deve saber. São pássaros pequenos que fazem barulho. No passado, o meu clitóris deu-me grandes alegrias. Marcou o meu epicentro. Sou uma mulher, não deixei de ser uma mulher, mas agora tenho outros interesses. Não sei ainda quais são. Talvez a mágoa. Talvez a mágoa seja agora um dos meus interesses. Presto bastante atenção à mágoa, é certo. Neste verão que terminou, parecia-me que a mágoa tinha um cheiro entre os primeiros instantes de cada dia, uma nesga de luz matinal na janela do quarto. O meu marido na cozinha, acordado há horas, as chávenas a chocarem umas nas outras, e eu a decidir se estava acordada, se era outra manhã, se queria outra manhã, acordar, e a parecer-me que a mágoa tinha um cheiro. O meu marido nunca se apercebeu. O meu marido esqueceu-se de tocar-me há talvez quinze, dezasseis anos, nunca mais se lembrou. Em fevereiro, faço setenta anos. Esta parte do ano, outubro, ficou sempre ligada na minha cabeça aos outubros de quando era adolescente e ia para a escola. Na minha imagem mental dos meses, agora parece maio. Há cinco meses, em maio, eu ainda estava chocada. Ontem, ao lavar-me, passei a mão pelo clitóris e, instintivamente, admirei-me. Por instantes, pensei que pudesse ser uma verruga, um sinal, um caroço.

Os arredores de Reggensburg têm asseio, os muros estão sempre acabados de pintar. Temos vizinhos a boa distância. Gosto do vento, mesmo daquele vento frio a meio do inverno. Reggensburg fica a cerca de 225 quilómetros de Amstetten. Nunca fiz essa viagem, nem para um lado e nem para o outro. Quando saímos de Amstetten, fomos viver para Dortmund, ficámos lá dez anos. Depois, fomos para Weimar, ficámos lá dois anos, até o meu marido se reformar. Podíamos ter procurado casa em qualquer lado. O meu marido insistiu na Baviera porque ficava perto da Áustria, acabamos por concordar com Reggensburg. Quando pede alguma coisa, o meu marido gagueja. Às vezes dizia: Amstetetetetetten. Sozinho, planeava fins-de-semana em Amstetten. Dizia: vivemos cinco dos nossos melhores anos naquela cidade, porque não queres voltar? Eu começava por negar que não quisesse voltar. Depois, inventava desculpas sem tentar sequer fazer sentido. Não sei o que ele pensava de mim. Até podemos ficar no teu hotel, dizia o meu marido, sem saber o que dizia. Literatura. Adorava que o meu marido gostasse de ler. Tenho a certeza de que adoraria os russos: Tolstoi, Dostoievski, Gogol. Ah, Gogol. Quando quis trabalhar, o meu marido conseguiu-me uma posição a gerir uma pousada quase no centro de Amstetten. Após uma semana de serviço, meados de setembro, o Josef possuiu-me na cama dupla do quarto 28.

Sempre usámos este verbo um pouco antigo, talvez um pouco livresco, século XIX. Quando o Josef começava a rosnar, eu dizia-lhe: possui-me, possui-me. Tenho de falar dos seus olhos azuis. Os olhos azuis do Josef brilhavam, seriam suficientes para iluminar uma sala. Não estou a exagerar. Ou talvez só um pouco. Quando o Josef me sorriu, me tratou por menina, quando me apontou o olhar cheio de entoações, desfiz-me invisivelmente. A partir daí, tratou-se de seguir um sentido. Às vezes, quando deixávamos cair a cabeça sobre as almofadas da cama, eu ficava a fazer-lhe festas no pequeno bigode colado aos lábios. Não era ridículo. Eu sorria, enquanto a nossa respiração abrandava ao mesmo tempo. Depois, ele olhava para mim e sorria também. O Josef sabia sorrir. À noite, o meu marido contava-me todos os pormenores da vida dos seus colegas, mas eu não o ouvia. O Josef gostava de sexo de pé. Eu inclinava-me na direcção da janela e ele ficava por trás, apreciava a paisagem. Em certos assuntos, muitos, eu considerava o Josef um poeta. Amstetten era uma cidade sem sobressaltos, as campainhas das bicicletas, as estações do ano nos dias certos. O Josef tinha umas pernas firmes, que eu gostava de apertar no interior das minhas.

Quando estava bom tempo, aos sábados, o meu marido e eu fazíamos piqueniques. O Josef tinha cinquenta e oito anos, mais quatro do que eu, e bastava que me tocasse com um dedo. Se nos cruzávamos na rua, eu tremia. Ninguém podia suspeitar. Ele sorria sem olhar para mim. Uma vez, estava num restaurante, e o meu marido perguntou-me: estás com frio? Era o Josef. Quando ganhei coragem para olhar melhor, não era o Josef, não era sequer parecido, mas tremi, não consegui controlar-me. Quando o Josef punha a cabeça no meio das minhas pernas, eu fazia-lhe festas no cabelo. Havia semanas em que nos víamos duas vezes, três vezes, havia semanas em que não nos víamos. Dependia de muitos factores. Conheci o Josef quando tive aulas de dança, salsa. Estive em três aulas. Depois de conhecê-lo, desisti. Deixei de ter tempo. Precisava de todos os instantes para pensar nele.

O meu marido estava muito triste na noite em que me contou que tínhamos de partir para Dortmund. Eu disse-lhe algumas frases inacabadas, palavras incompletas. O meu marido disse: pois é. O meu marido nasceu na Saxónia, a meia dúzia de quilómetros de Dresden e, no entanto, já tinha adoptado um sotaque austríaco. Artificial, enjoativo, mas sentido. O meu marido é obediente. O Josef tinha verdadeiro sotaque austríaco, claro. Os seus érres davam-me tesão. Durante anos, eu corava só de lembrar-me dos seus érres. Nessa noite, o meu marido tinha a cabeça entre as mãos, a realidade. Eu não podia fazer outra coisa. Desde esse dia, até à partida, eu e o Josef comemo-nos como animais, como lobos, em todas as camas da pousada. Engolimo-nos. Em Dortmund, eu sonhava com ele. No duche. Em Weimar, comecei a conformar-me. Em Weimar, tivemos uma cadela, Lassie. O meu marido apareceu com ela pequenina, quando chegámos. Morreu uma semana antes de partirmos para Reggensburg, bem-educada. Conformei-me que não voltaria a ver o Josef. Por isso, nunca quis voltar a Amstetten. O Josef era um segredo para sempre. Havia momentos em que me parecia que só tinha existido na minha imaginação, mas isso é algo que me acontece com todo o passado. Há momentos em que me parece claramente que algum detalhe do passado, a minha mãe, sexo oral quando namorava com o meu marido, sopa de abóbora, só existiu na minha imaginação.

Eu não tinha qualquer fotografia do Josef. Mesmo já em Reggensburg, havia vezes em que me sentava no sofá, de braços cruzados, a esforçar-me para recordar o seu rosto. Quando não conseguia, ia à cozinha e fazia panquecas. Era uma espécie de compensação e, ao mesmo tempo, um hábito. Depois, noutros dias, via-o em tudo. Havia um calor. O rosto dele era como uma chama. Tentei aprender a bordar. Via o rosto dele nos novelos de linha, no pano esticado. Foi talvez por isso que, quando apareceu a imagem dele na televisão, não me admirei logo. Acho que não gerei sequer um pensamento, não reagi. Analisando, reconheço agora que a ordem dos meus instintos perante a sua imagem seria não verbalizar. Foi com alguns segundos de atraso que me apercebi que o Josef, o Josef, o meu Josef, estava na televisão. Não sei qual foi o meu aspecto. Perdeu-se para sempre a imagem do meu rosto porque estava sozinha, não estava ao espelho, estava em brasa, a ouvir. Eu não queria acreditar. Foi em abril. Quando acordo a meio da noite com pesadelos, acredito por instantes que posso sentir-me aliviada, que não é real, mas depois, acordada, o pesadelo é ainda mais intenso porque é real. O Josef punha a língua toda dentro da minha boca. Abril, abril, quando desliguei a televisão, cambaleei pela sala. Agarrei-me a móveis para não cair. E pensei: não. Pensei: não. Até cheguei a sorrir. Não pode ser. Em roupão, tirei o carro da garagem e fui comprar revistas e jornais. Nenhum tinha a notícia. Liguei o rádio do carro e não falavam de outra coisa. No dia seguinte, todos os jornais tinham a notícia.

O Josef tinha mantido a filha presa na cave durante vinte e quatro anos. Tinha-a violado repetidamente e tinha tido sete filhos com ela, um dos quais morreu. Na televisão e no rádio, chamavam-lhes filhos-netos. A filha do Josef e alguns dos seus filhos-netos viviam na cave. Um deles, uma rapariga com dezanove anos, nunca tinha visto o sol. Eu era obrigada a ouvir o meu marido comentar esta história e a repetir: em Amstetten, quem diria em Amstetten, e nós lá, quem diria. E perguntava-me se eu conhecia aquela rua. Eu respondia. Já me tinha perdido naquela parte da cidade. Este ano, em abril, choveu muito pouco. Tenho saudades de quando chovia em abril. Eu fixava a imagem do Josef na televisão e acreditava que os seus olhos líquidos me viam. Não tinham envelhecido. Eram os mesmos. Os lábios eram os mesmos. O Josef traiu o nosso segredo com o seu próprio segredo. Mas, agora, o seu segredo já não existe, toda a gente o conhece. Agora, só existe o nosso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:16


Almir de Freitas espreita a alma e o coração de Vinicius de Moraes

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09
Vinicius de Moraes na década de 1950. Uma imagem diferente do homem com um copo de uísque na mão e um olho nas mulheres do calçadão
Vinicius de Moraes na década de 1950. Uma imagem diferente do homem com um copo de uísque na mão e um olho nas mulheres do calçadão

 

Revista BRAVO! | Janeiro/2009

 

A Sombra de Vinícus

Novas edições, estudos e poemas antes inéditos em livro deixam para trás a imagem do “poetinha”, mostrando um autor em que a paixão se misturava com tumultos interiores

Diminutivos servem para identificar, como se sabe, coisas de pequeno porte ou, por extensão, coisas pelas quais temos carinho. Em certo sentido, as duas formas se conjugam no equívoco que fez com que Vinicius de Moraes passasse à história da literatura brasileira como "poetinha". Quase como a dizer: gostamos muito dele, de seus versos sobre o amor e a paixão - mas poetas sérios, "poetões" mesmo, são os outros. Para certa crítica acadêmica, o existencialismo prosaico de Carlos Drummond de Andrade, o lirismo de Manuel Bandeira e os versos duros da poesia engajada de João Cabral de Melo Neto encerram tudo o que de melhor e mais diverso o modernismo poderia produzir. A verdade, contudo, é que o cânone modernista não tinha como enquadrar a poesia de Vinicius, construída numa trajetória absolutamente singular, que foi das formas mais tradicionais da poesia ao trabalho como letrista da bossa nova.

As reedições da obra de Vinicius, publicadas pela Companhia das Letras numa coleção coordenada pelo também poeta Eucanaã Ferraz, mostram que essas antigas amarras acadêmicas ficaram para trás. Acompanhadas de novos textos críticos, as edições revelam um poeta em que a intensidade da paixão se mesclava com tumultos interiores, características que refletiam uma personalidade desde sempre atormentada e sujeita a frequentes períodos de depressão (leia texto na pág. 28). No conjunto da vida e da obra, revelam-se os matizes de um poeta que estava longe da imagem limitada atribuída a ele no imaginário da literatura brasileira — a de um homem com um copo de uísque na mão e um olho nas mulheres bonitas que passam no calçadão de um Rio de Janeiro edênico. Este, o tal "poetinha".

Poemas Esparsos, o mais recente volume da coleção, apresenta, em textos inéditos em livro, outros elementos desse Vinicius distante dos temas solares. Escritos entre os anos 30 e 70, os poemas compreendem todas as "fases" do poeta — desde a da juventude, em que ele era influenciado por um simbolismo de extração européia, marcada por um catolicismo atormentado, até a posterior, em que a sua poesia ganhou mais leveza, tornou-se mais "modernista". Se as diferenças entre as duas fases são evidentes e inegáveis, a divisão rígida entre ambas acabou ocultando a persistência dos elementos sombrios da primeira na segunda, num poeta que, além de tudo, acabou sendo eclipsado pelo letrista. Trabalho, aliás, que não pode ser confundido com sua obra poética — outro equívoco comum.

Nas páginas que seguem, estão trechos de alguns desses poemas. Nem todos os textos do livro são inéditos, mas seguem sendo contundentes em revelar a obra de poeta mais inteiro, tão complexo quanto os elementos simbólicos e valores morais envolvidos — sexo e morte, culpa e prazer — na metamorfose de "poeta maldito" em "libertino". Sem esses elementos, não se pode compreender a profundidade da paixão pela qual o poeta foi reconhecido. Elementos que podem explicar muito, por exemplo, os versos de Soneto de Fidelidade (1946), talvez os mais famosos de Vinicius: "Quem sabe a morte, angústia de quem vive/ Quem sabe a solidão, fim de quem ama/ Eu possa me dizer do amor (que tive):/ Que não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure".

Uma Alma Duplicada
Por José Castello

Vinicius de Moraes, o poeta da paixão, foi também o poeta do desespero. Sob a máscara do artista feliz, em eterno galanteio com a vida, escondeu-se, durante 67 anos, um homem atormentado, para quem o amor foi não só alegria, mas fardo, e a vida, uma sucessão de decepções.

Comecei a trabalhar em minha biografia de Vinicius de Moraes no início dos anos 90, uma década depois da morte do poeta. A única vez em que o vi, em fins dos anos 70, contudo, me bastou para perceber, não sem dificuldades, pequenos sinais desse Vinicius desconhecido. Eu era repórter de Veja e o poeta estreava um show no Rio. A entrevista foi agendada para a hora do almoço. Habituado a trocar a noite pelo dia, Vinicius me fez esperar por quase duas horas. Quando enfim apareceu, os olhos ainda esbugalhados pela noite, a voz lenta e rouca, custei a reconhecê-lo. Era difícil aceitar que aquele homem que me tratava com impaciência e desatenção fosse, de fato, Vinicius de Moraes. Mas era.

A entrevista foi um desastre. Sim, consegui meia dúzia de informações, e algumas declarações banais, que me renderam um texto discreto para a revista. Levei de volta comigo, porém, a imagem de um homem em contínuo desalinho com o mundo. Mais de uma década depois, foi dela que parti para escrever minha biografia. Ainda hoje, 16 anos depois de publicá-la, a figura desse Vinicius atormentado e em descompasso com o mundo me incomoda. Aos admiradores de canções suaves como Garota de Ipanema e Minha Namorada, ela parece não só falsa, mas absurda. Aos leitores que se habituaram à leveza de poemas como A Balada das Meninas de Bicicleta ou a Feijoada à Minha Moda, causa estranheza, ou mesmo repulsa.

Custo a admitir, mas a vida de Vinicius de Moraes foi uma linha irregular em que os grandes momentos de prazer e euforia se revezaram com descidas íngremes rumo à tristeza e ao desamparo. Os médicos de hoje, provavelmente, o rotulariam de "bipolar". Para além de qualquer diagnóstico, Vinicius foi, sim, um homem de alma duplicada. A paixão pela vida tinha, como avesso, íngremes descidas ao inferno. Quando rapaz, Vinicius desejou ser um poeta do talhe do francês Arthur Rimbaud. Foi um leitor apaixonado de Uma Estação no Inferno e, enquanto escrevia os primeiros poemas, olhava-se no espelho e via Rimbaud. Os versos torturados de seu primeiro livro, O Caminho para a Distância, escrito aos 19 anos, confirmam essa semelhança.

Bem antes ainda, em meados dos anos 20, quando ainda usava calças curtas, Vinicius rascunhou seus primeiros poemas. Nos corredores do Colégio Santo Inácio, escondia os versos nos bolsos do uniforme, comportava-se como um criminoso. Certo dia, aproveitou a companhia solitária de um colega e desabafou: "Tenho um segredo". Com a voz vacilante, como se revelasse um crime, continuou: "Eu escrevo poemas". Desconhece-se a resposta do amigo de sala. Mas, desde então, a poesia passou a ser, para Vinicius de Moraes, um objeto sombrio e íntimo.

Em 1933, quando publica O Caminho para a Distância, o precoce Vinicius, com 20 anos incompletos, se forma em direito. Na faculdade do Catete, passa a frequentar o grupo de alunos católicos liderado por Octavio de Faria, o futuro romancista, autor dos 13 volumes obscuros de A Tragédia Burguesa. A atmosfera de culpa e de trevas toma conta de sua alma. Um de seus poemas de juventude chegou a ser publicado em A Ordem, revista católica que, fundada por Jackson de Figueiredo, servia de porta-voz da ortodoxia cristã.

Nos primeiros versos de Vinicius de Moraes, sinal da tristeza que nunca mais o deixaria, a mulher surge como uma figura inocente e inatingível, enquanto o homem não passa de um ser inferior e sujo, indigno de sua companhia. Vista como um fardo, a masculinidade aprisiona os homens em impulsos carnais e arroubos de violência. Ser homem é "sofrer" desse destino. É disso que tratam seus primeiros poemas.

No segundo livro, Forma e Exegese (1935), a imagem do poeta atormentado se aprofunda. Em um poema como O Escravo, ele descreve: "Aqui vejo coisas que a mente humana jamais viu/ Aqui sofro frio que corpo humano jamais sentiu". Há um tanto de retórica nesse jovem que dramatiza o mundo e se vê como uma vítima. Em O Outro, ele diz: "Eu sinto sobre o meu ser uma presença estranha que me faz despertar angustiado".

A nuvem negra só se dissipa quando, em 1939, Vinicius conhece sua primeira mulher, Beatriz Azevedo de Mello, a Tati. Independente, liberal e pragmática, Tati era, naquele momento, uma leitora entusiasmada dos modernistas de 22. O primeiro sinal da guinada íntima de Vinicius está em seu interesse pelo jornalismo. Mas o conflito interior persiste. Quando começou a escrever crítica de cinema, para o jornal A Manhã, em 1941, por exemplo, Vinicius se tornou um ardoroso defensor do cinema mudo — que via, naquele momento, contaminado pelo "perigo da voz". A repugnância ao cinema falado será, mais tarde, superada. A marca dessa metamorfose toma forma em um poema como a Carta aos Puros, escrito em Montevidéu, no Uruguai, em fins dos anos 50, no qual Vinicius combate, com vigor, os "homens sem sol" e também "sem sal", que fogem da realidade. Combate a si mesmo.

Triste Bahia
Num espaço de 41 anos, entre 1939, ano em que se casou com Tati, e 1980, ano em que morreu, Vinicius viveu uma série de nove casamentos oficiais, afora as incontáveis paixões informais. Viveu, sempre, subjugado pela ideia da paixão. Escravo da paixão — que definiu como um amor que é "eterno enquanto dura" —, quando sentia que ela esfriava, Vinicius não pensava duas vezes: rompia com a amada. Tomou a iniciativa de se separar de sete de suas nove mulheres, confirmando a ideia de uma delas, segundo a qual o poeta, mais que amar as mulheres, amava a condição de apaixonado.

 

O fato de ser ele o autor das rupturas afetivas não o poupou, porém, da depressão que a elas se seguia. Entre os casamentos, Vinicius afundava na melancolia e se perdia na busca frenética de um novo grande amor. O amor secreto por Regina Pederneiras, arquivista do Itamaraty a quem dedicou a célebre Balada das Arquivistas, ainda quando era casado com Tati, se torna um modelo para as relações paralelas com que sempre temperou sua teoria da paixão. Entre as nove mulheres oficiais, apenas Lucinha Proença, a quinta, ao perceber que a paixão esfriava, foi mais rápida que ele e anunciou o rompimento. Talvez por isso tenha sido a única paixão (não falo de amor) que nunca se dissipou. Nona e última, a jovem Gilda Mattoso perdeu Vinicius para a morte.

Nos breves, mas infernais, intervalos de solidão, ele se apegava à bebida e à noite. Nessas horas, fazia uso de recursos enfáticos, chegando, até mesmo, a evocar (ou a blefar com) a ideia romântica do suicídio. Mas não só a ausência de paixão o levou a esses extremos. Também a ausência de liberdade. Em Portugal, a notícia da decretação do AI-5 o pegou nos bastidores de um teatro. Atordoado, gritava pelos camarins: "Eu me mato! Eu me mato!". Baden Powell, que o acompanhava no show, tentava acalmá-lo. "Pode me prender, eu quebro as lentes dos óculos e corto os pulsos!", o poeta insistia. Só um abraço longo do parceiro amansou sua fúria.

A dor vivida no ano de 1969, quando foi exonerado do Itamaraty, por "problemas de comportamento", e não por motivos políticos, deixou cicatrizes profundas. O célebre bilhete do general Costa e Silva ao chanceler Magalhães Pinto trazia palavras grosseiras: "Demita-se esse vagabundo". A vida dupla de diplomata e showman era inaceitável para os padrões da ditadura militar. Em março de 1969, a célebre Comissão Câmara Canto, grupo secreto criado pelo AI-5 para realizar um expurgo no Itamaraty, decidiu, em um relatório confidencial, pela expulsão sumária de Vinicius da vida diplomática. Diz-se, porém, que, nesse documento, nem mesmo os detratores se abstiveram de fazer elogios a sua poesia.

Deprimido pela perseguição política, Vinicius só se recuperou quando conheceu a baiana Gesse Gessy, sua sétima mulher. Mudou-se para a praia de Itapuã, em Salvador. Passou a ser visto com longas batas brancas, ornamentos do candomblé, sandálias de hippie, publicando seus versos em precárias edições artesanais, à moda dos poetas da "poesia marginal". A Bahia era uma festa — mas havia tristeza naquela festa.

Mesmo as paixões fugidias e secretas, como a que viveu nos anos 50 com a escritora Hilda Hilst, carregam essa marca. Quando estava apaixonado, Vinicius não suportava a idéia de tristeza. Hilda gostava de recordar o dia em que os dois pararam para um almoço em um restaurante de beira de estrada especializado em cordeiros. Sentaram-se ao lado de uma janela. Do lado de fora, bem ao lado, uma ovelha pastava. "Vamos embora", Hilda lhe disse. "Não vou conseguir comer vendo pela janela o bicho que vou comer." Vinicius só se levantou a contragosto. Apaixonado, nada devia contrariar seu entusiasmo. Desencantado, o mundo se revirava e o sofrimento se espalhava por todos os lados.

As circunstâncias o levaram, tantas vezes, a expor esse lado obscuro, o que aconteceu, por exemplo, quando perdeu o pai, Clodoaldo. Vinicius, que estava no México, recebeu a notícia por telefone. O horror se estampou em um poema dolorido como Elegia na Morte de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, escrito pouco depois. O primeiro verso fala não só de sua tristeza, mas do sentimento de que ela o perseguia: "A morte chegou pelo interurbano em longas espirais metálicas".

Se a celebração da vida aparece em poemas célebres como Receita de Mulher ou na Balada das Duas Mocinhas de Botafogo, a confissão da tristeza se estampa em um poema dolorido, mas genial como Poética (II), que escreveu no Rio de Janeiro, em 1960. A abertura resume sua estratégia literária: "Com as lágrimas do tempo/ E a cal do meu dia/ Eu fiz o cimento/ Da minha poesia".

Nos anos do último casamento, com Gilda Mattoso, os sinais dessa tristeza se tornaram atordoantes. Com o passar do tempo, contudo, esse Vinicius deprimido e desesperado ficou esquecido sob a imagem luminosa do "poetinha". Avesso e direito de um mesmo poeta. Uma prova disso aparece no Soneto de Luz e Treva, em particular na dedicatória a Gesse Gessy: "Para a minha Gesse, e para que ilumine sempre a minha noite". A luz é das mulheres. Aos homens, mesmo aos poetas, resta sempre o martírio da escuridão.


JOSÉ CASTELLO é jornalista e escritor, autor da biografia Vinicius de MoraesO Poeta da Paixão, entre outros livros.


O LIVRO
Poemas Esparsos, de Vinicius de Moraes. Seleção e organização de Eucanaã Ferraz. Companhia das Letras, 256 págs., R$ 42.

1  | 2  | 3  | 4  | 5  |

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:53


Paco Ibañez em Lisboa

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09

 

Paco Ibañez vai estar em Lisboa para um concerto no dia 9 de Janeiro na Culturgest

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:30


Leitura de Outros Blogues

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09

A RAZÃO DE SER


Gustav Klimt

Dentro está aquilo que procuro. Espreito o ser. Devagar, em direcção ao centro do que vale a pena. No silêncio do grito, encontro sempre a razão da existência.
 
Post retirado do blog "A Dobra do Grito"

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:16


Fernando Savater escreve sobre Ralph Waldo Emerson

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09

photo
Fernando Savater

 

Fernando Savater, filósofo,  que esteve em Santa Maria da Feira no VII Simpósio, escreve, no El País,  um artigo sobre Emerson que foi um grande defensor do abolicionismo e das ideias de Lincoln

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:56


Prémio Nadal

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09

El Premio Nadal se entrega hoy con un recuerdo para Casavella

Para celebrar los 65 años del galardón se reedita 'Nada', novela ganadora de la primera edición

El LXV Premio Nadal, que se entregará esta noche durante una velada literaria en el Hotel Palace de Barcelona, rendirá homenaje a Francisco Casavella, ganador de la pasada edición y fallecido el 17 de diciembre a los 45 años. Al principio del acto, la finalista del año pasado, Eva Díaz, recordará la figura del escritor y leerá un fragmento de Lo que sé de los vampiros (Destino), novela con la que Casavella ganó el LXIV Premio Nadal. Hasta 274 obras, cuatro más que el año pasado, se han presentado al galardón literario más antiguo de España, dotado con 18.000 euros para el ganador y 6.000 para el finalista.


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:45


As palavras e a política

por Carlos Pereira \foleirices, em 06.01.09

Não nutro muita simpatia por políticos - há excepções, claro. Não gosto particularmente de Sócrates e dos seus acólitos, apesar de, em rarissimos casos e em raríssimos momentos, lhes reconhecer alguns méritos, algumas virtudes. Mas não gosto que usem o poder e o poder das palavras como malabaristas em espectáculos de circo.

 

Apetece-me, de imediato, descarregar a minha ira sobre o televisor, o rádio, ou o jornal, quando insultam a minha inteligência e apedrejam a minha cabeça com ladainhas com o único propósito de caçarem o meu voto.

 

E usam palavras  de circunstância; escritas e ditas em momentos de circunstância, muitas vezes sem convicção, sem acreditarem nelas - são palavras terroristas que sempre que são usadas matam o desejo de acreditarmos que os políticos que elegemos cumprem com seriedade, honestidade e honradez as tarefas que juraram aceitar e que defenderam nas campanhas eleitorais.


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:00



Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Livros Técnicos Fev 2020 - Mrec



Links

Outras Foleirices

Comunicação Social

Lugares de culto e cultura

Dicionários

Mapas

Editoras

FUNDAÇÕES

Revistas